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PUBLIEDITORIAL

Como as novas tecnologias afetam o futuro do trabalho

09/11/2017 10:45:00
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Com processos de trabalho cada vez mais automatizados, capacitação e conhecimento das novas tecnologias farão a diferença na empregabilidade

A chamada Quarta Revolução Industrial vem automatizando os processos produtivos, substituindo categorias de emprego “braçais” por sistemas mais eficientes para as indústrias. De acordo com o relatório “The Future of Jobs” (O Futuro dos Empregos, em português), do Fórum Econômico Mundial, de 2016, as mudanças disruptivas do mercado de trabalho no período 2015-2020 podem levar a uma perda total de 7,1 milhões de empregos.

Segundo Rafaelle Sobreira, assessora especial do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF) do Ceará, cada vez mais, as pessoas terão que se capacitar, pois não haverá espaço para funções operacionais no futuro. “Hoje tem muita tecnologia e a capacitação das pessoas para absorver essa tecnologia é o que vai fazer ela se manter ativa no mercado”. Diante desse cenário, escolher profissões alinhadas com tecnologia e informática pode trazer maior empregabilidade.

A assessora aponta que o mundo vem adotando uma nova perspectiva – o conceito VUCA (Volatility, Uncertainty, Complexity, Ambiguity) – sigla em inglês que se traduz em um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo. “Tudo muito rápido, onde a gente não tem respostas claras, o que é certo e errado é questionável e as coisas duram pouco tempo”, explica.

As novas tecnologias, segundo Rafaelle, já afetam também os processos seletivos. A especialista, que traz em seu currículo profissional atuação na área de recursos humanos, explica que as empresas estão adotando a inteligência artificial para agilizar o processo de recrutamento. Sistemas informatizados triam perfis de acordo com as especificações do cargo. “Cada vez mais algoritmos e menos manual”. Rafaelle defende o fim do recebimento de currículo de papel ou por email, como forma de ganhar tempo e mais credibilidade no processo, antes de chegar ao momento final, que é a entrevista do candidato.

Para o profissional adequar-se às mudanças e experimentar novas formas de trabalho, a coordenadora recomenda qualificação constante e flexibilidade de pensamento. “Tem que estar aberto a fazer contratos de trabalho por projeto. Essa nova geração é mais rápida, tem menos apego, passa menos tempo nas empresas, por exemplo”.

O futuro

Home office, job sharing, escritórios compartilhados, horários flexíveis, são alguns dos formatos de trabalho que surgem no mercado em transformação pelas novas tecnologias.

Guilherme Said, diretor acadêmico da Escola de Administração e Sustentabilidade Empresarial (Ease Brasil), cita os formatos que vêm surgindo no Ceará. Segundo Guilherme, já é possível observar a substituição da carteira assinada pela participação minoritária na empresa, ambientes de coworking onde o profissional trabalha em escritório compartilhado, o tele trabalho ou home office, prestação de serviços como consultor em várias organizações, empresas de fora contratando um gestor ou alguns profissionais locais para trabalharem a partir de casa.

Consultor empresarial com experiência em educação executiva há mais de 15 anos, Guilherme defende a postura intraempreendedora do profissional, independente do formato de trabalho desenvolvido. “As pessoas precisam ver-se cada vez mais como empresa, como um prestador de serviço de excelência, um profissional intraempreendedor, que empreende e inova dentro de uma empresa que não é a dele.”

Para acompanhar as mudanças do mercado, Guilherme orienta desenvolver cinco habilidades:

     1. Atitude empreendedora, pensando sempre em inovações e melhorias para a empresa;

     2. Gestão do tempo e da energia para cumprir as metas, administrar as pressões e o estresse;

     3. Inteligência emocional, desenvolvendo a capacidade de se relacionar melhor com as pessoas e consigo mesmo, e compreender a posição do outro;

     4. Liderança para inspirar pessoas e formar equipes que gerem resultados;

     5. Capacidade de vender ideias e conquistar clientes.