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Operação investiga empresas de Fortaleza e Natal suspeitas de desvio de dinheiro

Parte do montante transitou por empresas sediadas em paraísos fiscais e por contas de instituições e de pessoas físicas que operam com compra e venda de dólares (doleiros)

11:00 | 30/10/2014
Receita Federal e Polícia Federal deflagraram nesta quinta-feira, 30, a Operação Godfather, que resultou no cumprimento de dez mandados de busca e apreensão em residências de investigados e em empresas supostamente ligadas à organização criminosa, localizadas em Fortaleza e Natal. O grupo é suspeito de desviar cerca de R$ 150 milhões do sistema financeiro, nos últimos cinco anos.

Parte do montante transitou por empresas sediadas em paraísos fiscais e por contas de instituições e de pessoas físicas que operam com compra e venda de dólares (doleiros). De acordo com a Receita Federal, há indícios de prática de crimes como sonegação fiscal, gestão fraudulenta, formação de quadrilha e lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores. Foram também decretados, pela Justiça Federal, o sequestro e o bloqueio de valores existentes em contas bancárias, em bolsas de valores e em instituições do mercado financeiro no Brasil em nome dos principais suspeitos.

Segundo o titular da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, do Rio Grande do Norte (RN), a Polícia identificou movimentações financeiras suspeitas envolvendo a organização criminosa. Por conta disso, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) realizou um relatório e enviou à PF.
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"Com base nesse relatório verificamos que realmente a movimentação tinha algo ilícito. O grupo econômico atuava em uma fraude. Eles captavam dinheiro no exterior e faziam a introdução irregular desses valores sem dar nenhuma remessa aos investidores. Grande parte dos investidores foi prejudicada. Eles prometiam lucros entre 12 a 20%, mas não davam retorno", explicou o delegado ao O POVO Online.

Durante a operação, documentos, procurações e registros de imóveis foram apreendidos. Cerca de dez pessoas atuavam na organização criminosa, sendo três líderes, e o restante era formado por "laranjas", conforme o Rubens. Das empresas investigadas, apenas uma está localizada em Fortaleza.

Ao todo, a operação contou com 50 policiais federais e 12 auditores fiscais. As investigações sobre o caso tiveram início em junho deste ano.

Com informações da Agência Brasil

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