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Os desbravadores de novos negócios no Brasil

Eles têm origens e formações distintas, o que aponta para um perfil de empreendedor variado e em constante modificação. No entanto, um sonho é comum a todos: ver o negócio prosperar

27/09/2018 12:53:00
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Os empreendedores são bem mais do que apenas números ou gráficos em uma estatística. Os quase seis milhões de brasileiros que fazem parte do grupo têm perfil multifacetado, heterogêneo e está em mutação. 
 
De acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2017, cujo foco de investigação está no sujeito empreendedor e não no empreendimento propriamente dito, no Brasil, a taxa total de empreendedorismo foi de 36,4%. O valor significa que de cada 100 brasileiras e brasileiros com idade entre 18 e 64 anos, 36 estavam conduzindo alguma atividade empreendedora, quer seja na criação ou aperfeiçoamento de um novo negócio ou na manutenção de um já estabelecido. Em números absolutos, isso significa que quase 50 milhões de brasileiros já empreendem ou realizaram, no ano passado, alguma ação visando a criação de um empreendimento em um futuro próximo. 
 
E quem encara mais esse desafio? Os homens ou as mulheres? Eles são ligeiramente mais empreendedores que as mulheres, o que pode levantar algumas reflexões sobre as oportunidades para ambos. “Culturalmente, os homens são mais estimulados a assumir atividades de risco e a buscar mais oportunidades. No entanto, as mulheres têm conquistado mais espaço com a melhoria do nível educacional e o aumento das oportunidades de qualificação, por exemplo”, aponta Mônica Arruda*, especialista em Gestão Estratégica do Varejo. “No Norte e no Nordeste, essas estatísticas se invertem, com as mulheres assumindo a dianteira”, ressalta. 
 
Jovens e empreendedores
No ano passado, os jovens de 25 a 34 anos foram os mais ativos na criação de novos negócios. 30,5% dos brasileiros nesta faixa são proprietários e administram a criação e consolidação de empreendimentos em estágio inicial. Entre os mais jovens, de 18 a 24 anos, 20,3% estavam envolvidos com novos negócios. Naturalmente, entre os brasileiros jovens existem menos empreendedores estabelecidos, mesmo assim, é relevante destacar que são mais de cinco milhões de brasileiros entre 18 e 34 anos que estão nesse estágio de empreendedorismo. 
 
Os sócios Gustavo Pontes, Flávio Sampaio e Ricardo Sampaio estão nessa faixa. Flávio, 33, é administrador e tem pós-graduação em marketing, mesma formação de Ricardo. Gustavo é engenheiro de produção. Juntos eles alavancaram um negócio de fabricação de pães artesanais no bairro Salinas: “Eu sozinho não estava conseguindo fazer a empresa crescer”, lembra. “Ela ‘voltou aos trilhos’ após um processo baseado nas nossas competências, mas também nas personalidades. Eu tinha mais aptidão para o comercial, mas não dava muita atenção nem ao administrativo-financeiro e nem à produção. Com a entrada dos rapazes, cada um assumiu uma função específica e ajudou a traçar um melhor caminho. O engraçado é que como nós nos conhecemos bem, sabemos o que um ou outro não pode assumir na empresa. O ‘esquentadinho’ não pode atender cliente e nem o ‘mão-aberta’ pode lidar com o financeiro”, brinca. 
 
“Se tivéssemos que traçar um perfil único de quem gosta de empreender no Brasil, o caminho seria justamente reunir um conjunto de características como persistência, curiosidade, criatividade, autoconfiança e proatividade”, afirma Mônica. “E justamente a complementaridade de personalidades é salutar e algo a ser desejado numa sociedade de negócios”, destaca.
 
 
*Analista do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Ceará (Sebrae/CE)

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