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Alimentação saudável e o desenvolvimento motor e cognitivo das crianças

Entenda quais as consequências de uma dieta desequilibrada e como promover uma vida mais saudável para os pequenos
06:00 | Abr. 05, 2022
Autor O Povo
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Não é novidade que uma dieta balanceada é fundamental para a manutenção da saúde do ser humano. No caso da primeira infância, uma etapa na qual ocorrem os principais desenvolvimentos na vida de uma pessoa, a alimentação saudável pode ser crucial para o sucesso motor e cognitivo ao longo da vida.

A nutricionista funcional e materno infantil Arileine Barreto resume alimentação saudável como aquela com quantidades adequadas de proteína, carboidrato, lipídio, vitaminas e minerais. Na infância, esse processo começa com o leite materno, primeira alimentação indicada e responsável por prevenir alergias, aumentar a imunidade e promover em crianças um desenvolvimento cognitivo maior do que naquelas que foram privadas desse nutriente.

A partir da introdução alimentar, os pequenos devem desfrutar de refeições com uma grande variedade de nutrientes, como peixe, carnes brancas vermelhas, ovo, laticínios, legumes, frutas, verduras e folhas. Uma indicação para ficar atento a esse fator é o colorido do prato: quanto mais cores, melhor. “Os responsáveis devem ensinar às crianças a comerem tudo, porque cada cor traz uma riqueza de benefícios diferente”, explica Arileine.

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A especialista aponta que, nessa fase, elas precisam de muitos nutrientes, pois o número de células está aumentando muito rápido. Ela ressalta que os primeiros mil dias, período que vai do primeiro dia de gestação até os dois anos de idade, são muito importantes para o desenvolvimento cerebral.

Rotina alimentar também influencia na aprendizagem

Para além do fator nutricional, a alimentação está diretamente relacionada à aprendizagem da criança. É o que aponta a pediatra e nutróloga Virna Costa e Silva, que afirma que a percepção de sabores e texturas, rotina de horários e novas experimentações é algo que promove cada vez mais novas sinapses na criança, fazendo com que seu cérebro se desenvolva.

“O ato de comer não é somente o nutriente em si, mas está relacionado com toda a questão lúdica de aprendizado e desenvolvimento cerebral. O que a gente come movimenta neurotransmissores que modificam questões de ansiedade, depressão, tranquilidade e saciedade”, informa.

Isso ocorre porque o intestino e o cérebro estão ligados desde a amamentação em um processo de neurodesenvolvimento, e por isso uma alimentação em desequilíbrio pode prejudicar o padrão de atividades motoras, a locomoção, a questão esquelética, o desenvolvimento da força muscular para movimentos como ficar em pé e engatinhar, e até o movimento de pinça com as mãos.

A nutricionista Arileine Barreto reforça o problema de “dietas ricas em calorias vazias, como refrigerantes, embutidos e industrializados”, que podem trazer prejuízos permanentes, como diminuição do foco, da aprendizagem, da coordenação motora e do raciocínio. “É como se a célula não tivesse energia para trabalhar. A criança não se concentra e não acompanha o conteúdo na escola, além de poder levar à obesidade infantil e adulta. Nesse mundo, é difícil viver sem consumir esses itens, mas o problema é o exagero”, aconselha.

Por isso, o acompanhamento com pediatra e nutricionista é necessário para que as famílias sejam corretamente orientadas sobre o assunto, assim como a promoção de educação coletiva em escolas e serviços públicos, lembra Virna Costa. “A criança comer o mais fácil agora pode significar o mais difícil depois. Diabetes, obesidade, hipertensão e disfunções hormonais, por exemplo, a gente não via em criança, e hoje em dia a gente já vê. Alimentação saudável é simples, é natural. Precisamos desembalar menos e descascar mais”.

Dicas para uma alimentação saudável infantil

1. Construa uma alimentação variada e tenha opções diferentes para comprar no mercado

2. Compre os alimentos da época - é uma boa forma de economizar

3. Incentive o consumo de alimentos integrais, como cereais, arroz e massas. O alimento integral significa que está íntegro, oferecendo todos os nutrientes que pode oferecer

4. Tente construir refeições com pelo menos cinco cores no prato

5. Ofereça salada crua e cozida

6. Não deixe faltar verduras

7. Ofereça os alimentos mais in natura possível

8. Estimule o consumo de água

9. Proporcione de três a cinco porções de fruta por dia

10. Promova refeições organizadas. Elas geram um hábito para a criança

11. Evite alimentos processados com muito sal, condimentos, óleos, manteigas, margarinas e açúcares

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Primeira Infância em pauta

Este conteúdo faz parte do projeto Primeira Infância em Pauta – A Importância da Nutrição. No próximo dia 7 de abril haverá uma live, no YouTube do O POVO, com a doutora em Saúde Pública Márcia Machado e o pediatra Sulivan Mota, presidente do Iprede.

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Aleitamento materno: benefícios para toda a vida

06:00 | Abr. 02, 2022 Tipo Publieditorial

Conhecido como “a primeira vacina do bebê”, pela capacidade de auxiliar o organismo do recém-nascido a evitar uma série de doenças, o leite materno vai muito além da nutrição, sendo responsável também pelo início dos vínculos afetivos. E os benefícios ultrapassam as barreiras do núcleo familiar: com menos crianças doentes, há menos hospitalizações, o que torna a gestão da saúde do Estado mais eficiente.

No entanto, o marketing da indústria de fórmulas infantis promoveu, durante décadas, afastamento e desconfiança sobre o tema. Até a década de 80, a maioria das mulheres não acreditava que seu leite “sustentaria” uma criança, ideia que já foi rebatida através de diversos estudos, políticas públicas e da atuação dos Bancos de Leite Humano (BLH).

“É o alimento mais completo que existe, porque além de entregar todos os nutrientes que uma criança precisa, fazendo com que ela adoeça menos, beneficia indiretamente a sociedade”, afirma Márcia Machado, doutora em Saúde Pública e cientista chefe da Funcap na Secretaria de Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (SPS).

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Por isso, garantir o aleitamento materno, especialmente nos primeiros seis meses de vida, é essencial para o desenvolvimento integral das crianças e o fortalecimento da segurança alimentar de uma região. Colaboradora da Pesquisa de Saúde Materno-Infantil do Ceará (Pesmic) desde 1987, Márcia aponta que, no início do estudo, o Ceará não tinha nem 10% de mães amamentando com alguma frequência, número que subiu para 73% em 2017.

“Na época, o índice de desnutrição era de 44%, e hoje não chega a 5%. A amamentação exclusiva ainda é baixa, não há nem 10% de aleitamento exclusivo até o sexto mês, mas de toda forma as mães estão dando mais o peito. Esse aleita mento foi muito protetivo na pandemia, até como garantia de alimentação dos bebês em famílias mais vulneráveis”, completa a enfermeira.

De acordo com Márcia, a solução para números mais expressivos está nas mãos do Estado, através de adicionais de transferência de renda que garantam a possibilidade da amamentação, como o Cartão Mais Infância, instituído pelo Governo do Ceará em 2020, além da melhor formação de profissionais e postos de saúde. Mas não só: pais, outros familiares, amigos e empregadores também têm um importante papel de suporte. “A amamentação deve ser uma escolha da mulher, mas é preciso toda uma rede de apoio para garanti-la”, conclui.

BANCOS DE LEITE HUMANO ASSEGURAM DIREITO À SAÚDE

Antes mesmo da chegada da pequena Luísa Vitória, hoje com sete meses, a microempreendedora Ana Jéssica da Silva, 27, já sabia que seu leite não alimentaria apenas a filha. Com alguns meses de gravidez, Ana Jéssica já tinha a bombinha de tirar leite e sonhava em poder ajudar outras mães e bebês através da doação de leite materno.

“Nem sabia como seria minha produção de leite, mas já queria doar. É um sonho que sempre tive, porque acho que estamos nesse mundo também para servir”, conta. Já na primeira semana de vida de Luísa, após fazer um cadastro na maternidade, Ana Jéssica começou a rotina de doações, que segue até hoje. “Quando a gente doa vê a alegria das enfermeiras, vê quantas crianças estão lá precisando. É muito gratificante”.

Só no Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), considerado referência estadual, doadoras como Ana Jéssica auxiliam de 40 a 50 bebês de baixo peso internados em UTIs neonatais por mês. De acordo com Rejane de Brito Santana, coordenadora do BLH do HGCC, a principal função dos bancos é empoderar as mães através do conhecimento.

“Nosso papel é apoiar as mães para que elas possam amamentar seus próprios filhos. A segunda estratégia é a doação do excesso de leite para suprir a demanda dos bebês que estão nas UTIs”, explica.

Cada litro de leite pode alimentar até dez bebês por dia. Desde o início da retomada das atividades econômicas, porém, o número de doadoras caiu. “Estamos precisando triplicar esse número e, para isso, temos equipes de plantão 24h para atender quem desejar doar”, ressalta Rejane.

Para doar, basta se cadastrar em um dos BLHs presencialmente, pela internet ou pelos telefones 0800 286 5678, (85) 3101 7821 ou (85) 98819 9912 (WhatsApp).

Principais vantagens da amamentação

1. Aumento do vínculo familiar

2. Redução da mortalidade por doenças, especialmente gastrointestinais e respiratórias

3. Estímulo da musculatura e auxílio no crescimento de uma dentição mais saudável

4. Melhor articulação da fala e das palavras

5. Para a mãe, redução nos sangramentos pós-parto e nas chances de câncer de ovário e mama

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Primeira Infância em pauta

Este conteúdo faz parte do projeto Primeira Infância em Pauta – A Importância da Nutrição. No próximo dia 6, será publicado no O POVO conteúdo sobre alimentação para crianças até seis anos. Já no dia 7 de abril haverá uma live, no YouTube do O POVO, com a doutora em Saúde Pública Márcia Machado e o pediatra Sulivan Mota, presidente do Iprede.

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Cartão Mais Infância: segurança financeira a crianças de 70 mil famílias no Ceará reforçada durante a pandemia

PUBLIEDITORIAL
07:00 | Fev. 26, 2021 Tipo Publieditorial

O Programa Mais Infância Ceará, criado em 2015 e tornado lei quatro anos depois, tem sido essencial para auxiliar famílias em situação de extrema vulnerabilidade durante a pandemia. Desde 2017, o Governo do Ceará foca as políticas públicas nas famílias mais vulneráveis com crianças na primeira infância, sobretudo, por meio do Cartão Mais Infância. Além da transferência de renda, as famílias são prioridades nas políticas de estado, com o acesso ampliado a outros programas sociais. Em 2021, o número de famílias foi ampliado de 48 mil para 70 mil - e o do benefício, de R$ 85 para R$ 100, a partir de março. O investimento este ano do Governo do Ceará será de R$ 84 milhões.

O Cartão Mais Infância é concedido a todas as famílias cuja renda familiar per capita, sem o valor do Bolsa Família, é menor do que R$ 89, consideradas as mais pobres entre as mais pobres, segundo Flávio Ataliba, secretário-executivo de Planejamento e Orçamento da Secretaria do Planejamento e Gestão do Ceará (Seplag-CE). “Para fazer esse ranqueamento, construímos um índice de vulnerabilidade das famílias criado pelo Ipece (Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará). Esse índice estabelece um ordenamento, e são priorizadas as famílias que não têm água encanada, lar construído com material adequado e/ou banheiros. Também são contempladas famílias que têm domicílios coletivos ou improvisados”, completa.

Em parceria com as fundações Maria Cecilia Souto Vidigal, Benard van Leer e Porticus, o Governo realizou planejamento estratégico, em dezembro de 2019 e fevereiro de 2020, com foco nas famílias do Cartão, e estão sendo viabilizadas e implantadas ações nos eixos da educação infantil, parentalidade, gestão e cidades. O Cartão Mais Infância possibilitou às famílias em situação de extrema pobreza um pouco mais de autonomia e segurança econômica durante a crise na pandemia, tonando-se importante complemento de renda em um momento onde o trabalho da maioria delas foi comprometido.

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Com a pandemia, as vulnerabilidades aumentaram e o Governo do Ceará continuou apoiando as famílias do Cartão e uma série de outras ações foram potencializadas desde o primeiro semestre de 2020, tendo como intuito principal preservar a integridade e o desenvolvimento pleno de crianças. Máscaras e kits de higiene foram destinados às famílias, assim como alimentos do Programa Mais Nutrição. Mesmo com o distanciamento social, as visitas domiciliares foram mantidas, de maneira remota ou em pequenos grupos, com a distribuição de materiais.

“A despeito de todas as políticas sociais de combate à pobreza, as evidências mostram que agir em cima da pobreza infantil é de forma estratégica a melhor política. Os benefícios dessas ações certamente não serão sentidos de imediato, mas ele está contribuindo de forma consistente para que a pobreza comece a dar sinais de redução, porque está agindo no tempo certo”, explica Flávio Ataliba.

O economista Flávio Cunha, professor da Rice University, lembra que existe uma grande literatura para atestar que a negligência infantil é associada a fatores econômicos, em especial uma renda familiar muito baixa durante o período da primeira infância. "Como o cérebro é muito plástico durante esse período, fatores como a negligência influenciam negativamente o desenvolvimento cerebral. Isso tem custos para toda a vida. A abordagem da transferência de renda, focada na primeira infância, para famílias com elevado grau de vulnerabilidade, poderá ter consequências benéficas por toda a vida", acrescenta.

Transferência de renda garante melhor desempenho estudantil

Dentre as pesquisas que garantem o sucesso da política, há um resultado em especial que chama a atenção dos gestores públicos. Foi observado, através de um teste estatístico, que o desempenho escolar das crianças de zero a cinco anos e 11 meses que são beneficiadas com o Cartão Mais Infância já é melhor do que a média anterior ao benefício. De acordo com Flávio Ataliba, a cada 10% do valor do Cartão, há uma melhora de cerca de 15% nas notas de português e matemática dos pequenos.

“Esse resultado, apesar de não ser linear, demonstra que o programa está na direção correta. O que nós precisamos, cada vez mais, é aperfeiçoá-lo com mais evidências para melhorar a intervenção pública”, conclui o secretário. Além do Cartão, o programa Mais Infância também possui ações voltadas para a segurança alimentar, a construção de espaços públicos de convivência, o vínculo materno-infantil e a educação das crianças, entre outros.

Para discutir essas e outras políticas que beneficiam a primeira infância, O POVO realiza, na próxima sexta-feira, 26, o webinar “Primeira infância em pauta: os desafios para o desenvolvimento saudável em épocas de pandemia”. A programação do evento inicia às 18 horas e pode ser conferida através do Zoom ou da transmissão ao vivo nas redes sociais do O POVO.

SERVIÇO
Webinar “Primeira Infância em pauta: os desafios para o desenvolvimento saudável em épocas de pandemia”

Quando: 26/2, das 18h às 21 horas
Onde: Na plataforma Zoom; transmissão simultânea nas redes sociais do O POVO Online
Mais informações e inscrições pelo site: especiais.opovo.com.br/primeirainfancia
Gratuito

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Quais são as possibilidades para a educação na pandemia?

PUBLIEDITORIAL
00:00 | Fev. 24, 2021 Tipo Publieditorial

Considerada a faixa etária mais deixada de lado durante a pandemia, a primeira infância - fase que vai até os 6 anos de idade - pode ser também uma das mais prejudicadas neste momento. Isso porque é nessa etapa da vida que o cérebro consegue absorver informações com mais rapidez e adaptabilidade, proporcionando um melhor desenvolvimento cognitivo, sensorial e emocional às crianças e contribuindo para uma vida adulta mais saudável. Para fomentar o debate sobre o impacto da pandemia na educação na primeira infância, Beatriz Abuchaim, psicóloga, doutora em Educação e gerente de Conhecimento Aplicado na Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, apresenta painel no webinar “Primeira infância em pauta: os desafios para o desenvolvimento saudável em épocas de pandemia”. Seminário digital realizado pelo O POVO ocorre no próximo dia 26, das 18h às 21 horas, com transmissão pelo Facebook do O POVO Online e pela plataforma Zoom.

O bate-papo “Pandemia e os impactos sobre educação na primeira infância” contará com a mediação de Luzia Lafitte, superintendente do Instituto da Infância (Ifan). Na ocasião, Abuchaim traçará um panorama sobre as políticas públicas da educação no Brasil e as modificações que a educação infantil vem sofrendo em decorrência da pandemia de Covid-19. “Discutiremos questões essenciais, como o acesso à educação e a legislação, ressaltando o que a gente considera que é um atendimento de qualidade na educação infantil - ou seja, um atendimento capaz de realmente estimular a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças”, pontua.

O encontro busca ampliar a discussão sobre possibilidades para uma educação infantil transformadora em tempos de distanciamento social, quando as desigualdades se tornam ainda mais evidentes e a exposição das crianças às telas, obrigatória. Para Beatriz, o momento será uma oportunidade de repensar o modelo de Educação a Distância (EAD) para crianças, considerando novas formas de aprender e ensinar. “Também vamos falar sobre o desafio da reabertura das escolas, quais são as medidas que devem ser tomadas em termos sanitários, de gestão escolar e planejamento pedagógico”, completa.

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SERVIÇO
Webinar “Primeira Infância em pauta: os desafios para o desenvolvimento saudável em épocas de pandemia”

Quando: 26/2, das 18h às 21 horas
Onde: Na plataforma Zoom; transmissão simultânea nas redes sociais do O POVO Online
Mais informações e inscrições pelo site: especiais.opovo.com.br/primeirainfancia
Gratuito

 

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Quais as consequências do estresse para o desenvolvimento infantil?

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07:00 | Fev. 23, 2021 Tipo Publieditorial

A pandemia eleva os níveis de estresse na família, mas são as crianças as que mais precisam ser protegidas neste momento. As "Múltiplas faces do estresse causado pelo isolamento e suas consequências no desenvolvimento infantil" será tema do painel apresentado pela psicóloga e professora Maria Beatriz Martins Linhares, no webinar “Primeira Infância em pauta: os desafios para o desenvolvimento saudável em épocas de pandemia”. Seminário digital realizado pelo O POVO ocorre nesta sexta-feira, 26, das 18h às 21 horas, com transmissão pelo Facebook do O POVO Online e pela plataforma Zoom.

Segundo Maria Beatriz Linhares, são três os aspectos do desenvolvimento humano das crianças na primeira infância mais prejudicados no isolamento: competência, autonomia e relacionamento. "A pandemia é sinônimo de estresse tóxico, quando tenho um estressor que me ameaça, me desorganiza, me traz uma disfunção, e eu não sei como lidar, não tenho recursos para lidar."

O estresse tóxico provocado pela pandemia de coronavírus aumenta a ansiedade e os problemas de comportamento das crianças. "A criança está sentindo, ela tem que ficar confinada, não está indo para a escola, para os espaços coletivos. Dentro de casa os pais estão ansiosos, tem muitas vezes a questão da violência doméstica, a pobreza acentuada e a perda financeira", aponta Maria Beatriz.

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Apesar disso, há uma notícia boa: o cérebro da criança tem plasticidade, e, portanto, é possível reverter os impactos negativos. "Quando eu tenho a situação estressora e eu promovo proteção, estou ajudando a neutralizar esses impactos negativos para que não tenha efeitos a médio e longo prazo. Quero falar bastante sobre isso para que as pessoas possam entender como posso ajudar a estimular a competência, a autonomia e o relacionamento das crianças", acrescenta.


Como ajudar as crianças

O estresse tóxico causado pela pandemia pode provocar uma interrupção do desenvolvimento saudável do cérebro e de outros sistemas do corpo, aumentando o risco de variados quadros de adoecimento nas crianças. “Apatia, irritabilidade, alterações de humor, agitação, dificuldade de concentração, choro excessivo são sinais clássicos de quadros de estresse infantil, que podem ser agravados exponencialmente se não cuidados no tempo certo para cada criança”, alerta a psicóloga clínica, neuropsicóloga e assessora do Programa Mais Infância Ceará, Isabele Cavalcante.

Carinho, acolhimento e escuta estruturada são fundamentais para ajudar as crianças e diminuir os efeitos da ansiedade. “Por meio da ludicidade, as crianças conseguem não se envergonhar e assim se expressarem de forma positiva. Dessa forma, é o brincar um excelente recurso estratégico para lidar com assuntos difíceis, pesados e dolorosos. Atividades que promovam o contato com a natureza, assim como a distribuição de atividades dentro de casa - associando espaço, tempo, início e fim - também são estratégias importantes para diminuir o estresse das nossas crianças”, sugere Isabele.

Quando procurar ajuda profissional?

"Experiências de estresse podem ser úteis para a criança aprender a organizar seus mecanismos de superação. No entanto, algumas situações excedem a capacidade das crianças mesmo com a ajuda inicial dos pais", explica o professor de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFC e coordenador técnico/científico do Instituto da Primeira Infância (Iprede), Álvaro Madeiro.

Fique atento para pesadelos, foco excessivo em ansiedades, aumento da agressão, comportamentos regressivos ou danos pessoais. Se as crianças mostrarem um padrão contínuo de preocupações emocionais ou comportamentais como esses exemplificados, que não se resolvam com apoio afetivo da família, pode ser necessário buscar ajuda. "As crianças precisam se sentir seguras e confiantes em relação ao presente e ao futuro", reforça o médico Álvaro, que será moderador do painel "Múltiplas faces do estresse causado pelo isolamento e suas consequências no desenvolvimento infantil".

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Quando: 26/2, das 18h às 21 horas
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O que você precisa saber sobre cuidados parentais na pandemia

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07:00 | Fev. 22, 2021 Tipo Publieditorial

A rotina das crianças e das famílias está diferente. Ficar atento aos comportamentos dos pequenos e fortalecer as práticas de parentalidade positiva é imprescindível em momentos de crise. Por isso, a psicóloga Elisa Rachel Altafim, pós-doutora no programa de Saúde Mental da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP, discutirá algumas estratégias de disciplina positiva no webinar “Primeira Infância em pauta: os desafios para o desenvolvimento saudável em épocas de pandemia”. Seminário digital realizado pelo O POVO ocorre no próximo dia 26, das 18h às 21 horas, com transmissão pelo Facebook do O POVO Online e pela plataforma Zoom.

"É muito importante que as famílias estejam atentas aos comportamentos das crianças porque podem indicar a necessidade de ajuda. Além disso, neste momento, é muito importante fortalecer as práticas que envolvem uma comunicação com compreensão e empatia e que oferecem suporte emocional para as crianças", explica Elisa, que apresenta o painel "Cuidados parentais em época de pandemia".

Algumas das estratégias da parentalidade positiva na primeira infância que serão abordadas no painel envolvem distrair a criança, estabelecer uma rotina, ter regras claras, explicar as consequências do comportamento. Embora a pandemia seja um momento de maiores dificuldades, as famílias podem utilizar o isolamento para melhorar a qualidade do tempo com as crianças: “Promover brincadeiras, conversas e atividades para a promoção do desenvolvimento da criança. Atividades do dia a dia em casa podem ensinar muito para a criança e ser um momento prazeroso e de muitas trocas entre pais e filhos”.

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Responsabilidade maior

A ciência já comprovou o quanto é determinante para o desenvolvimento de uma criança os cuidados parentais de forma adequada, e a pandemia potencializou isso. "Dessa forma, as atitudes, a organização e o diálogo estabelecido entre os adultos e as crianças no período da pandemia passaram a ser mais fundamentais para a criança sentir-se acolhida, segura e compreendida nas muitas ausências que passaram a fazer parte do seu dia a dia: o contato com os amigos e outros familiares, a restrição dos seus espaços de brincadeiras, a perda de familiares para a Covid", enumera Benildes Uchôa, doutoranda em Ciências da Educação e consultora do Banco Mundial.

Essa nova rotina das crianças exige da família o exercício da empatia, da solidariedade e da escuta para evitar consequências como depressão, aponta Benildes, que também atuou como coordenadora do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (Padin), vinculado ao Programa Mais Infância Ceará, do Governo do Ceará. "Nessa perspectiva, mais do que nunca os familiares precisaram ficar mais atentos a práticas necessárias para o cuidado das crianças, como alimentação, prevenção de acidentes domésticos."

Para orientar as famílias, a Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) passou a elaborar quinzenalmente cartilhas e cards com conteúdos sobre higiene, saúde, prevenção de acidentes e fortalecimento de vínculos. Agentes de desenvolvimento infantil do Padin passaram a fazer contato com as famílias em situação de vulnerabilidade, por meio de ligações e mensagens de WhastsApp, uma vez por semana. Quem não tinha acesso a telefone ou internet recebeu em casa o kit de materiais (cartilhas e cards). "Entregamos nas casas das famílias de diversas formas, sempre observando os cuidados sanitários necessários", acrescenta Benildes.

Primeira infância em pauta

No Ceará, há motivos para comemorarmos em relação ao tema da primeira infância. É o que diz a enfermeira Márcia Machado, professora associada do Departamento de Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UFC e pós-doutora pela Harvard School of Public Health. "Na última década, em especial, o tema da primeira infância tem se tornado uma pauta mais frequente, despertando tanto os pais como os gestores públicos a pensarem mais em intervenções que tornem os ambientes, as cidades mais adaptáveis às crianças. O Ceará, há duas décadas, tem despontado com boas estratégias, como o programa de visita domiciliar [adaptado ao virtual na pandemia], bicicletário, melhoria na estrutura de escolas e creches, qualificação dos profissionais sobre desenvolvimento infantil. Com isso, vamos conquistando mais os pais para a sua responsabilização no cuidado com os filhos."

O Estado foi o mais premiado do Brasil, em dezembro de 2020, no prêmio "Parentalidade: boas práticas de visitadores na pandemia", promovido pelas fundações Maria Cecília Souto Vidigal e Bernard van Leer, com 29 das 100 melhores ações de profissionais que atuam em visitas domiciliares no País.

Márcia acompanha famílias e pesquisa sobre o tema primeira infância há 35 anos. Ela será moderadora do painel "Cuidados parentais em época de pandemia".

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Webinar “Primeira Infância em pauta: os desafios para o desenvolvimento saudável em épocas de pandemia”

Quando: 26/2, das 18h às 21 horas
Onde: Na plataforma Zoom (sala virtual com capacidade para 300 pessoas); transmissão simultânea nas redes sociais do O POVO Online
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