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PUBLIEDITORIAL

Conhecimento em outro idioma aumenta a empregabilidade

Ser fluente em uma língua estrangeira pode ser fator decisivo para a conquista de uma vaga de trabalho. Entre as vantagens, os profissionais apontam aumento da empregabilidade e do salário

18/10/2017 10:01:00
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Ser fluente em uma língua estrangeira pode ser fator decisivo para a conquista de uma vaga de trabalho. Entre as vantagens, os profissionais apontam aumento da empregabilidade e do salário

Thaís Torres, de 30 anos, diz que aprender outras línguas “com certeza” aumentou a empregabilidade. Ela se considera fluente em espanhol, inglês, além de ter bom domínio do italiano. Para cada idioma, dedicou três anos e meio de estudos, todos cursados no Instituto Municipal de Pesquisa Administração e Recursos Humanos (Imparh). Formada em Hotelaria, sempre gostou de estudar línguas estrangeiras. “Se eu pudesse, aprenderia mais”, conta.

Desde 2011, quando concluiu o terceiro idioma, Thaís trabalha como garçonete na MSC Cruzeiros, em contratos que vão de sete a nove meses, com temporadas pelo Brasil e Europa. Pela própria experiência, ela aconselha a quem busca recolocação seguir no aprendizado de idiomas, porque o esforço vale a pena. “Quando você apresenta o currículo para o entrevistador, vai saltar aos olhos dele e vai fazer você passar na frente. Além dos seus conhecimentos, se você tem um idioma a mais, lógico que te coloca em 1º lugar na vaga de emprego.”

Apaixonada pela língua espanhola, Thaís reforça que aprender outros idiomas traz realização pessoal. “É uma satisfação muito grande quando você consegue se comunicar com outra pessoa no idioma dela.” Além disso, permite conhecer outras culturas.

Mercado e idiomas

 

A gerente de projetos especiais/Centro de Línguas do Imparh, Simone Castro, entende bem os impactos de uma língua estrangeira na vida profissional. Ela escreveu dissertação de mestrado sobre o tema, comprovando na pesquisa que ser fluente em outro idioma abre portas para o trabalho, para o universo acadêmico e promove o autodesenvolvimento. “O profissional sem uma língua estrangeira tem menos chances de haver uma progressão dentro do mercado”, conclui.

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Para começar bem, Simone, que também é professora de italiano há 23 anos, aconselha iniciar os estudos pela língua estrangeira de maior identificação, dedicando-se à prática extraclasse.

A gestora explica que o Imparh tem trabalhado com uma média de 3.400 alunos, disponibilizando cursos de português, italiano, francês, espanhol, japonês e inglês, sendo o maior percentual de público na faixa entre 17 a 30 anos. O Imparh oferece ainda turmas de extensão para servidores de instituições como Bombeiros, Guarda Municipal e Casa Civil.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) também oferta cursos de inglês, espanhol e francês para o mercado de Fortaleza, Crato, Juazeiro do Norte e Iguatu. Segundo a gerente do Senac Aldeota, Raquel Cajé, foram, em média, 4 mil alunos em 2016, com o maior público na faixa entre 20 e 35 anos. O idioma inglês continua sendo o mais demandado pelas empresas, diz Raquel. Porém, já se percebe um aumento na procura pelo francês, devido ao interesse por cursos de gastronomia na França, por exemplo. “Acredito que, em 2018, deve aumentar ainda mais, porque a partir de maio teremos o voo direto para Paris”, prevê.

Entre a relevância de outro idioma para a profissão, Raquel é enfática “A facilidade de ingresso no mercado de trabalho é mil vezes maior do que você ir só com outras qualificações. Se você quer se comunicar com o mundo é por aí, é aprender novos idiomas”.

Desenvolvendo na prática

 

Foi com a prática no ambiente de trabalho, que Lidiana Marques, de 40 anos, percebeu a evolução na língua estrangeira. Ela trabalha desde 2012 em uma multinacional coreana no Pecém, empresa que tem o inglês como língua oficial. “O segundo idioma foi muito importante, até para eu poder interagir com os meus superiores, que só falam inglês e coreano”, lembra.

Para se aperfeiçoar, Lidiana iniciou, em 2016, o curso de inglês no Senac. O conhecimento em outra língua, embora não tenha sido decisivo para a contratação, foi fundamental para mantê-la empregada e progredindo na carreira. Iniciou na empresa como assistente de Departamento Pessoal, sendo promovida à analista de Relações Trabalhistas e hoje atua como analista de RH Sênior. “Se eu não falasse outro idioma, provavelmente não teria conseguido algumas promoções.”

Entre os desafios, Lidiana cita a vergonha de falar o idioma. Mas a dica, segunda ela, é não ter medo de errar. “É no diálogo com qualquer estrangeiro que a gente vai desenvolvendo e melhorando”, aconselha.

Serviço

Imparh - (85) 3433 2960

Senac Aldeota – (85) 3433 3884/1847 ou 99646 9673 - www.ce.senac.br/cursos