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Professores fazem ato contra redução de contratações e de carga horária

A manifestação pacífica foi anunciada e planejada para ocorrer na tarde desta quinta, na sede da Seduc. Cerca de 200 professores integraram o ato

16:03 | 21/01/2016
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Atualizada às 20h5min

Um grupo formado por cerca de 200 professores da rede pública estadual realizou um ato, desde às 14 horas até o fim da tarde desta quinta-feira, 21, na sede da Secretaria da Educação do Ceará (Seduc), no bairro Cambeba.

Os docentes protestam contra a significativa redução de contratações e de carga horária, previstas pela portaria de lotação 1.169/2015, publicada em dezembro do ano passado.

De acordo com a professora Cícera Barbosa, ex-professora da EEFM Maria Margarida de Castro Almeida, no bairro Conjunto Esperança, os participantes do ato estiveram reunidos para dizer que "não aceitam" a portaria.

"Fui atingida pela portaria e estou sem lotação. Foram cortados vários projetos, muitas escolas estão fechando turmas e turnos e mais de mil professores foram demitidos", reclama Cícera.
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Os professores pretendem apresentar suas reivindicações ao secretário da educação, Maurício Holanda Maia, ou ao secretário adjunto da educação, Armando Amorim Simões, para, desta forma, chegar a um acordo satisfatório para a categoria.

Conforme informações repassadas por Cícera, por volta das 16h, ela e mais outros oito educadores formaram uma comissão a ser recebida pelo vereador Acrísio Sena, fato que não se concretizou. O secretário de educação e o adjunto estariam impedidos de recebê-los porque o primeiro está de férias e o outro participava de uma reunião.

"Disseram que o Acrísio iria nos receber, mas ele não apareceu nem para dizer que não ia nos receber. Não disseram nada e só pegaram nossos RG's e nomes completos", critica a professora.

Em nota enviada ao O POVO Online, a assessoria de comunicação da Seduc informou que os educadores não foram recebidos nesta quinta "porque toda a negociação já foi feita com o Sindicato que representa a categoria".

[SAIBAMAIS 3]Novo ato

Além de empunhar faixas - nas quais se manifestam pela revogação da medida - e engrossar as reivindicações com microfone e um apitaço, o grupo já se organiza para realizar um novo ato no próximo dia 28 de janeiro, no Palácio da Abolição, às 9 horas. No mesmo dia, várias escolas contra a portaria vão paralisar as atividades.

"No dia 28 vamos parar. Toda a comunidade escolar, incluindo professores e pais de alunos, vai participar deste novo ato durante a semana pedagógica", enfatiza. Ainda conforme a professora, um grupo de seguranças e de policiais permaneceu no local.

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