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Fortaleza é a 2ª Capital do Brasil em consumo de crack, diz pesquisa

16:13 | 07/03/2014

Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) classificou Fortaleza como a segunda Capital do Brasil com número de estudantes do 9º ano do ensino fundamental que afirmam ter usado o crack dez ou mais vezes, com índice de 3,8% entre alunos das escolas públicas e privadas. De acordo com o estudo, Palmas ficou em primeiro lugar com 5,1%.

Ainda segundo a pesquisa, a posição de Fortaleza cai para a 12ª, com 1,2%, quando a freqüência é entre três e nove vezes e passa para a sétima colocação quando o uso foi uma ou duas vezes (3,1 por cento). Neste último caso, Macapá está em primeiro lugar, com 9,2 por cento.

Os dados são do estudo "O Uso de Drogas Ilícitas Entre Estudantes do Ensino Fundamental em Fortaleza e Demais Capitais Brasileiras", publicado pelo Ipece no final de fevereiro, no qual retrata a realidade de 2012. O trabalho foi realizado com base nos dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense) do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo foi elaborado pelos economistas Raquel da Silva Sales, que coordenou o estudo, Luciana de Oliveira Rodrigues, Carlos Alberto Manso e Dércio Chaves e pelo estatístico Cleyber Nascimento de Medeiros. A pesquisa mostra também o ranking geral do uso de drogas ilícitas (maconha e crack), no qual Fortaleza ocupa a 17ª posição, com 7,8% dos estudantes que afirmam ter usado drogas ilícitas alguma vez em 2012.

Em Fortaleza, o percentual de alunos – no ano de 2012 - que afirmou ter tido alguma experiência com drogas ilícitas é superior aos que estudavam em escolas públicas. Enquanto que a proporção de alunos (9º ano do ensino fundamental) de escolas privadas correspondeu a 5,2% e o uso entre os alunos de escolas públicas foi de 9,7%, segundo afirma a economista e professora Raquel Sales, do IPECE.

Quanto ao consumo de maconha, Fortaleza ocupava, em 2012, a nona posição no ranking (26 estados mais o Distrito Federal), para estudantes que afirmaram ter usado a droga dez ou mais vezes (8,5% dos alunos). Na primeira colocação ficou Florianópolis.

Redação O POVO Online

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