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Professores da Uece decidem continuar greve após nova assembleia

Governador Cid Gomes afirma que o o Governo do Estado está cumprindo sua parte

18:22 | 22/09/2014
Os professores da Universidade Estadual do Ceará (UECE) decidiram manter a greve – deflagrada desde o último dia 17 - após assembleia realizada nesta segunda-feira, 22. Cerca de 170 docentes participaram da reunião. De acordo com o Sindicato dos Docentes da Uece (Sinduece), o Governo do Ceará não cumpriu o acordo com a categoria, no qual cinco pontos foram exigidos, mas apenas dois teriam sido cumpridos. A principal reivindicação do grupo é sobre a realização de concurso público.

O governador Cid Gomes afirmou, durante entrega de viaturas no Centro de Eventos do Ceará, nesta segunda-feira, 22, que o acordo "está sendo cumprido". Segundo o governante, apenas duas questões da pauta da categoria estariam pendentes: realização de concurso e construção de uma unidade em Itapipoca.

A padronização da carga horária de cada professor em sala de aula seria o empecilho da categoria com o Governo. Conforme o governador, não existe padrão das universidades com os docentes. “A gente sabe que em uma universidade o professor tem papel de pesquisa, ensino e extensão. Mas o problema é que não há uma padronização. Como a gente vai dizer o número de professores que faltam se não sabe objetivamente qual a obrigação de cada um em relação à carga horária?”, disse.

Sobre a unidade em Itapipoca, Cid disse que a categoria apresentou um projeto e o Governo estaria revendo. De acordo com o governador, três pontos já foram cumpridos: execução do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (Pccv) dos professores, que teria proporcionado aumento de até 50%; regulamentações relativas ao Plano; e destinação de R$ 10 milhões para assistência social em cada uma das universidades.

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A última greve de professores da Uece ocorreu de outubro de 2013 a janeiro de 2014. Na época, o governador Cid Gomes se comprometeu a assinar um acordo que garantia que os cinco principais pontos de reivindicação dos professores seriam atendidos.

De acordo com os professores, faltam três pontos do acordo anterior, como a regulamentação de todas as leis do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), a expansão da estrutura do campus da Uece em Itapipoca e a realização de concursos para professores efetivos.

Para a presidente do Sinduece, Elda Maciel, a situação da Uece é preocupante. "Faltam professores em todos os cursos da Uece. Tem a questão de que alguns professores se aposentam, como têm docentes substitutos que pedem demissão, pois o salário não é bom ou passaram em um concurso público em outro Estado", conta Elda.

De acordo com a presidente, a universidade não está parada por conta apenas da greve, mas já estava sem aulas por conta que não há professores na unidade. "É uma luta recorrente nas universidades. Tivemos que pensar e conversar com a categoria. Os professores decidiram deflagrar a greve para o governador se sensibilizar e ver a situação".

Urca e UVA
A Universidade Regional do Cariri (Urca) e a Universidade do Vale do Acaraú (UVA) apoiam o movimento da Uece. Inclusive, a unidade localizada no Cariri também está com suas atividades paralisadas desde o último dia 12. Segundo Elda Maciel, a UVA realizará uma assembleia no próximo dia 24. Os professores daquela região vão decidir se deflagram ou não a greve.

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