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Universidades implantam rede para monitoramento da poluição atmosférica

16:57 | 15/04/2014
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Começou nesta terça-feira, 15, a verificação da variação das emissões de gases veiculares em Fortaleza. Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC), da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCE) estiveram em campo para aferir a intensidade das emissões de acordo com o volume de tráfego - conforme explicou o professor Bruno Bertoncini, integrante do Departamento de Engenharia de Transporte (DET-UFC).

Os pesquisadores estiveram na avenida Santos Dumont, entre a rua Carlos Vasconcelos e a avenida Barão de Studart, no intervalo de 6h e 10h. Segundo Bruno Bertoncini, parte do equipamento de monitoramento foi desenvolvido pelas próprias universidades. "Nós colocamos os apetrechos no veículo. Uma mangueira está conectada na descarga do carro e a outra ponta fica ligada no equipamento. O veículo segue o trajeto. E, de acordo com a aceleração e velocidade do carro, conseguimos ver os tipos de partículas emitidas e a intensidade", explica o professor.
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O experimento avalia as emissões em ciclo de condução real de veículo de carga no trecho escolhido a partir de três momentos de tráfego. Os horários para realização das pesquisas foram obtidos a partir de dados do Controle de Tráfego em Área de Fortaleza (CTAFor). Das 6h às 7h, simulação de fluxo livre; das 7h às 8h, período entre pico ou período padrão; e das 8h às 10h, momento considerado crítico e com muita interferência entre os veículos - conforme explicou o representante do DET-UFC.

 

Desde 2007, o Ceará não possui nenhuma rede de monitoramento da qualidade do ar funcionando efetivamente.

Nesta quarta-feira, 16, nos mesmos horários, será realizada uma nova coleta de dados. Nesse primeiro momento, segundo Bruno, está sendo utilizado um veículo de transporte de carga. Mas, ainda em abril, deve ser feito experimento também com um veículo do transporte público. Posteriormente, os resultados serão utilizados para a consolidação de um banco de dados.

"Vamos ter condição de dizer como ocorre a emissão de poluentes em uma determinada área da cidade. Teremos condição de verificar como esses poluentes podem afetar a população exposta. A Organização Mundial de Saúde (OMS) já coloca em parâmetros os níveis aceitáveis de poluentes no ar. Vamos conseguir saber o quão o ruim ou bom está. Em áreas especificas teríamos condição de dizer isso. E no futuro faríamos uma estimativa para a cidade. A partir do próximo ano a prefeitura vai fazer monitoramento em outras áreas, poderíamos unificar esses bancos de dados e ter uma noção de como está Fortaleza", aponta Bruno.

 

Redação O POVO Online

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