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Confira 10 referências que só um fortalezense reconhece

A cidade também se conta pelos personagens que elege, por sua irreverência, por seus afetos. Aqui, algumas imagens que surgem quando Fortaleza se vê no espelho

16:30 | 13/04/2016
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No dia em que Fortaleza completa 290 anos, O POVO Online preparou lista com dez tradições da cidade. São lugares e histórias especiais para quem nasceu e mora na capital cearense.

1. Um bode em um museu
Iôiô era um bode que virou mascote dos fortalezenses por perambular na Praça do Ferreira e na Beira Mar entre 1915 e 1930. Intelectuais, autoridades e boêmios acabaram adotando o animal, que chegou a receber vários votos para vereador nas eleições de 1922 - num tempo de cédula de papel. Ele não assumiu o cargo, mas entrou para a história da cidade: foi empalhado e pode ser visto no Museu do Ceará (Rua São Paulo, 51, no bairro Centro).
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2. O drama da Topic 55
A Topic 55 cruza vários campi universitários e entrou história acadêmica de Fortaleza. A demora, a superlotação, o calor, o grito de "VAI DESCER", entre outras aflições, deram origem a uma rádio novela produzida por alunos da UFC.

Em abril de 2015, a linha foi retirada de circulação devido a alterações do Plano de Ações Imediatas de Transporte e Trânsito de Fortaleza (PAITT). Na última semana, voltou a fazer o percurso original com acréscimo do número 7.

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3. Gabi Lanches
A lanchonete móvel “Gabi lanches” é destino certo para quem quer matar a fome durante as noites de lazer no entorno do Dragão do Mar. O trailer da dona Aparecida, proprietária da lanchonete móvel, ficou conhecido por trazer estampado nas laterais imagens da filha dela, digamos, ‘’sensualizando’’. As fotos viralizaram depois que “todo mundo” resolveu imitar a Gabi. E quem não tem uma foto com a #Gabilanches?
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4. José Walter, o bairro dos cornos
Não é novidade para quem vive em Fortaleza que o Conjunto Prefeito José Walter é conhecido como o “bairro dos cornos”. Entre as hipóteses desta fama ingrata, estão o fato das residências serem iguais (fazendo vez por outra os homens dormirem na casa dos outros), as mulheres serem muito bonitas, e a distância dele com o restante da cidade.

"Como era um bairro dormitório, os maridos iam trabalhar e as mulheres ficavam em casa. Daí vem a fama de bairro dos cornos, que é antiga, do final da década de 70. Eu ‘apenasmente’ comento o fato”, explicou o humorista Falcão em matéria publicada pelo O POVO.
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5. Vai ao Sol na Praça do Ferreira

Foi um momento curioso de Fortaleza, em janeiro de 1942. Frequentadores da Praça do Ferreira, talvez clamando para o que o sol desse um desconto naquele dia, vaiaram em iníssono o astro rei.

O caso foi registrado por um repórter desconhecido do O POVO (a matéria não está assinada) e oficializou o dia 30 de janeiro de 1942 como o ''marco da irreverência do povo cearense''. O POVO homenageou o causo em uma edição de 2012.
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6. Beco da Poeira
Quando surgiu, no início dos anos 1990, o Beco da Poeira funcionava na Praça José de Alencar. Ele era parte de um projeto de revitalização do Centro criado pela prefeita Maria Luiza Fontenele.

Em julho de 2012, os comerciantes foram transferidos para um novo Centro de Pequenos Negócios, que foi reformado recentemente. São roupas, alimentos e objetos variados que fazem parte das compras de todo fortalezense que vai ao Centro.
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7. Quinta do Caranguejo
Quem mora em Fortaleza sabe que a quinta-feira é o dia para comer caranguejo. A tradição que surgiu na Praia do Futuro se espalhou por restaurantes e bares da Capital.
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8. “IEEEI”

Os ''cearês'' é vasto, tem “mó paia” para tratar das coisas ruins, o “ei, máh” para chamar atenção de alguém, e o “rebolar no mato” – que não tem nada a ver com gingado, a expressão serve é para indicar o que deve ir para o lixo. Mas o ''código-vaia'' do fortalezense, sem dúvida, fica para o “Ieeei”.

9. Mário Gomes – nosso poeta andarilho
Fortaleza guarda na memória a figura desalinhada e boêmia de Mário Gomes Farias. Além de conquistar admiradores pela sua poesia, ele chamava atenção por seu modo de viver desapegado de ambição na Praça do Ferreira e no entorno do Dragão do Mar. Personagem marcante da cidade, ele era visto vestindo paletó e gravata. Morreu aos 67 anos, no dia 31 de dezembro de 2014.
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10. Raimundo dos queijos

O comércio localizado na rua General Bezerril, no Centro, é point de intelectuais e artistas da cidade por conta da histórica venda de queijos variados, doces, carne de sol e cerveja gelada.

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