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PUBLIEDITORIAL estudante

Cursos passam por remodelagem para atender ao perfil profissional mais globalizado

Para se adaptar às mudanças do mercado, instituições oferecem programas voltados para a liderança e incentivam a atitude empreendedora do aluno

09/11/2017 10:31:00
Cursos passam por remodelagem
Cursos passam por remodelagem

Para se adaptar às mudanças do mercado, instituições oferecem programas voltados para a liderança e incentivam a atitude empreendedora do aluno

“Quem vai estar empregado no futuro é quem tiver visão empreendedora”, defende Renata Mota, coordenadora do curso de Odontologia da Unichristus. Cursos como Medicina e Odontologia continuam com alta concorrência, explica. Porém, o futuro reside na atitude empreendedora do profissional, com destaque para as ocupações que permitem o exercício do modo liberal, como dentistas e advogados. “Estamos numa efervescência criativa dessas profissões autônomas”, opina Renata.

Nessa perspectiva, é importante que o profissional desenvolva também uma visão sistêmica no trato com o cliente e saiba conviver bem com os outros. “As pessoas estão procurando resolutividade”, alerta Renata, explicando que, na Odontologia, por exemplo, o tripé do empreendedor sustenta-se pela prática e pelo conhecimento técnico e relacionamento com as pessoas.

A coordenadora adverte que o mercado oferece muitos cursos, mas que o diferencial dá-se na qualidade da formação. Segundo a especialista, ao decidir a carreira a seguir, o estudante deve procurar uma instituição “oxigenada”, com processos de pesquisa em andamento e alunos dispostos a aprender. Além disso, deve avaliar ainda a infraestrutura, corpo docente e metodologia pedagógica da entidade.

Sobre as mudanças nas carreiras, Renata entende que o caminho é dar “novas caras” às profissões, trabalhando o perfil empreendedor em qualquer área de atuação. “As profissões vão continuar existindo, o que vai se criar são novas formas de empreender”.

Nova roupagem

Diante das mudanças tecnológicas, estudos apontam carreiras com um futuro de maior empregabilidade, enquanto outras profissões podem desaparecer com a automação. Segundo a pesquisa “Revolução das Competências”, de 2016, da ManpowerGroup, 65% dos empregos que a Geração Z terá nem existem ainda. O relatório indica, ainda, que 45% das tarefas para as quais as pessoas são pagas para fazer todos os dias podem ser automatizadas com a tecnologia atual.

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Com o cenário dinâmico, as instituições de ensino têm procurado adaptar-se ao futuro. De acordo com Lourenço da Mata, diretor geral da Faculdade de Tecnologia Intensiva (Fateci), cursos como Administração, por exemplo, sempre estarão em evidência devido às necessidades das empresas por esses serviços. No entanto, é preciso dar uma nova “roupagem" para atender a um perfil cada vez mais globalizado do profissional.

Ao invés de uma formação generalista, o curso de Administração ofertado pela Fateci visa a formar profissionais para cargos de gestão, “líderes para o mundo”, como afirma o diretor. Para isso, a grade curricular dessa graduação inclui conhecimentos sobre coaching, gestão de conflitos, neurolinguística e direito internacional.

A área de saúde também continua com profissões em alta, aponta Lourenço. Os destaques são para Enfermagem, Radiologia, Fisioterapia e Fonoaudiologia. Com a previsão de crescimento da população idosa no Brasil, segundo o diretor, há expectativa de aumento da demanda para atendimentos do tipo homecare.

Gastronomia é outro curso em evidência. "Não é só cozinhar, mas uma harmonização do prato com as bebidas. O curso forma profissionais voltados para entender o porquê dessas químicas”, explica Lourenço.

Cursos superiores de tecnologia, os chamados CST, também estão em visibilidade. Atendendo às necessidades do mercado, são direcionados para profissionais que já atuam na área, mas buscam certificação, a exemplo de Logística, Gestão Hospitalar e Gestão Ambiental. “O importante hoje para quem for para o mercado é fazer um curso superior, seja ele bacharelado ou tecnológico. Quanto melhor for a capacitação, melhor a experiência profissional, melhor as oportunidades e, com certeza, melhor a parte da remuneração”, orienta o diretor.