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Pensar em segurança em todos os momentos

A segurança do trabalho zela pelos momentos antes, durante e depois do horário laboral. No entanto, a preocupação com a garantia de segurança e bem-estar deve ser de todos, não só das empresas e nem limitada ao ambiente profissional

08:00 | 11/09/2017

Oficial inspeciona fábrica, com um bloquinho de papel e uma caneta na mão, e conversa com homem de terno que segura um capacete
Foto: Wipas Rojjanakard/Shutterstock

Medidas para minimizar acidentes de trabalho, doenças ocupacionais e que prezem pela integridade e pela capacidade de produção do trabalhador são pontos de atenção da segurança do trabalho. “O objetivo principal é que o trabalhador chegue à empresa, consiga executar as atividades que são destinadas a ele e que possa ter segurança e saúde em todo o desempenho do dia laboral que ele tem a cumprir”, exemplifica Luciano Oliveira Soares, técnico de Segurança do Trabalho da Ultralimpo, empresa do grupo Servis que trabalha na execução dos serviços prestados para indústrias.

O que Luciano também argumenta é que essa ideia central de segurança do trabalho só é completa e ampliada quando os trabalhadores têm consciência de que as ações de segurança são fundamentais para a integridade física e para a saúde de todos. “Se nós pensarmos um pouco em prevenção, eu creio que nós teremos condições de saúde positivas, tanto no trânsito quanto em casa ou no trabalho. Os índices de acidentes são levados aos extremos, às vezes, por descuido ou por percepção menor dos cuidados que realmente precisaríamos ter.”

Dessa forma, é importante reconhecer que só se trabalha segurança quando se tem uma visão mais geral, em todas as áreas da vida. “Não só no emprego, mas na sua casa, no seu momento de lazer, no seu momento de trabalho, em todos os locais”, defende o técnico de Segurança do Trabalho.

O papel das empresas
Para a garantia da segurança do trabalho, o grupo Servis, por exemplo, adota ainda algumas medidas preventivas, como a realização de  ginástica laboral e o uso de coletes ergonômicos. As iniciativas podem evitar lesões por esforço repetitivo e outras consequências negativas ao corpo do trabalhador no desenvolvimento de atividades que requerem mais esforço físico.

Nesse trabalho de prevenção, Luciano, da Ultralimpo, alerta que o diálogo constante com o trabalhador é imprescindível. “Quando identificado um fato que pode gerar um problema, encaminhamos aos médicos do trabalho para que a prevenção seja trabalhada. Nosso foco principal é a prevenção. Ou seja: identificamos que o trabalhador precisa fazer um exame, então fazemos esse exame e estes são avaliados de acordo com o critério médico.”

O papel do trabalhador
O trabalhador também pode participar de forma ativa no melhor desempenho de suas atividades com segurança, sugerindo ações de melhorias, como treinamentos a serem executados; avisando de possíveis riscos a que pode estar exposto; e colaborando com os companheiros que executam atividades em conjunto. “O objetivo é cuidar um dos outros, preservar a saúde e a segurança de todos que estão ali desenvolvendo atividades”, explica o técnico em Segurança do Trabalho.

A equipe certa para a segurança do trabalho
Empresas públicas ou privadas, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), são obrigadas a ter um Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (Sesmt). A composição do Sesmt depende da atividade principal da instituição e do numero de empregados. Mas na prática, é importante avaliar o máximo de segurança que esse serviço pode oferecer, indo além de uma composição de equipe definida só pela Lei.

“A legislação nos dá a solicitação de tantos profissionais a executarem os trabalhos aqui. Ao contrário disso, nós trabalhamos sempre para o melhor. Ou seja, colocamos um quadro a mais do que realmente precisamos para que possamos ter um leque de atendimentos a todas as identificações em todos os setores e todos os riscos e o máximo de proximidade do trabalhador”, declara Luciano.

“Para o nosso quadro aqui desenvolvido, precisaríamos ter somente três técnicos de segurança, que são pessoas que trabalham em apoio ao pessoal da medicina do trabalho. Nós temos um quadro maior, com seis técnicos do trabalho, com a intenção de trabalhar o melhor possível essas ações e desenvolvê-las de forma mais eficiente”, completa.