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Delegado prepara acareação entre subtenente e esposa

O dia do procedimento ainda é incerto, pois segundo o responsável pela investigação, vai depender da melhora do subtenente

11:36 | 05/12/2014
O delegado Wilder Sobreira, titular do 16º Distrito Policial (DP) e responsável pelo caso do subtenente do Exército Brasileiro, está preparando uma acareação - com as duas partes envolvidas - sobre o assassinato da criança Lewdo Ricardo, de 9 anos. Com o procedimento, ele vai colocar os pais do garoto - o militar Francilewdo Bezerra e a esposa Cristiane Renata Coelho - para comparar os depoimentos. O dia do procedimento ainda é incerto, pois segundo o policial, vai depender da melhora do subtenente.

Francilewdo vai passar por uma cirurgia para retirar a sonda da colostomia. De acordo com advogado do militar, Walmir Medeiros, o procedimento cirúrgico só deve ocorrer após segunda-feira, 8. "Esse procedimento foi realizado para retirar os resíduos de chumbinho do corpo dele. Quando não tiver nenhum problema com substâncias tóxicas no corpo, vão fechar. Os médicos estão analisando quando será realizada a cirurgia", conta Walmir.
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Conforme o delegado, a soltura do militar possibilitou a Polícia trabalhar com mais liberdade, sem prazos definidos para cumprir. O titular do 16º DP espera concluir o caso ainda em dezembro. O responsável pela investigação está produzindo um material de reconstituição do crime, relacionando os depoimentos dos suspeitos e testemunhas com os dados da ocorrência - registrados pela Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops).

"Quando se faz todos os levantamentos, podemos nos situar em tempo e espaço. De acordo com as ligações feitas (entre os dados da ocorrência com os depoimentos), podemos identificar quem estava mentindo", explica o delegado.

Relembre os fatos:
Dia 11/11. O subtenente Francilewdo Bezerra Severino foi autuado em flagrante, pois teria envenenado e matado o próprio filho, após agredir a esposa. Ele teria obrigado a mulher a ingerir uma overdose de medicamentos, fazendo o mesmo, em seguida, numa tentativa de suicídio. Autuado em flagrante por homicídio, lesão corporal e pela Lei Maria da Penha no 11º DP, no Panamericano, ele é mantido sob escolta no Hospital Geral do Exército Brasileiro.

Dia 12/11. Caso é transferido para o 16º DP e a Polícia descobre que a página do militar na rede social Facebook, onde ele teria publicado um depoimento informando que cometeria os crimes, foi atualizada em um momento em que ele já estava em coma. Celular do subtenente estava com a esposa, que viajou para Recife (PE), sua cidade natal, onde o filho Lewdo Ricardo Coelho Severino foi enterrado.

Dia 18/11. A Polícia descobre que o garoto de 9 anos teria ingerido veneno para ratos (chumbinho), ao invés de remédios.

Dia 20/11. Francilewdo Bezerra Severino acorda do coma induzido, mas ainda está inconsciente.

Dia 24/11. Francilewdo Bezerra Severino começa a recuperar a consciência. Polícia aguarda laudo médico para ouvir o militar.

Dia 28/11. Francilewdo Bezerra Severino presta depoimento de quatro horas à Polícia, no Hospital Geral do Exército Brasileiro. Durante o interrogatório, ele nega as acusações de que teria envenenado e matado o próprio filho, de 9 anos, e espancado a esposa.

Dia 03/11. Francilewdo Bezerra Severino tem prisão preventiva revogada pela Justiça.
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