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ADUFC divulga nota criticando projeto de remodelação da Praça Portugal

19:27 | 18/03/2014
Em nota, divulgada nesta terça-feira, 18, o Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (ADUFC) criticou o projeto que irá dividir a Praça Portugal em quatro partes para transformar o trecho em cruzamento, e que inclui a derrubada de 220 árvores para realização de binários nas avenidas Dom Luís e Santos Dumont. A nota faz crítica ainda à falta de diálogo com a população por parte do poder municipal e pede ''um modelo de cidade mais justa, que privilegie não apenas os veículos, mas os pedestres, os ciclistas e tantos outros modais; que preserve também o patrimônio histórico já tão devastado''.

Confira a nota na íntegra:
O Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (ADUFC) vem manifestar publicamente seu repúdio aos projetos da Gestão Municipal de Fortaleza que visam demolir um dos patrimônios da cidade, a Praça Portugal, para construção de um cruzamento e a devastação de mais de 220 árvores para realização de um binário nas avenidas Dom Luís e Santos Dumont.

A população tem questionado esses projetos de mobilidade urbana que não passam por uma discussão mais ampla com a cidade, que descumprem a legislação ambiental e não promovem debates públicos. A gestão municipal parece ignorar o anseio popular. As obras em discussão também foram questionadas pelo Ministério Público Estadual, tendo sido identificadas várias inconsistências legais.

A ADUFC critica esse tipo de planejamento urbano centralizado, que se coloca em contraposição aos interesses da população e à realização de um processo mais participativo. Queremos um modelo de cidade mais justa, que privilegie não apenas os veículos, mas os pedestres, os ciclistas e tantos outros modais; que preserve também o patrimônio histórico já tão devastado.

O Sindicato se propõe a convidar os docentes das Universidades Federais do Ceará a participar da discussão, bem como analisar alternativas técnicas visando a manutenção da Praça Portugal e da vegetação.

Existem alternativas sustentáveis e viáveis àquela que prevê a destruição da Praça Portugal e o corte de árvores. Basta escutar a cidade, consultar a Universidade, seus professores, especialistas e tantos amantes de Fortaleza. Por um planejamento público que valorize a coletividade! Por mais diálogo e participação popular!


Redação O POVO Online

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