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PUBLIEDITORIAL estudante

Graduação tecnológica prepara o aluno para o mercado de trabalho

Cursos tecnólogos são uma opção para quem busca conhecimentos mais focados na prática. Formação em menor tempo e status de graduação são algumas das vantagens

24/10/2017 09:36:00
Graduação tecnológica
Graduação tecnológica

Cursos tecnólogos são uma opção para quem busca conhecimentos mais focados na prática. Formação em menor tempo e status de graduação são algumas das vantagens

Bacharel em Educação Física e com um curso técnico em Meio Ambiente na bagagem, o consultor Kelson Bravos, de 60 anos, escolheu a graduação tecnológica para se especializar. Em fase de conclusão dos dois anos em Gestão Ambiental, pela Faculdade de Tecnologia Intensiva (Fateci), Kelson já colhe os resultados positivos. “Aumentou a minha clientela e você se valoriza.”

O consultor trabalha com gestão ambiental desde 2010 e observa um mercado com oportunidades e “carente” de profissionais na área. “Principalmente no Pecém.” Satisfeito com a graduação, ele ressalta as vantagens da modalidade. “Abrange mais aquilo que o mercado pede. É mais voltado para a praticidade, saindo direto para o mercado de trabalho.”

Kelson não percebe preconceito do mercado em relação ao formato do curso. Pelo contrário. Segundo ele, as empresas têm urgência. “O mercado quer aquele que já possa trabalhar, que tenha experiência, pelo menos no caso de gestão ambiental. Hoje em dia, o mercado quer imediatismo.”

Regulamentação

A educação profissional está prevista na Lei Federal n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional (LDB). Desde então, os cursos tecnólogos vêm sendo regulamentados por várias leis, decretos e portarias.

O Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia, lançado em 2006 pelo Ministério da Educação (MEC), é um guia sobre o perfil de competências do tecnólogo, carga horária mínima e infraestrutura recomendada para cada curso. Na edição de 2016, a oferta já totaliza 134 denominações de cursos, em 13 eixos tecnológicos.

Segundo o coordenador do curso de Radiologia da Faculdade de Tecnologia Intensiva (Fateci), Antônio Vitor, a graduação tecnológica passa por todo o processo de reconhecimento como qualquer outro curso de bacharel. “O MEC [Ministério da Educação] visita as instalações, vê o corpo docente, avalia o conteúdo que é ministrado”, explica.

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Perfil

Desde 2004, a Fateci fomenta a graduação tecnológica. Atualmente, além do curso de Radiologia, a faculdade oferece Gestão Ambiental e Gastronomia. De acordo com Vitor, um perfil heterogêneo de alunos procura o tecnólogo. Pessoas que estão há bastante tempo sem estudar, que tenham feito concurso e queiram o diploma para aumentar o salário, jovens também interessados em concursos públicos, além de profissionais que já são técnicos e querem uma graduação para aumentar os conhecimentos.

Entre as diferenças da graduação tecnológica para a tradicional, Vitor aponta a carga horária reduzida (de dois a três anos), disciplinas direcionadas para a atuação direta no trabalho, além da velocidade com que o profissional entra no mercado. “No tecnológico, a gente se preocupa muito com a especificidade das disciplinas que vão ser apresentadas, devido ao curto período.”

Sobre a percepção do mercado, Vitor afirma que não há receio em contratar um tecnólogo na área de radiologia. E aponta grandes centros de imagem, como o Hospital do Câncer, Clínica São Carlos e o Instituto de Medicina Nuclear, como exemplos. “Todos agora só querem tecnológico em Radiologia. Então, não vejo o mercado olhando para esse profissional com olhos atravessados.”

Esperando finalmente entrar na área da saúde, Riva Milene, de 42 anos, está no 6ª semestre do curso de Radiologia da Fateci. Antes, ela trabalhava como vendedora no segmento de vestuário, mas sempre alimentou o sonho pelo outro setor. Com a formatura em fevereiro de 2018, a estudante espera conseguir um emprego e ser reconhecida. “Quero atuar como tecnólogo no setor de radiodiagnóstico, lidar com pessoas, fazer os exames bem feitos para que o médico possa dar um bom diagnóstico com o meu trabalho.”