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PUBLIEDITORIAL

Não basta ser líder: é preciso inspirar

Empatia, resiliência, humildade e mobilização de pessoas em torno de um objetivo comum são competências necessárias para liderar em um ambiente de constantes mudanças

12/12/2017 22:03:00
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Empatia, resiliência, humildade e mobilização de pessoas em torno de um objetivo comum são competências necessárias para liderar em um ambiente de constantes mudanças

Liderar pelo exemplo, ter empatia e abertura para ouvir a diversidade de opiniões são características de uma liderança inspiradora, segundo gestores. Atuando em um ambiente de constantes mudanças e pressões por resultados em curto prazo, os líderes precisam, sobretudo, engajar as pessoas que cada vez mais buscam propósito na vida e no trabalho.

Segundo o diretor comercial do grupo Jereissati Centros Comerciais (JCC), Raniere Lima, os líderes deixaram de ocupar a posição apenas de chefes para serem exemplos de comportamento, treinadores e desenvolvedores de talentos, “inspiradores de pessoas”. “É, além de tudo, um estrategista que junto com a equipe entrega de forma ética os desafios e resultados propostos.”

Há uma forte tendência no mercado corporativo no que diz respeito às relações de liderança e relacionamento entre empresas e empregados, entre líderes e subordinados, aponta o diretor. Vive-se um momento de valorização e respeito à pessoa, no qual os líderes preocupam-se em obter resultados de forma mais consciente, respeitando os limites individuais. Raniere observa uma abertura para ouvir posicionamentos e opiniões, envolvendo as equipes no desenvolvimento e execução de estratégias.

No entanto, para atuar nesse contexto, é necessário ao líder ir além do campo técnico profissional e desenvolver o relacionamento interpessoal, a comunicação: é preciso, principalmente, ser o grande formador de pessoas e equipes vencedoras. “Ser o grande exemplo para sua equipe de comportamento ético e de foco em resultados, sempre buscando valorizar e reconhecer as pessoas de forma justa”, pontua Raniere.

Para o futuro, o diretor da JCC prevê que as lideranças continuarão a ser desafiadas a atingir resultados, sendo necessário transformar o ambiente de trabalho em um “palco” onde as pessoas brilham e são valorizadas pelas conquistas e superação de obstáculos.      

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Desafios

 

Com a crise econômica, as empresas estão enxugando estruturas e demandando resultados mais rápidos. Como resultado, o tempo destinado ao desenvolvimento de pessoas também vem reduzindo, explica Alexandre Bortolotto, responsável pela logística do centro de distribuição da Extrafarma em Aquiraz. Segundo o gestor, que atualmente lidera 150 pessoas, apesar dos desafios, é importante absorver as pressões e não abdicar do processo de aprimorar os talentos da equipe.

Adaptação às mudanças comportamentais e do ambiente também é outro desafio na liderança. Nesse sentido, Alexandre destaca que o papel do líder vem migrando da posição de hierarquia e conhecimento técnico para a habilidade de interagir com pessoas e mobilizá-las em torno de um objetivo. “Cada dia mais é preciso estar aberto a mudanças e experimentar o novo sem medo de errar, o que torna a resiliência fundamental para o exercício da liderança.”

Conciliar o desenvolvimento e anseios individuais às necessidades das empresas é um exercício constante. Para Alexandre, o autoconhecimento é um forte aliado no equilíbrio emocional e na resistência do líder. “Não conhecer suas fraquezas e fortalezas impossibilita o exercício da liderança.”

Para superar os desafios e ser um bom líder, Alexandre recomenda humildade, abertura aos aprendizados, empatia para perceber as demandas do outro, respeito à diversidade e liderança pelo exemplo pessoal. “O futuro da liderança passa pela flexibilidade e agilidade para adaptar-se ao ambiente em constante mutação, além de resiliência e foco para chegar aos objetivos.”