PUBLICIDADE
Notícias

El Niño tem 80% de chances de se formar e pode agravar seca no CE

A informação é do presidente da Funceme, Eduardo Martins. Segundo ele, o órgão monitora constantemente o processo, para conseguir medir a intensidade do fenômeno

15:53 | 13/06/2014
A preocupação da Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme) sobre a formação do fenômeno El Niño tem 80% de chances de se configurar no segundo semestre deste ano, com efeitos em 2015 no Estado. A informação foi dada pelo presidente do órgão, Eduardo Sávio Martins, na manhã desta sexta-feira, 13, quando foi apresentada a avaliação sobre a quadra chuvosa deste ano no Ceará. 

Em maio deste ano, Eduardo falou ao O POVO sobre a preocupação da Funceme com a formação do fenômeno, durante a conferência Adaptation Futures 2014. Ele contou que está sendo feito um monitoramento constante para acompanhar o processo. “Se o cenário se confirmar, teremos mais um período de seca e é nisso que teremos de trabalhar, até para amenizar os efeitos no Estado”, disse à época. 

O El Niño é um fenômeno que se forma no Oceano Pacífico e causa alterações por um período de cerca de um ano na distribuição de temperatura da água, com efeitos no clima em diversos locais no planeta, no Ceará, inclusive. 

"É aquele aquecimento das águas anômalo na costa próxima ao Peru. O que ele provoca é uma reação na atmosfera com uma condição de movimentos descendentes no Nordeste como um todo. Então as nuvens que deveriam se desenvolver e provocar chuvas ficam prejudicadas nesse desenvolvimento. No Estado inteiro, não há região específica. Na verdade não é só no Estado, é algo que vai atingir o Nordeste como um todo", comentou Eduardo. 

[SAIBAMAIS 1] O útlimo El Niño que  gerou impactos no Ceará ocorreu em 2010, provocando aleterações nas chuvas. Segundo Eduardo, foi considerado um fenômeno com intensidade moderada e as chuvas no estado ficaram abaixo da maédia. Com as altas chances de o El Niño se consolidar, a preocupação da Funceme é com a intensidade com que ele chegará ao Ceará. 

"Os cenários já apontam que ele se estabelece, sim, no segundo semestre desse ano. A grande dúvida é a sua intensidade e como ela vai impoactar sobre a geração de escoamento superficial, que vai aportar água dos principais resrevatórios do Estado; como vai ser a distribuição dessas chuvas na próxima estação; como vai impoactar na agricultura de sequeiro", conta o presidente. 
Redação O POVO Online com informações da repórter Sara Oliveira 

TAGS