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Trabalhadores da construção civil fazem passeata no Castelão

A AMC informou que nenhuma equipe foi acionada para o local. Categoria percorreu avenida Alberto Craveiro e Doutor Silas Munguba em protesto por reajuste salarial

12:58 | 28/05/2014

Os trabalhadores da indústria da construção civil realizaram uma passeata, na manhã desta quarta-feira, 28, próximo à Arena Castelão, na avenida Alberto Craveiro, em Fortaleza. Os operários seguiram pela avenida Doutor Silas Munguba e reivindicaram principalmente o reajuste salarial de 15%.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF), a passeata estava programa para ocorrer no Porto das Dunas, mas os trabalhadores acabaram se concentrando no bairro Castelão. A Autarquia de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC) informou que nenhuma equipe foi enviada e que não houve registro de engarrafamento no local.

Uma assembleia será realizada, ainda nesta quarta, para decidir sobre a campanha salarial de 2014. Além do reajuste salarial, os trabalhadores querem cesta básica no valor de R0,00, plano de saúde, 5% de mulheres nos canteiros de obras, hora-extra, auxílio creche e instituição do dia do trabalhador da construção civil.

Em nota, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) afirmou que reconhece o direito de greve dos trabalhadores, mas ''repudia os atos de violência nas manifestações". Esclarece ainda que já foram realizadas seis rodadas de negociação, mas não foi possível chegar a um acordo, "uma vez que a categoria insiste no índice de 15%, valor em torno de 300% superior ao índice do INPC do período".

Desde abril, os operários realizam protestos e passeatas na cidade. Na última manifestação, realizada na quinta-feira, 22, o ato terminou em confusão no Terminal do Papicu. Os manifestantes entraram no terminal pela abertura de saída dos ônibus, após ter sido declarado o fim do protesto, que durou a tarde inteira e foi considerado, de modo geral, pacífico pela Polícia.

Redação O POVO Online

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