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PUBLIEDITORIAL

Dos estudos para a vida: amizades que comemoram décadas

Troca de conhecimentos, ajuda na profissão e apoio pessoal são alguns dos benefícios de amizades duradouras que têm usado a tecnologia para fortalecer o relacionamento

12/12/2017 21:41:00
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Troca de conhecimentos, ajuda na profissão e apoio pessoal são alguns dos benefícios de amizades duradouras que têm usado a tecnologia para fortalecer o relacionamento

Do telefone, passando pelo Messenger (MSN), Facebook ao WhatsApp: assim, muitos grupos de amigos têm conseguido restabelecer o contato ou mesmo continuar o relacionamento iniciado na época de estudante. Seja no ensino fundamental ou na faculdade, as amizades atravessam décadas e contribuem para uma vida mais saudável e feliz.

Para a psicóloga Alussandra Brandão, de 39 anos, a amizade significa o “pilar do bem viver”, algo essencial para uma vida equilibrada, sustentada no amor e na parceria. Alussandra faz parte do grupo “Psis”, uma turma de nove amigas da época de faculdade, formada quando ainda cursavam Psicologia na Universidade Federal do Ceará (UFC).

As “Psis” formaram-se em 2002 e, após 15 anos, continuam a fortalecer os laços pessoais e profissionais. Os amigos permitem uma das relações mais longevas e fortes, pontua Alussandra. “Amores vêm e vão, por diversos por motivos, mas os amigos permanecem independente disso.”

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Entre as boas lembranças da faculdade, Alussandra guarda com carinho os momentos dos grupos de estudo, trabalhos em equipe, noites de confidências entre as amigas. “Algumas começando a dirigir, outras se emancipando”. A forte amizade trouxe também inúmeros aprendizados, como o respeito à diversidade. Nem todas atuam na mesma área, mas dialogam em complementaridade.

As amigas “Psis” moram no Ceará, Rio Grande do Sul, Sergipe, Rio Grande do Norte e até nos Estados Unidos. Mas as plataformas virtuais foram encurtando a distância, facilitando a comunicação. Além do contato diário pelas redes sociais, a turma reúne-se pessoalmente pelo menos uma vez ao ano. “Amigos são a família escolhida pelo coração. Uma relação perdura, persiste e evolui na medida em que você investe nela”, acentua Alussandra.

Resgate de laços

Raquel Barbosa e José Ricardo, ambos de 47 anos, conhecem-se desde quando cursavam o ensino médio no Colégio Pio X, no centro de Fortaleza. O contato ficou mais frequente pelo grupo no WhatsApp, que reúne mais de 20 contemporâneos de estudos do Colégio Pio X, da década de 1980.

“Passamos 31 anos sem ver a maioria do grupo, mas há três anos retornamos e agora ninguém quer mais se desgrudar”, destaca Raquel, que trabalha como instrumentadora cirúrgica. Para Raquel, que não gosta muito de relembrar o passado, as amizades representam, no entanto, uma parte saudosa da vida, lembranças do colégio, dos professores e boas histórias para contar.

Na visão de José Ricardo, que é terapeuta integrativo, é revigorante cultivar a memória e saber que participou de um passado, observar como as pessoas mudaram fisicamente é também impactante. “Rever e lembrar pessoas e situações durante fases da vida me traz um preenchimento de alma”, reflete o terapeuta sobre o resgate dos laços de amizade.

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A base de confiança

Para o médico Paulo Henrique, de 40 anos, amizade significa confiança e pertencimento, sentir-se à vontade na presença do outro, independente do tempo e da distância. “Pode passar meses sem ver, mas quando se encontra é a mesma coisa”, explica Paulo sobre o grupo de mais 11 amigos com quem mantém contato desde a época da faculdade de Medicina na UFC.

Formados em 2002, o forte vínculo entre os médicos permanece. Além de encontros presenciais, a turma fala-se diariamente pelo WhatsApp no grupo intitulado “Panela”. Trocas profissionais e tira-dúvidas sobre a especialidade médica um do outo são alguns dos aprendizados.

E as lembranças são muitas. Brincadeiras, piadas e os “desesperos” nos períodos próximos às provas. “A gente estudava e sofria junto. Ia muito estudar na casa do outro”, lembra Paulo. “São pessoas de que gosto, em quem confio e que me fazem lembrar uma época boa da vida, como se essa época continuasse.”

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