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Mais um caso de microcefalia associada ao zika vírus é confirmado

Subiu para 76 o número de casos de microcefalia confirmados no Ceará, de acordo com o último boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa)

21:14 | 05/04/2016
Um novo caso de microcefalia associada ao zika vírus foi constatado no Ceará na última semana, de acordo com o boletim divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). Agora, são nove casos da má-formação congênita associada à doença transmitida pelo mosquito Aedes aegipty no Ceará, de outubro de 2015 até esta terça-feira, 4.

No mesmo período, foram notificados 437 casos de microcefalia no Ceará (11 casos a mais se comparado com o último boletim, divulgado na semana passada). Destes, 76 foram confirmados, 114 foram descartados e 247 estão em investigação.

Não foram registrados novos óbitos. Até esta terça-feira, ocorreram 28 falecimentos, sendo quatro casos de natimortos - quando o feto morre dentro do útero materno ou durante o trabalho de parto - e 24 casos que evoluíram óbito após o nascimento. Em 15 desses óbitos foram confirmados sugestivos de infecção ainda no útero materno, sendo oito óbitos com identificação do vírus zika em tecido fetal.

Os óbitos ocorreram em 12 municípios cearenses, são eles: Canindé, Crateús, Fortaleza, Iguatu, Ipaumirim, Juazeiro do Norte, Maracanaú, Morrinhos, Piquet Carneiro, Russas, Tejuçuoca e Tururu. Ao todo, 95 municípios notificaram casos suspeitos, enquanto 36 tiveram casos confirmados de má-formações, segundo boletim da Sesa.

Estudo
O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira, 5, os resultados iniciais de um estudo de caso-controle que confirma, preliminarmente, relação entre o zika vírus e a microcefalia. A pesquisa, desenvolvida na Paraíba, mostrou inicialmente que mães que tiveram o vírus Zika no primeiro trimestre da gestação apresentaram maior probabilidade de terem crianças com microcefalia.

O estudo é desenvolvido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Governo da Paraíba e Centro de Controle e Prevenção de Doenças Transmissíveis (CDC) dos Estados Unidos. O trabalho segue com a análise das amostras de sangue coletadas nas mães e bebês paraibanos. De acordo com o órgão, somente após esta fase os resultados finais serão divulgados.

O resultado preliminar do estudo, apresentado em João Pessoa (PB), não encontrou nenhuma associação da microcefalia com a exposição de produtos como inseticidas, por exemplo.

Brasil
O Nordeste continua sendo a região do País com o maior número de notificações e de casos confirmados de microcefalia. O Ceará também permanece como o sexto estado do Brasil com o maior número de casos investigados, ficando atrás de Pernambuco (1053), Bahia (663), Paraíba (386), Rio de Janeiro (297) e Rio Grande do Norte (290).

Em todo o Brasil, 4.046 casos suspeitos de microcefalia estão em investigação, de acordo com o novo boletim divulgado nesta terça-feira, 5, Ministério da Saúde. Dos casos já concluídos, 1.814 já foram descartados e 1.046 foram confirmados para microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita.

Até o dia 2 de abril, foram registrados 227 óbitos (fetal ou neonatal) suspeitos de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação (abortamento ou natimorto). Destes, 51 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 148 continuam em investigação e 28 foram descartados.

Recomendação
O Ministério da Saúde orienta as gestantes adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.
 
Redação O POVO Online 
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