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Sete pacientes do Hospital de Messejana morreram após contaminação por bactéria

As mortes começaram no início de abril e as duas últimas foram registradas na última sexta-feira, 10. Um paciente infectado pela bactéria está na UTI

14:11 | 12/05/2014
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Sete pacientes do Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM) morreram após contaminação com a bactéria Acinetobacter baumannii. As mortes começaram no início de abril e as duas últimas foram registradas na última sexta-feira, 10. Um paciente infectado pela bactéria está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. A direção do hospital nega que as mortes estejam relacionadas a este tipo de contaminação.
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Segundo Bráulio Matias, médico infectologista e coordenador do Serviço de Controle de Infecção do hospital, as três primeiras mortes ocorreram em abril, nos dias 7, 20 e 29, e a quarta, no dia 1º de maio. Foi quando o hospital começou a tomar medidas para prevenir que outros pacientes não tivessem contato com a bactéria e que ela não se espalhasse pelo local.

O setor 1 da emergência do hospital passou por uma desinfecção e todos os pacientes tiveram que sair do local. Os mais estáveis ficaram nos corredores do HM e os mais graves foram transferidos para demais hospitais da cidade. Na ocasião, O POVO Online entrou em contato com a assessoria de comunicação do HM, que informou que se tratava de um procedimento "padrão" e que foi "realizado para garantir segurança e o atendimento adequado aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS)". O local ficou fechado do dia 2 ao dia 10 de maio.

Neste intervalo, ocorreu a quinta morte, no dia 6 de maio, e, três dias depois, mais dois pacientes faleceram. Os nomes não foram revelados pela direção do hospital. A maioria das vítimas era de idosos. Segundo o diretor do hospital, Ernani Ximenes, a bactéria não foi determinante na morte dos pacientes, que já estavam em estado grave antes da contaminação.

Um paciente contaminado pela bactéria está internado na UTI Cardiopulmonar do Hospital de Messejana. De acordo com Ernani, o estado de saúde é estável, mas ainda é "preocupante" pelo paciente se encontrar na UTI do hospital.

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Redação O POVO Online com informações da repórter Thaís Brito

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