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Soft skills: saiba como desenvolver as habilidades valorizadas no mercado

Transformação digital catalisada pela pandemia fez empresas colocarem o foco em competências interpessoais
06:00 | Mai. 11, 2022
Autor O Povo
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Tipo Publieditorial

Apesar da transformação digital ser um processo desenvolvido há muitos anos por instituições globais, a crise da Covid-19 causou uma antecipação de 10 anos em relação às adequações que as empresas tiveram que realizar neste momento. É o que acredita o CEO da Moldsoft Tecnologia, Rafael Magalhães. Assim, novas habilidades precisaram ser valorizadas pelas empresas, a fim de darem conta das demandas atuais. Essas competências são as soft skills, habilidades comportamentais e emocionais.

Neste período de pandemia, algumas empresas sem tantos recursos tecnológicos sofreram, parando a operação durante um bom tempo para conseguirem se ajustar à nova cultura. Outras, infelizmente, vieram a fechar. Em contrapartida, empresas que eram um pouco mais antenadas e tinham uma cultura online conseguiram passar por esse cenário de modo positivo. A pandemia serviu para que muitos empreendimentos evoluíssem, por necessidade, na área tecnológica.

Nessa realidade mais dinâmica, as soft skills se tornaram fundamentais. Competências como comunicação, trabalho em equipe, organização, resiliência, flexibilidade, pensamento criativo, liderança, trabalho sob pressão e ética se tornaram mais valorizadas em um cenário de desafios diários e concorrência acirrada.

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“As empresas, a cada dia que passa, estão buscando mais pessoas que se comuniquem bem. Quem se comunica bem é compreendido e consegue com mais facilidades seus objetivos. É necessário saber ouvir, ter empatia e boas conexões com os colegas de setor. Saber conviver em momentos de crise e ter a capacidade de conseguir resolver problemas”, destaca Rafael.

Segundo Gabriel Paillard, a capacitação das soft skills já são uma preocupação em projetos de formação de jovens no setor de tecnologia. O professor do Instituto Universidade Virtual da Universidade Federal do Ceará (UFC) alerta que ter o conhecimento técnico não é mais o suficiente.

“Você precisa, de fato, ter esse aspecto mais emocional trabalhado para assegurar um maior desempenho dentro de uma empresa. Tem que se antecipar a problemas, ter uma visão holística da empresa e demonstrar inteligência emocional”, indica Gabriel.

Dicas para trabalhar as soft skills

-Seja um bom ouvinte. Quanto mais conhecimento você tiver sobre o assunto, mais fácil fica de apresentar uma solução e seu ponto de vista.

-Procurar cursos de oratória.

-Para ser um bom líder, é preciso trabalhar bem com a equipe, demonstrar conhecimento, autoridade e, acima de tudo, escutar o time e saber falar na hora correta.

-Ao se deparar com um problema a ser resolvido, pense menos no problema e mais na solução. Converse com outras pessoas para evitar um bloqueio mental.

-Nada é tão perfeito que não possa ser melhorado. Por isso, sempre mantenha a criatividade ativada.

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Cibersegurança: saiba quais os perigos da internet e como proteger informações

PUBLIEDITORIAL
06:00 | Mai. 06, 2022 Tipo Publieditorial

 Um dos efeitos permanentes da pandemia é a transformação digital. As empresas foram obrigadas a recorrer à tecnologia para sobreviver a esse período delicado, e a sociedade foi migrando cada vez mais para o mundo virtual. Mas não foi só a praticidade que veio com essas ferramentas. Além dos benefícios, a internet esconde perigos que usuários descuidados facilmente podem trazer à tona, tornando o conceito de cibersegurança fundamental nos dias de hoje.

A cibersegurança consiste na proteção de sistemas de computador contra atividades com roubo de informações e danos a plataformas. “Quando a gente fala da digitalização, precisamos ter em mente que a pandemia acelerou esse processo e, consequentemente, trouxe vulnerabilidade para negócios e pessoas que não estavam preparados”, alerta Larissa Rocha, advogada especialista em proteção de dados.

A ampliação da internet também abre portas para crimes cibernéticos - que têm acompanhado a evolução da tecnologia. Sem o uso adequado da ferramenta, o usuário corre o risco de ser hackeado, ter direitos violados, sofrer sequestros digitais de informações ou até perder seus negócios.

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Além da rápida transformação digital, um fator que facilita o aumento de atividades prejudiciais na internet é o fato dos usuários não conseguirem ver concretamente com quem estão se relacionando. Nesse sentido, cria-se o mito de que existe uma espécie de anonimato no mundo virtual, formando a ilusão de um local sem qualquer controle ou consequências.

É nisso que acredita o advogado e doutor em Direito Constitucional Rafael Mota. “A gente tem uma tendência de imaginar esse ambiente dominado por máquinas, mas por trás das máquinas existem pessoas. É preciso ter o mesmo cuidado que conexões feitas no mundo real. Quanto mais eu interajo com esse ambiente, mais eu vou ter a necessidade de me proteger”, aponta.

Presença digital infantojuvenil

A questão se torna ainda mais delicada quando se fala do acesso de crianças e adolescentes às plataformas virtuais sem o devido acompanhamento. Com a imersão desse grupo cada vez mais cedo na internet, o cuidado deve ser redobrado. Por isso, Rafael defende a adoção de uma educação cibernética desde as primeiras etapas estudantis. “Eles precisam ter ideia do que aquilo significa e o que gera”, indica.

Informação para se proteger

Para a proteção individual, Larissa recomenda que o cidadão tenha conhecimentos sobre a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e o Marco Civil da Internet, que regulam esse âmbito. Ela destaca ainda que a proteção de dados virou direito fundamental este ano, com o estabelecimento da LGPD, e é garantida a todo cidadão brasileiro pela Constituição Federal.

As empresas devem também adotar medidas de segurança para proteger informações, tanto internas quanto dos clientes, adequando-se aos códigos de conduta política de acesso à informação e à legislação.

4 dicas de cibersegurança para colocar em prática

- Não exponha dados pessoais sensíveis na internet

- Evite usar a mesma senha para todos os acessos, sobretudo em plataformas ou apps mais delicados, como ferramentas digitais de bancos

- Evite senhas simples e que possam ser facilmente identificadas. Procure adotar caracteres especiais

- Sempre verifique se empresas e sites de compras possuem políticas de privacidade antes de realizar registros e pedidos

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E-Gov: entenda o que o conceito significa e como ele tem beneficiado os cearenses

PUBLIEDITORIAL
06:00 | Mai. 05, 2022 Tipo Publieditorial

Engana-se quem pensa que é possível haver inclusão social sem inclusão digital nos dias de hoje. Isso porque, especialmente após o início da pandemia, a digitalização dos processos avançou em todos os setores produtivos, inclusive na gestão pública, com muitos dos direitos do cidadão sendo vinculados ao online. Por isso, no Brasil e no mundo, cada vez mais os governos se adequam ao modelo E-Gov (também chamado de Governo Eletrônico ou Governo Digital), ou seja, ao uso de novas tecnologias para aproximar os cidadãos da administração pública.

Segundo Jéssika Moreira, coordenadora-geral do Íris - Laboratório de Inovação e Dados do Governo do Ceará, a ideia de Governo Digital tem como foco a entrega de “serviços mais acessíveis, ágeis e efetivos”, tendo como base a transparência, a otimização e a simplificação dos processos. No Ceará, a criação do Laboratório Íris integra uma série de ações do Governo para avançar no modelo E-Gov.

“Como exemplo de projetos conduzidos pelo Íris, temos o Ceará App, aplicativo de serviços digitais que possibilita à população acessar 100 serviços digitais em um único canal”, destaca Jéssika. No app, cidadãos cearenses têm acesso a informações e iniciativas de diversas secretarias, como as da Saúde, Educação e Fazenda, entre outras.

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Para tornar esta e outras plataformas cada vez mais acessíveis, o laboratório possui um núcleo de Experiência do Usuário (UX), Linguagem e Usabilidade, com o objetivo de adequar processos e serviços às necessidades do cidadão-usuário. Entre os projetos recentes do núcleo está o redesign da página de serviços da Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz-CE), que tem como intuito tornar o acesso mais intuitivo e a linguagem mais fácil de compreender.

“Hoje os serviços estão agrupados por sistemas, o que nem sempre é inteligível pelo usuário final. Com o redesign, os usuários poderão encontrar mais facilmente os serviços, que serão organizados pela procura real, comprovado por ferramentas estatísticas”, explica a coordenadora de Tecnologia da Informação da Sefaz-CE, Inês Vale.

Além do redesign da página, o site da secretaria também possui novas formas de atendimento online, com chatbot e salas virtuais, além de ouvidoria, plantão fiscal e pesquisas de satisfação em ambiente digital. Serviços como os portais do Contribuinte, de Documentos Fiscais Eletrônicos e de Trânsito de Mercadorias também foram digitalizados desde o início da pandemia.

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Por que investir na humanização da tecnologia e no letramento digital?

PUBLIEDITORIAL
06:00 | Mai. 04, 2022 Tipo Publieditorial

Se antes da pandemia a sociedade encarava um processo de digitalização orgânico, com setores como educação, indústria e comércio se adaptando de maneira gradual, com a chegada da Covid-19 e do isolamento social a virtualização dos processos foi acelerada em pelo menos uma década, e, para muitos, sem o tempo necessário para adaptações.

“Todas as organizações, públicas e privadas, foram forçadas a ingressar na digitalização de forma imediata. As empresas ou se modernizaram ou saíram do mercado, mas na educação, por exemplo, o impacto foi muito grande, porque nesse setor há uma demora entre a ação e o resultado. A diferença entre o ensino de escolas públicas e privadas aumentou drasticamente”, comenta Cássio Santos, doutorando em Tecnologia, Informação e Comunicação na Educação na Universidade de Lisboa.

Para começar a solucionar o problema da desigualdade não só na educação, mas na sociedade como um todo, criando um mundo digital acessível para todos, é preciso investir em políticas públicas voltadas para o letramento digital de professores e alunos, destaca Cássio.

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“Precisamos ter no Brasil uma referência macro de desenvolvimento onde se estabeleça quais são as competências digitais que os professores devem ter, porque o professor é a grande pedra angular para essa virada de chave, mas não há política pública que o oriente. E ele precisa ter as competências digitais tanto para utilizar na docência como para estimular e promover a literacia digital dos estudantes”, conclui.

Segundo Santos, a inclusão dos brasileiros nessa seara é também a possibilidade de exercício da cidadania plena, pois hoje não se vive mais online apenas para lazer e comunicação nem se está na internet apenas de forma passiva, consumindo conteúdo. “Literacia digital é a capacidade do cidadão usufruir de tecnologias de forma consciente e crítica. Precisamos dessa literacia para ter uma cidadania plena”.

Letramento digital e juventude

Um dos grandes desafios para estimular o letramento digital é fazer com que as políticas públicas de inclusão cheguem à juventude. Isso porque, de acordo com o professor Cássio Santos, a maioria dos jovens acredita possuir esse domínio apenas por acessar a internet ou dispositivos eletrônicos com frequência.

“O acesso desses jovens muitas vezes não é funcional, e sim focado apenas em interações sociais, sem um olhar crítico ou para o mercado de trabalho. Eles precisam ter consciência de que são, também, cidadãos digitais”, comenta. Foi com o intuito de modificar esse cenário e gerar empregabilidade que, em outubro do ano passado, a Prefeitura de Fortaleza inaugurou o projeto Juventude Digital, que oferece cursos, oficinas e eventos para jovens interessados em estudar e trabalhar com tecnologia.

Desde o lançamento, mais de quatro mil jovens de 15 a 29 anos passaram por formações no espaço, número que deve chegar até 12.500 até o fim do ano. “Há quem pense que a juventude, por estar muito conectada, possui habilidades digitais suficientes, mas o que a gente quer ensinar é como criar com a tecnologia”, explica a coordenadora do projeto, Ianna Brandão.

Além da capacitação profissional, os alunos são ensinados a acessar programas sociais da Prefeitura, e acabam multiplicando o conhecimento ao compartilhar o que aprendem com familiares, amigos e outros membros de suas comunidades.

O programa ainda visa a qualificação de mão de obra e a geração de renda para a juventude da Capital em um momento de crise. “Se por um lado o desemprego é muito grande entre a juventude, o mercado de tecnologia nem sempre encontra pessoas qualificadas. Buscamos fazer essa ponte”, completa.

Olhando para o futuro

Entre os programas produzidos pelo Juventude Digital está a Escola de Jovens Programadores, um curso de quatro meses com o intuito de capacitar jovens interessados em tecnologia para o mercado de trabalho. Estudante de Ciências Biológicas, Lua Silva, 22, viu no projeto a chance para conseguir migrar de área e ter acesso a novas oportunidades profissionais.

"Sabe-se que no mercado de trabalho da tecnologia há uma grande procura por profissionais capacitados e poucas pessoas devidamente qualificadas. Com o conhecimento adquirido no curso, já me sinto confiante para me candidatar às vagas de emprego no setor, seja estágio ou cargo júnior", comemora. Para quem busca uma vaga, o JD complementa a formação técnica com visitas a empresas, mentoria profissional e promoção de networking.

É com esse auxílio que o desenvolvedor Edclydson Sousa, 26, também formado pela Escola de Programadores, almeja conseguir sua primeira experiência na área em breve. "Ter uma orientação, um roadmap para seguir é fundamental. A equipe está sempre orientando os alunos sobre como é importante ter um portfólio, como ter um currículo adequado, a importância do LinkedIn e a questão comportamental nas entrevistas", ressalta.

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