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Alunos de odontologia da UFC denunciam falta de materiais básicos para atendimento e estudo

Acadêmicos decidiram suspender atendimentos nas clínicas até a próxima quarta-feira, 20. UFC diz que empresa vencedora da licitação descumpriu contrato e não realizou a devida entrega dos itens solicitados

17:58 | 13/04/2016
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Alunos da Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem (FFOE) da Universidade Federal do Ceará (UFC) procuraram o POVO Online para denunciar a falta de insumos básicos para a plena prática acadêmica e realização de atendimentos à comunidade. 

De acordo com Débora Rocha, acadêmica do 5º semestre de Odontologia e representante da Secretaria de Assuntos Estudantis do Centro Acadêmico Raymundo Gomes, diante da "delicada" situação, os alunos optaram por suspender os atendimentos nas clínicas, a partir desta quarta-feira, 13, até o próximo dia 20 de abril.

A semana de paralisação foi decidida por cerca de 100 alunos em assembleia realizada nesta terça-feira, 12. A reunião contou ainda com a presença da diretoria da FFOE.

A aluna diz que a frequente falta de insumos, até mesmo de papel toalha, impede a correta esterilização dos materiais utilizados pelos alunos, que são obrigados a usar uma pistola de ar comprimido para secagem dos materiais odontológicos.

"Na época que fiz Radiologia, faltou filme radiográfico. Desde que entrei na faculdade, o papel já não era fornecido para as clínicas e acontece de termos que secar as mãos no jaleco ou mesmo na roupa, que podem estar sujos", frisa Débora.

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Em alguns casos, relata a aluna, professores se dispõem a arcar com os custos dos materiais, enquanto que outros chegam a exercer uma certa pressão, advertindo aos alunos que, caso não adquiram os insumos, não poderão ser avaliados.
 
As pistolas de ar comprimido disponibilizados pela UFC ainda provocariam um grande ruído que, segundo os alunos, ultrapassa o limite recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), prejudicando-os. 

Com a paralisação, muitos moradores do entorno da UFC, vindos principalmente de comunidades pobres, tiveram suas consultas canceladas. "Todos eles (pacientes) foram prejudicados. Cada disciplina atende de 16 a 18 pacientes por turno e por clínica", lamenta a estudante.

UFC

Em nota, a universidade informou que realizou a compra dos insumos, mas que a empresa vencedora da licitação não entregou os itens.

A aquisição e maior utilização de pistolas de ar comprimido teria sido uma alternativa à falta de papel, um dos produtos solicitados.

No intuito de reduzir os danos provocados pelos ruídos das pistolas, a instituição ainda se comprometeu a adquirir protetores auriculares imediatamente e a providenciar os materiais com novo fornecedor.

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Confira a nota na íntegra:

"A Universidade realizou a compra dos insumos necessários ao processo de esterilização de materiais, mas a empresa que venceu a licitação não fez a entrega dos itens, contrariando o que está previsto em contrato.

Entre os materiais que deveriam ter sido entregues, está o papel utilizado na secagem de alguns aparelhos. Com isso, aumentou o uso da pistola de ar comprimido, também usada na secagem. Para evitar possíveis danos causados pelo barulho das pistolas, a Universidade se dispôs a adquirir imediatamente protetores auriculares.

A UFC está tomando as providências legais para a rescisão do contrato, o que permitirá à Universidade realizar a aquisição dos materiais o mais rápido possível, através de outro fornecedor.
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