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Pacientes denunciam falta de medicamento no HGF

Hospital está desde o fim de maio sem fornecer ''Azatiotrina'' para pacientes de miastenia e lúpus. Assessoria do hospital disse que processo licitatório foi concluído e o que remédio chega até o fim de agosto

12:29 | 21/08/2014
[SELOLEITOR] O Hospital Geral de Fortaleza (HGF), no bairro Papicu, está desde o fim de maio sem o medicamento chamado “Azatiotrina”, conforme denúncias de pacientes. Usado para o tratamento de doenças como lúpus e miastenia, medicamento é oferecido gratuitamente pelo hospital após cadastro. Assessoria do HGF informou que a previsão é que o medicamento chegue até o fim de agosto.

“É complicado, por que é um medicamento caro, uma caixa custa R$ 150 e precisamos de pelo menos três por mês”, explica o agente de saúde Francisco Cleiton dos Santos Martins, 34 anos. Portador de miastenia, ele descobriu a doença em 2012 e disse que desde o final da Copa do Mundo os pacientes não têm resposta da farmácia do hospital.

“A gente pergunta e eles dizem que não tem previsão. É um descaso”, reclama Cleiton. O agente de saúde ainda conta que em vez dos cinco comprimidos diários, está tomando apenas quatro ou três, uma forma de driblar a falta do remédio sem interromper o tratamento.

Procurada pelo O POVO Online, a assessoria do HGF informou que o medicamento foi solicitado desde o fim do ano passado para renovação do estoque. “Apesar do empenho da unidade em viabilizar da maneira mais rápida possível a chegada do medicamento, isso não depende exclusivamente deste Hospital. Temos que obedecer tramites legais”, destaca.

Além disso, a assessoria informou que o pedido do processo licitatório para a compra do medicamento foi concluído na última semana e que, com o acordo, a previsão é que o medicamento chegue até o fim de agosto.

Doença
Miastenia é uma doença neuromuscular autoimune em que o organismo produz anticorpos contra determinados componentes que lhe são próprios e para os quais deveria desenvolver tolerância. Os principais sintomas são fraqueza muscular e fadiga extrema.

Redação O POVO Online

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