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PUBLIEDITORIAL

Profissionais que são mães precisam de apoio para seguir com a carreira

Momento especial na vida da mulher, a maternidade é vista por algumas empresas como limitação ao trabalho

01/11/2017 10:58:00
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Momento especial na vida da mulher, a maternidade é vista por algumas empresas como limitação ao trabalho

Com quem o seu filho vai ficar? Se estiver na creche e essa entrar em período de recesso, como será? Estas são algumas questões que Fernanda Rodrigues, de 38 anos, precisa responder nas seleções de emprego pelas quais tem participado. “Não existe nenhum tipo de disfarce, eles mudam logo a expressão quando perguntam.”

Fernanda é formada em Recursos Humanos, cursa Psicologia e é mãe de uma menina de nove meses e outra de 13 anos. Em junho deste ano, foi desligada da distribuidora de alimentos na qual trabalhava, desde 2015, como analista de Recursos Humanos. Quando retornou dos quatro meses de licença maternidade, recebeu um mês de férias e, por fim, foi demitida. “A empresa não estava tão bem financeiramente e, devido à redução, eu fui a escolhida”, explica sobre a relação da demissão com a maternidade.

Na busca por oportunidade de trabalho, a analista percebe a restrição do mercado em contratar profissionais que são mães. “Tem muita gente disponível qualificada, mas sem filhos. Vejo que isso está pesando muito. Às vezes, precisa viajar, por ser RH tem filiais de lojas. Eles sempre colocam a questão da disponibilidade.”

Apesar da dificuldade de recolocação, Fernanda destaca o desejo de trabalhar e considera os filhos como um estímulo à carreira. “A gente volta com mais vontade, tem um incentivo a mais para crescer profissionalmente e ter um retorno e conforto para nossos filhos.”

Apoio no trabalho

Experiência oposta viveu Sabrina Martins, de 31 anos. Mãe do pequeno Theo, de sete meses, Sabrina ressalta o apoio que recebeu no período de gravidez. “A empresa foi totalmente parceira. Em nenhum momento tive qualquer tipo de rejeição. Mas isso varia muito de empresa para empresa.”

Sabrina é coordenadora administrativa-financeira no grupo ADTSA. Para gerir um turbilhão de emoções e tarefas, ela procura viver um dia de cada vez. “O dia seguinte eu ia sempre entregando a Deus e pedindo que ele providenciasse tudo aquilo que eu não fosse capaz de resolver.”

Conciliar carreira e maternidade requer paciência, perseverança e a criação de uma rotina, indica Sabrina. “Você tem que se adaptar e mentalizar que o seu filho não está desamparado, nem você vai ser uma mãe pior ou melhor porque trabalha ou não trabalha.” E assim como Fernanda, Sabrina também percebe o filho como um incentivo à carreira. “A gente encontra motivos para trabalhar cada vez mais, pelas necessidades que aparecem, por você querer dar sempre o melhor.”

O retorno ao trabalho foi inicialmente difícil para Sabrina, pela saudade e necessidade de amamentar o filho. “Praticamente aquilo era o único alimento dele e eu tinha a obrigação de dar conta. Às vezes, no meio da reunião, sentir que está na hora de dar de mamar e não poder ir.” Porém, a redução de uma hora na jornada diária até o filho completar seis meses, foi um benefício importante concedido pela empresa.

Outra dificuldade foi administrar os horários do bebê com os do trabalho. “Sentia muito sono durante o dia, de noite estava exausta, mas hoje eu percebo que estou mais adaptada a essa rotina”, revela Sabrina.

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Empresas que fazem diferente

 

Algumas empresas desenvolvem políticas de apoio às profissionais que serão mães. É o caso da Fortbrasil com o programa “Mamãe Nota 10”. O projeto acompanha a gestação das futuras mães, trazendo médicos especialistas em parto para orientar as funcionárias, oferecendo dicas sobre alimentação e cuidados com o bebê no pós-parto. “Entregamos uma cartilha sobre os cuidados com o bebê e um kit de boas-vindas com vários itens. E quando o bebê nasce, divulgamos para toda a empresa nos nossos canais de comunicação interna”, explica Isac Buenos, analista de Recursos Humanos da Fortbrasil.

Isac cita outras ações de apoio da empresa, como o caso de uma mãe que, por morar longe da família e não ter com quem deixar o seu filho, trabalhou por um ano via home office. “As empresas precisam ver esse momento sendo único para a colaboradora. E se estiver presente, cuidando, apoiando, ela irá retornar mais feliz, segura. Não será difícil o seu retorno, pois ela se sentirá especial e amparada pela empresa.”