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Chuva de óculos na Praia do Futuro atrai multidão

Teve correria, arranhão e até gente subindo em coqueiro para pegar os objetos que caiam do céu

18:47 | 07/02/2016
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Deram 14 horas. Bastou um barulho de turbina para começar a correria. “É agora!”. “Corre que vai começar”. Alarme falso. Era um Boeing 737-800 da Gol. O que a pequena multidão na Praia do Futuro esperava era um helicóptero, que chegou logo em seguida, proporcionando uma chuva inesperada. Em vez de água, óculos. Foi entre as barracas Crocobeach e América do Sol neste domingo (7) de Carnaval.

Nem importa se eram masculinos ou femininos, bonitos ou feios, grandes ou pequenos, claros ou escuros. O pessoal estava lá, correndo, quase se estapeando por esses óculos, que desciam do céu de miniparaquedas. Eram centenas deles. Também não interessa se já estava com o seu par de lentes escuras com armação no rosto. Umas a mais, novinhas, não fazem mal.

Adriana Silva Costa, 19, conseguiu. Magrinha que é, conta vantagem. A vendedora disse ter empurrado um homem que estava na sua frente, um outro tropeçou e ela arrematou o brinde. “Por ser magra, ganhei na agilidade. Tem que desenrolar, né? Vou trabalhar com ele”, falou, referindo-se ao novo acessório.

O que apareceu de especialista em vento não se conta. “O vento vem do mar. Ele tem que jogar dali pra cair aqui na gente.” “Vou pra ali, porque o vento está levando para lá”. Mas a tempestade mesmo estava embaixo. Um verdadeiro tsunami de gente indo para um lado e para o outro.
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Teve contagem regressiva, grito de guerra, gente se trepando no pé de coco e também valeu ganhar listras vermelhas no corpo: unhadas. Foi o caso do estudante Jonathan Teixeira, 19. “Caíram dois caras no chão e eu pulei por cima. Depois peguei os óculos, aí estou aqui com esses arranhões. Foi mais pela aventura”, relatou.

Na terra e na água. Ermilson Genuíno, 40, pegou dois. Um para a esposa e o outro para a filha. “Quase me afoguei, não vale a pena, não”, disse, sorrindo. Nem surfista escapou. Inesperada ou premeditada, alguns óculos caíram na água. Para eles, o esforço foi menor. Caíram de mão beijada.
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Investimento
A ação de marketing custou aproximadamente R$ 70 mil e é realizada pela sexta vez consecutiva em Fortaleza, conforme informou ao O POVO o sócio-diretor da Ferrovia Eyewear, Allan Sankey. “A ideia inicial era usar o helicóptero como outdoor, mas meu pai, José Bezerra, teve a ideia de jogar óculos. Desenvolvemos na nossa fábrica em Horizonte um modelo de paraquedas que abrisse ao ser jogado, fizesse um efeito bonito no céu e aliviasse a queda dos óculos para não machucar as pessoas.”

Allan ressalta que o impacto esperado da ação é de massificar a marca. Afirma estar valendo a pena o investimento. Não só por isso, mas a Ferrovia abriu oito pontos de vendas em 2015 no Norte e Nordeste. Para 2016, são cinco lojas confirmadas para serem abertas e o investimento no forrozeiro Wesley Safadão. Preferiu não divulgar o valor do contrato nem por quanto tempo. Mas é caro.

 

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