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PUBLIEDITORIAL

E-commerce demanda custos mais baixos e planejamento de empreendedores

Apesar de não exigir custos altos com locação, empreender na internet tem exigências que se comparam ao mercado tradicional. Plano de negócio é requisito para sucesso

30/11/2018 16:33:00
Potter entrepreneur using laptop  in workshop
Potter entrepreneur using laptop in workshop

A expansão da internet nos lares brasileiros é um caminho consolidado. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2005 a 2015, a porcentagem de residências com acesso à internet no Brasil deu um salto, passando de 13,6% para 57,8%. O acesso à grande rede via aparelhos móveis foi a modalidade que mais cresceu no período. Entre as influências comportamentais impactadas pelo maior acesso à tecnologia, podemos citar a popularização do e-commerce, ou comércio pela internet, na sociedade brasileira e mundial.

De acordo com a 37º edição da pesquisa Webshoppers (2018), um dos principais relatórios sobre comércio eletrônico no Brasil, o faturamento do e-commerce brasileiro atingiu, no ano passado, a cifra de R$ 47,7 bilhões. Houve 111,2 milhões de pedidos no ano (27,3% feitos diretamente de smartphones ou tablets), com valor médio de compras de R$ 429. O dado mostra que, apesar da resistência inicial apresentada pelo consumidor, seja por medo de inserir dados do cartão ou não receber o produto como deseja, comprar pela internet é um hábito que se enraizou na população. A oportunidade vem chamando a atenção de empresários.

É o que defende Honório Melo, engenheiro mecânico com MBA em comércio eletrônico. Para o diretor da Iativa Tecnologia de Comunicação, as compras pela internet consolidaram-se no Brasil e, apesar de ainda haver resistência por uma parcela da população, os dados comprovam que se rompeu uma barreira cultural. “Basta o leitor olhar para sua casa e imaginar o que ele não comprou pela internet. Provavelmente a TV, o celular, tênis, livro, muita coisa ele comprou por ela.”

Essa mudança comportamental pode ser exemplificada com um caso vivenciado por Melo recentemente. O engenheiro mecânico comprou uma TV pela internet e a resgatou em uma loja física – uma vantagem em relação às compras exclusivamente pela internet. “Nesse formato, eu tive o produto em três dias. No outro formato, comprando para entregarem via transportadora, as principais lojas que não têm loja física estavam me pedindo 30 dias para entregar”, exemplifica.

O Plano de Negócio

Para os que pensam em iniciar um negócio de vendas pela internet, Melo explica que o trâmite inicial deve ser o mesmo para abertura de negócios online ou não: a produção de um Plano de Negócio. “Não é o fato de ser na internet que vai fazer o negócio ser um sucesso ou não. Talvez pelo nome loja virtual muitas vezes as pessoas pensam que é mais fácil que a não virtual, e na verdade não tem nada de mais fácil. É uma modalidade de venda diferente, mas um negócio como outro, com todos seus riscos e vantagens”, explica.

Para o gestor, o negócio online tem a priori algumas vantagens, a exemplo de termos de economia com locação. Não será necessário manter uma loja física bem localizada para garantir vendas e, dependendo do tipo de produto, se for necessário estoque, o empreendedor pode alugar um espaço que tenha o metro quadrado mais barato. No entanto, haverá outros tipos de custo. “Não vai ter aquela questão que muita gente imagina que, por ser virtual, o negócio não vai ter custo. Vai ter sim. Não vai ter vendedor, mas vai ter marketing na internet.”

Dentro do plano de negócio, o proprietário deverá verificar inicialmente se o negócio dele pode ser digital. “Porque não é todo negócio que dá para trabalhar no mundo digital. Têm outros segmentos que o modelo de negócio só existe no mundo digital”, explica Melo. Depois da avaliação inicial, os passos seguintes são muito parecidos com uma empresa tradicional, como é o caso dos procedimentos burocráticos junto à junta comercial. A parte específica será a escolha da plataforma, estrutura técnica que permitirá a realização das vendas. “Se ele vai alugar ou vai desenvolver uma plataforma própria, se vai contratar uma empresa para isso, quem vai dizer é o plano de negócio dele.”

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