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Movimento pinta ciclofaixas na avenida Aguanambi

O movimento Massa Crítica desenhou duas ciclovia ligando os 500 metros que separam o fim da avenida Dom Manuel da sede da AMC. O objetivo é chamar a atenção da Prefeitura para a priorização de meios alternativos de transporte. Prefeitura diz que existe uma política para a área

20:03 | 22/09/2014
Os 500 metros que separam a sede da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC) do cruzamento entre as avenida Dom Manuel e Padre Valdevino agora também possui uma forma %u201Calternativa%u201D de acesso: duas ciclofaixas foram pintadas, no asfalto, uma em cada sentido, pelos membros do movimento Massa Crítica. O coletivo anônimo quer chamar a atenção da Prefeitura para que políticas de mobilidade alternativas, como a criação de novas ciclovias, sejam implantadas em Fortaleza. %u201CO intuito é provocar para que haja o cumprimento do que é determinado pelo Código Brasileiro de Trânsito. Não pedimos nada do que é diferente do que diz a Lei%u201D, afirma um dos componentes do coletivo, que é analista de sistemas. O jovem diz que a bicicleta deve ser respeitada enquanto um veículo como qualquer outro, que também faz parte do trânsito. %u201CNão vemos nenhuma multa pela falta de respeito com o ciclista%u201D, informa. Foram pintadas, com tinta branca, duas faixas à direita de cada sentido, no último fim de semana. As marcações possuem cerca de um metro de largura. Estão espalhados, por elas, os desenhos de bicicletas. %u201CSe a gente não tiver uma delimitação assim, somos atropelados. O Código Brasileiro de Trânsito prevê que um carro ultrapasse um ciclista respeitando um metro e meio. Mas eles não obedecem, tiram fino%u201D, conta um professor, também componente do movimento. Segundo ele, a priorização da Prefeitura é sempre o transporte individual. %u201CNão vemos nenhum avanço em mobilidade que não seja alargar avenidas, abrir e construir estradas. Esses movimentos estimulam a compra de carros e, logo, a avenida está completamente parada novamente%u201D, avalia. A ciclofaixa não oficial divide opiniões. O motorista de táxi Francisco de Sousa Melo, 45, avalia que a avenida Aguanambi não tem espaço para uma via exclusiva para a bicicleta. %u201CAqui não cabe nem o carro. Eu acho isso errado. Se fosse pra colocar, era pra alargar a avenida%u201D, opina. Massa Crítica O coletivo anônimo discute formas alternativas de mobilidade, tendo a bicicleta como principal meio de locomoção. A Prefeitura de Fortaleza afirmou, por meio de nota, que desestimula esse tipo de ação. Segundo informa, existe uma política no Município voltada para a implementação de ciclovias e ciclofaixas. Ontem, 22, Dia Mundial sem Carro, foi inaugurado um prolongamento com um quilômetro e meio na avenida Santos Dumont. No domingo, 21, foi inaugurada uma ciclofaixa de lazer permanente como política pública, ligando a Aldeota ao Passeio Público, num total de 10 quilômetros de extensão . Além disso, a Prefeitura, por meio do Paitt (Plano de Ações Imediatas de Transporte e Trânsito) já deu início ao edital de chamamento público para a para implementação de bicicletas compartilhadas e está em fase de recebimento das propostas das empresas interessadas em operar os equipamentos. No edital está previsto que só podem se inscrever empresas que vão instalar 40 estações inciais, com 400 bicicletas compartilhadas. Somente este ano, segundo informa a nota, a prefeitura pretende implementar mais 14 quilômetros de ciclofaixas, em três avenidas. %u201CExiste um Plano Diretor Cicloviário que está sendo finalizado pela Seinf (Secretaria da Infraestrutura) e que prevê, ao longo de 15 anos, a implantação de 500 quilômetros de estrutura cicloviária e ciclovias em Fortaleza%u201D, finaliza a nota. Redação O POVO Online

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