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Testemunhas de processo do pedreiro espancado e morto serão ouvidas

A morte de Francisco Ricardo Costa de Souza teve ampla repercussão local.Os três acusados do crime eram do Ronda e teriam confundido o pedreiro com um assaltante

14:09 | 25/11/2014
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O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) vai ouvir, na tarde desta quarta-feira, 26, 14 testemunhas de defesa do processo que investiga o assassinato do pedreiro Francisco Ricardo Costa de Souza, espancado no dia 13 de fevereiro, no bairro Maraponga. A sessão, realizada na 1ª Vara do Júri de Fortaleza, será a terceira audiência de instrução do caso.

Os policiais que integravam o Ronda do Quarteirão, José Milton Alves Maciel Júnior, Washington Martins da Silva e Dennis Bezerra Guilherme também estarão presentes. Eles foram expulsos da corporação em setembro e respondem por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa).

Segundo o TJCE, nas audiências de instrução dos dias 8 e 23 de outubro, foram ouvidas seis testemunhas de acusação e oito de defesa. A sessão desta quarta-feira, 26, será presidida pela juíza Danielle Pontes de Arruda Pinheiro, titular da 1ª Vara.

Crime
Francisco Ricardo foi assassinado, no dia 13 de fevereiro, quando foi confundido com um assaltante e espancado por PMs no meio da rua Francisco Glicério. Testemunhas que passavam próximo viram o corpo estendido no matagal e chamaram a polícia. A mesma viatura retornou ao local e levou o pedreiro até o Hospital Frotinha da Parangaba.

[SAIBAMAIS 3] Conforme o laudo pericial, ele teve edema cerebral, fratura em sete costelas do lado direito e seis do lado esquerdo, hematomas ou escoriações em braços, pernas, tórax, abdômen, perfuração do fígado, lesão pulmonar.

Após a expulsão dos PMs, familiares do pedreiro afirmaram que a "justiça começou a ser feita". A irmã dele, Ana Cristina Costa Souza, 36, disse ao O POVO que eles vão continuar lutando para que os acusados sejam condenados pela Justiça Comum.

O pedreiro tinha 41 anos, era divorciado e pai de cinco filhos. Sua morte teve repercussão na mídia e foi comparada ao “caso Amarildo”, no Rio de Janeiro, em que um ajudante de pedreiro foi preso na porta de sua casa e depois torturado por PMs.

Redação O POVO Online
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