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Servidora denuncia possíveis focos de Aedes aegypti em prédio da AMC; Prefeitura nega

Para a agente de trânsito, a situação é 'criminosa', tendo em vista a proliferação do mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e do zika vírus

09:00 | 16/02/2016
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Possíveis focos do moquisto Aedes aegypti em um terreno localizado na atual sede da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), que agora funciona no antigo prédio da Companhia de Transportes Coletivos (CTC), no bairro Cidade dos Funcionários, preocupam servidores do órgão. Eles denunciam que o local abriga um 'cemitério de coletivos' com água parada e suja, além de entulhos no ambiente. A Prefeitura de Fortaleza nega as acusações.

Uma servidora, que preferiu não se identificar, diz que o prédio da atual sede da AMC teve algumas reformas antes da mudança, mas ainda há bastante sujeira no local. No terreno denunciado, ela afirma que há cerca de 50 ônibus abandonados e quando chove o acúmulo de água é inevitável.

Para a agente de trânsito, a situação é 'criminosa', tendo em vista a proliferação do mosquito Aedes aegypti no Brasil, transmissor da dengue, da chikungunya e do zika vírus. Nesta segunda-feira, 15, o Governo Federal, por meio do ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, comunicou que estuda uma multa para quem continuar a manter focos do mosquito Aedes aegypti em seu imóvel.

"Está cada vez mais sujo. É um risco não só para os servidores, mas para a região. É um grande criadouro de mosquito nesta área suja. Todo o pessoal da categoria está reclamando. Diante de uma campanha nacional de combate ao mosquito, que pode aplicar multa ao cidadão comum, acho uma situação criminosa", disse a servidora.

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Para o combate ao mosquito, foi aprovada na Assembleia Legislativa, no último dia 11, a entrada forçada de agentes sanitários em residências que estiverem inabitadas ou quando houver argumentos injustificados de moradores impedindo o trabalho dos profissionais. O texto, votado pelos deputados, prevê também multa e uso de força policial para a ação dos agentes.
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Em nota enviada ao O POVO Online, a Prefeitura se pronunciou sobre o caso. O órgão afirma que uma vistoria foi realizada recentemente.

"A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) e Companhia de Transporte Coletivo (CTC), esclarece que a referida denúncia não procede. Em vistoria realizada recentemente, não foi constatado nenhum foco do mosquito. Equipes de ambos os órgãos atuam na prevenção e monitoramento de possíveis locais que possam vir a servir como acúmulo de água, evitando a ocorrência da doença", disse o órgão em nota.

Aedes aegypti no Ceará

O último boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde (Sesa) confirmou 280 casos de dengue no Ceará. Fortaleza concentra cerca de 60% dos casos, com 167 confirmações da doença. Também foram notificados sete casos de formas graves da doença, sendo quatro confirmados para Dengue Com Sinais de Alarme (DCSA). Permanecem em investigação três casos de dengue grave que evoluíram para óbito, ocorridos nos municípios do Crato, Fortim e Maracanaú.

No ano passado, o Ceará confirmou 72 mortes por causa da dengue. Destes, 32 ocorreram em Fortaleza. No dia 15 de janeiro, o Estado recebeu mais de R$ 6,9 milhões em investimento para combate ao mosquito Aedes aegypti.

O Ceará já registrou oito mortes em decorrência de microcefalia. Três dos casos foram registrados em Fortaleza, e o restante em Jucás, Maracanaú, Morrinhos, Russas e Tejuçuoca. Além disso, duas mortes estão sendo investigadas em Canindé e Crateús.

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