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Trabalhadores da Construção Civil iniciaram greve na Grande Fortaleza

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF) reuniu os trabalhadores em manifestação no cruzamento das avenidas Abolição e Barão de Studart

11:37 | 23/06/2014
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Os trabalhadores da construção cívil deram início à greve da categoria na manhã desta segunda-feira, 23, em Fortaleza e em cidades da Região Metropolitana - Maracanaú, Caucaia e Aquiraz. O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF) reuniu os trabalhadores em manifestação no cruzamento das avenidas Abolição e Barão de Studart. A via foi liberada no fim da manhã.

Os trabalhadores programaram uma caminhada na Beira Mar ainda nesta segunda-feira, mas decidiram, após conversa com a Polícia, acabar com o protesto de hoje. Policiais Militares fizeram uma barreira fechando o acesso à Beira Mar. A manifestação terminou por volta das 11 horas. Os trabalhadores reunidos nessa manifestação prometeram novos atos no decorrer da semana.

Membro da diretriz do sindicato, Francisco das Chagas Gonzaga, afirma que o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) não entrou em contato para renegociar com os trabalhadores da construção cívil. "Estamos abertos a negociar o possível acordo, na hora em que aparecer uma proposta, estaremos dispostos a conversar. Mas até lá, ficaremos em greve". A greve, por tempo indeterminado, foi aprovada em assembleia geral da categoria realizada no último dia 11.

Em nota, o Sinduscon afirma estar aberto a novas negociações, no entanto, acredita que o impasse imposto pelo Sindicato dos Trabalhadores, que só aceita negociar a partir da pauta de implantação de plano de saúde, está dificultando as negociações. "As empresas da construção civil apresentaram propostas de aumento real, com 7,84% de reajuste no piso, além de outros benefícios", destaca a nota.

As reindicações dos operários envolvem 15% de reajuste salarial, cesta-básica de R$ 150,00, plano de saúde, um acréscimo de 5% de vagas exclusivamente para mulheres nos canteiros de obras, hora-extra no trabalho ao sábados de 100%, auxílio-creche, e a criação do dia do trabalhador da construção civil.

Redação O POVO Online
com informações da repórter Samaísa dos Anjos

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