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Empresa responsável por banheiros-bola rebate acusações da Prefeitura

Diretor-executivo da FMF afirma que obra estava concluída e denuncia que a Prefeitura cedeu uma área de marinha para a construção do equipamento na Praia de Iracema

09:51 | 21/02/2014
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Atualizada às 14h48min

O empresário Fábio Vasconcelos, diretor-executivo da FMF International, responsável pela instalação e administração dos banheiros-bola, rebateu as informações divulgadas pela Prefeitura de Fortaleza sobre a retirada do equipamento que ocorreu na última terça -feira, 18.

A Prefeitura havia informado que a decisão de embargar e demolir a estrutura dos banheiros, que fazem parte do projeto Sanitário Público Sustentável da Copa do Mundo, foi tomada em razão do não cumprimento, pela empresa FMF, dos prazos e demais obrigações pré-estabelecidos pela gestão municipal.

"Isso não é verdade. Até porque, já estava tudo pronto desde dezembro do ano passado. A FMF honrou com tudo o que fez. A Prefeitura que não honrou. Nem fomos avisados de nada dessa retirada. Eles não me notificaram e simplesmente foram lá, na calada da noite, sem mandado nem nada, e derrubaram tudo", disse Fábio Vasconcelos.

A Prefeitura tinha afirmado ainda que o termo de permissão foi concedido à empresa em abril de 2013, para a utilização temporária de áreas públicas. No entanto, o diretor-executivo denuncia que a Prefeitura o cedeu uma área de marinha na Praia de Iracema, o que acabou embargando a obra.

"Isso deu entrave com MP (Ministério Público) e União. A obra ficou embargada por 40 dias pelo MP justamente porque me deram uma área que não é da Prefeitura, mas sim da marinha", afirmou. Ele disse ainda o alvará da construção ainda não havia saído quando foi concedido a permissão em abril do ano passado.

"Não podemos construir assim, em cima de pau e pedra. O alvará só foi sair em junho. E ainda me deram um alvará que não vale de nada. Me deram um alvará de reparo geral, para algo como já estivesse pronto. Tudo isso para não depender da Seuma (Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente)", disse.

Em troca do custo total da construção da obra, a parte externa do banheiro exibiria a marca de patrocinadores. Ao contrário do que havia dito anteriormente, Fábio disse que pretende entrar na Justiça contra a Prefeitura. "Estamos entrando com uma ação para reparar os danos. A Prefeitura, que nunca gastou um centavo com os banheiros, acabou com meu projeto".

Em contato com a Secretaria Regional II, responsável pela área, o titular Cláudio Nelson Brandão voltou a afirmar que a empresa não cumpriu com os prazos estabelecidos.

"O prazo de construção era de 60 dias, a partir do contrato assinado em junho do ano passado. A empresa afirmou que estava com dificuldades financeiras. Fizemos várias notificações na cobrança da relação jurídica e nada. A empresa algumas vezes chegou a abandonar o equipamento", disse Cláudio.

O secretário confirmou que o local da construção do banheiro foi em área da União, mas afirmou que as documentações estavam em dia.  "Como ali é espaço da União, nós já tínhamos encaminhado toda a documentação em audiência com o TCU e conseguimos a licença ambiental. Só não seria permitido se a área abrangesse acima de 40 metros quadrados, o que não era o caso".

Redação O POVO Online

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