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Quadrilha colombiana suspeita de agiotagem é presa

A operação foi dos policiais civis da Delegacia de Homicídios e Proteção á Pessoa (DHPP)

18:51 | 05/02/2016
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Quatro colombianos foram presos em uma residência na Praia do Futuro suspeitos de integrarem um grupo especializado em agiotagem, que caracteriza crime contra a economia popular. A ação aconteceu ontem, durante uma operação para prender homicidas.

Segundo o delegado da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Leonardo Barreto, a 3ª DHPP estava investigando a morte de Francisco de Assis Santos da Silva, morto em 17 de dezembro de 2015, na Praia do Futuro. v

"Reunimos provas para representar pela prisão dos autores e com o apoio do Ministério Público Estadual e do Judiciário foi deferido o mandado de busca, sendo dois na Praia do Futuro e um em Caucaia", relatou.

 Em Caucaia a Polícia Civil prendeu duas pessoas, sendo Frankin Bruno Barbosa Barros, 19 e Francisco Frankney Pereira Barros, 39, ambos suspeitos do homicídio de Francisco de Assis.

As diligências continuaram e os policiais foram cumprir os mandados de busca na Praia do Futuro. Na segunda casa a informação foi de que Edneuton Matias Rodrigues já estava preso na Casa de Privação Provisória de Liberdade (CPPLI), onde o mandado foi cumprido.

"Chegando lá, como o mandado era para aquele endereço, resolvemos vistoriar. Encontramos os quatro colombianos, uma quantidade em dinheiro, vários cartões de visitas e de cobranças em que eles informavam que emprestavam dinheiro à juros. É muito comum esse crime contra a economia popular", relatou. 

[FOTO2] Foram presos Luis Eduardo Rodrigues Gomez, 27, Juan Jose Rodrigues Gomes, 28, Andres Felipe Rodriguez Gomez, 25 e Natalia Villa Sanchez.

Conforme o delegado Leonardo Barreto, na agiotagem, é comum o uso da força e do constrangimento no caso das cobranças, chegando a crimes de homicídios. "Demos voz de prisão e fizemos a comunicação à Polícia Federal, para saber a regularidade deles no País", relatou.

 Os colombianos foram autuados no 2º DP (Aldeota) por crime contra a economia popular e associação criminosa. Já os suspeitos de homicídio foram levados à Divisão de Homicídios.

Oportunidade 

 Leonardo diz que os colombianos alegam que estavam no Brasil há três meses e que encontraram a oportunidade de praticar a agiotagem por meio de pequenos comerciantes que tem interesse nesse serviço, por ter maior facilidade de crédito. No entanto, os valores são abusivos.

"Eles cobravam uma média de R$ 30 pela diária. Por exemplo, um empréstimo R$ 500 eles cobravam os juros por dia", afirmou. Um dos clientes confessou que tinha uma média de 70 clientes, ou seja, por dia acumulava R$ 2.100 de juros

 Com o grupo foram apreendidas três motocicletas utilizadas para realização de cobranças e o delegado da DHPP diz que o grupo será investigado em reçação a homicídios da área. Os policiais civis apreenderam materiais com nome de clientes e cartões utilizados para cobranças.

Além de um carimbo próprio, que atestava quando o cliente havia pago. Quando o cliente não quitava e faltavam os carimbos o grupo disse à Polícia que tinha uma maior atenção com aquele devedor, mas negaram qualquer violência em relação as cobranças. 

 Acerca do dinheiro investido para abrir o "negócio" ilegal, o delegado diz, que no depoimento, o grupo diz que veio da Colômbia com o dinheiro para investir na agiotagem, mas não sabem explicar como obtiveram esses valores na Colômbia. 

 Em relação a denúncias, o delegado pede que as pessoas que tenham informações sobe a quadrilha ou homicídios , que entrem em contato pelo disque-denúncia pelo número 181 ou por meio da Divisão de Homicídios, no (85) 3257.4807
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