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Criança fica com mão presa em sugador de máquina de boliche

Segundo a família, nenhum funcionário do estabelecimento estava apto a prestar socorro. Estabelecimento enviou nota negando essa informação
15:06 | Abr. 18, 2014
Autor Amanda Araújo
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Tipo Notícia

Atualizada às 19h30min

Uma criança ficou com a mão presa em um sugador de uma máquina de boliche, na última terça-feira, 15, no “Via Bowling”, do shopping Via Sul, na avenida Washington Soares, em Fortaleza. Segundo informações da mãe da menina de quatro anos, foram 40 minutos de terror até a mão da filha ser retirada da máquina pelo próprio pai.

O caso ocorreu por volta das 18h40min. A criança teve a mão presa quando pegava a bola da máquina de boliche, durante a comemoração de aniversário do irmão de nove anos. Quando ouviram os gritos, os pais pediram ajuda no estabelecimento, mas apenas uma caixa e outra funcionária estavam no local, sem qualquer treinamento. Elas desligaram a máquina, mas a eletricidade do restante do boliche continuou funcionando (luzes e Tv).

Segundo Clarissa Aquino, mãe da menina, ninguém sabia onde ficava o quadro geral da energia. “A máquina continuava girando e a gente lutando para que ela não engolisse o resto da criança”, escreveu em relato no Facebook. Após familiares e amigos pedirem socorro, dois técnicos do Via Sul chegaram, mas não possuíam ferramentas ou conhecimento sobre o funcionamento do boliche.

Somente depois que os familiares conseguiram uma faca de cozinha e um serrote, o pai da criança, com um amigo da família, tirou a mão da menina do sugador. “Eles mesmos serraram os ferros, os outros pais ajudaram a desparafusar e os bombeiros do shopping apenas ajudavam a executar as ordens dadas por nós, pois não sabiam como agir”, explicou Clarissa.

Em entrevista ao O POVO Online, Clarissa confirmou que a área em que ocorreu o incidente é permitida para crianças. “Lá não tem nenhum aviso de cuidado e nem de limite de idade. Nem mesmo quando fui contratar não fui comunicada de qualquer risco. É de livre acesso para crianças e adultos”, disse.

A família registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.) e a menina passou por perícia no Instituto Médico Legal (IML). “Fiquei em pânico! Meu filho também ficou arrasado! Não havia eletricista ou paramédico, mesmo depois de conseguimos tirar a mão dela [de Bianca] o boliche continuou o funcionamento normalmente”, completa.

O POVO Online entrou em contato com o Via Bowling, que enviou uma nota informando que os equipamentos seguem "todas as normas de segurança e que os funcionários são treinados para este tipo de incidente''.

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Leia nota na íntegra do Via Bowling:

Nota de Esclarecimento

A Via Bowling esclarece que ao longo dos seus 5 anos de atuação no mercado este é o primeiro incidente. Esclarecemos ainda que os nossos equipamentos seguem todas as normas de segurança, cumprindo rigoroso processo de manutenção, e nossos funcionários são devidamente treinados. Estamos prestando todo o apoio necessário à família e lamentamos o ocorrido.

Repercussão
Clarissa Aquino publicou o relato do incidente no Facebook. Até às 15 horas desta sexta-feira, 18, o post teve 703 curtidas e 1.748 compartilhamentos.

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