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Por que investir na humanização da tecnologia e no letramento digital?

Colocar o ser humano no centro dos processos tecnológicos e investir em literacia digital são pontos essenciais para sociedade garantir acesso a direitos
06:00 | Mai. 04, 2022
Autor O Povo
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Tipo Publieditorial

Se antes da pandemia a sociedade encarava um processo de digitalização orgânico, com setores como educação, indústria e comércio se adaptando de maneira gradual, com a chegada da Covid-19 e do isolamento social a virtualização dos processos foi acelerada em pelo menos uma década, e, para muitos, sem o tempo necessário para adaptações.

“Todas as organizações, públicas e privadas, foram forçadas a ingressar na digitalização de forma imediata. As empresas ou se modernizaram ou saíram do mercado, mas na educação, por exemplo, o impacto foi muito grande, porque nesse setor há uma demora entre a ação e o resultado. A diferença entre o ensino de escolas públicas e privadas aumentou drasticamente”, comenta Cássio Santos, doutorando em Tecnologia, Informação e Comunicação na Educação na Universidade de Lisboa.

Para começar a solucionar o problema da desigualdade não só na educação, mas na sociedade como um todo, criando um mundo digital acessível para todos, é preciso investir em políticas públicas voltadas para o letramento digital de professores e alunos, destaca Cássio.

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“Precisamos ter no Brasil uma referência macro de desenvolvimento onde se estabeleça quais são as competências digitais que os professores devem ter, porque o professor é a grande pedra angular para essa virada de chave, mas não há política pública que o oriente. E ele precisa ter as competências digitais tanto para utilizar na docência como para estimular e promover a literacia digital dos estudantes”, conclui.

Segundo Santos, a inclusão dos brasileiros nessa seara é também a possibilidade de exercício da cidadania plena, pois hoje não se vive mais online apenas para lazer e comunicação nem se está na internet apenas de forma passiva, consumindo conteúdo. “Literacia digital é a capacidade do cidadão usufruir de tecnologias de forma consciente e crítica. Precisamos dessa literacia para ter uma cidadania plena”.

Letramento digital e juventude

Um dos grandes desafios para estimular o letramento digital é fazer com que as políticas públicas de inclusão cheguem à juventude. Isso porque, de acordo com o professor Cássio Santos, a maioria dos jovens acredita possuir esse domínio apenas por acessar a internet ou dispositivos eletrônicos com frequência.

“O acesso desses jovens muitas vezes não é funcional, e sim focado apenas em interações sociais, sem um olhar crítico ou para o mercado de trabalho. Eles precisam ter consciência de que são, também, cidadãos digitais”, comenta. Foi com o intuito de modificar esse cenário e gerar empregabilidade que, em outubro do ano passado, a Prefeitura de Fortaleza inaugurou o projeto Juventude Digital, que oferece cursos, oficinas e eventos para jovens interessados em estudar e trabalhar com tecnologia.

Desde o lançamento, mais de quatro mil jovens de 15 a 29 anos passaram por formações no espaço, número que deve chegar até 12.500 até o fim do ano. “Há quem pense que a juventude, por estar muito conectada, possui habilidades digitais suficientes, mas o que a gente quer ensinar é como criar com a tecnologia”, explica a coordenadora do projeto, Ianna Brandão.

Além da capacitação profissional, os alunos são ensinados a acessar programas sociais da Prefeitura, e acabam multiplicando o conhecimento ao compartilhar o que aprendem com familiares, amigos e outros membros de suas comunidades.

O programa ainda visa a qualificação de mão de obra e a geração de renda para a juventude da Capital em um momento de crise. “Se por um lado o desemprego é muito grande entre a juventude, o mercado de tecnologia nem sempre encontra pessoas qualificadas. Buscamos fazer essa ponte”, completa.

Olhando para o futuro

Entre os programas produzidos pelo Juventude Digital está a Escola de Jovens Programadores, um curso de quatro meses com o intuito de capacitar jovens interessados em tecnologia para o mercado de trabalho. Estudante de Ciências Biológicas, Lua Silva, 22, viu no projeto a chance para conseguir migrar de área e ter acesso a novas oportunidades profissionais.

"Sabe-se que no mercado de trabalho da tecnologia há uma grande procura por profissionais capacitados e poucas pessoas devidamente qualificadas. Com o conhecimento adquirido no curso, já me sinto confiante para me candidatar às vagas de emprego no setor, seja estágio ou cargo júnior", comemora. Para quem busca uma vaga, o JD complementa a formação técnica com visitas a empresas, mentoria profissional e promoção de networking.

É com esse auxílio que o desenvolvedor Edclydson Sousa, 26, também formado pela Escola de Programadores, almeja conseguir sua primeira experiência na área em breve. "Ter uma orientação, um roadmap para seguir é fundamental. A equipe está sempre orientando os alunos sobre como é importante ter um portfólio, como ter um currículo adequado, a importância do LinkedIn e a questão comportamental nas entrevistas", ressalta.

SERVIÇO

Fábrica de Programadores

Como parte do projeto Fábrica de Programadores, O POVO Tecnologia realiza nos dias 4, 5, 6 e 11 de maio uma série de lives, sempre às 17h30min, com apresentação do jornalista Hamilton Nogueira. Acompanhe no canal do YouTube do O POVO.

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Mercado de tecnologia: como fazer uma transição de carreira?

PUBLIEDITORIAL
06:00 | Jun. 13, 2022 Tipo Publieditorial

Com a crise, milhões de brasileiros precisaram reformular a rotina e as metas pessoais. Além do empreendedorismo, uma opção que acabou ganhando força foi a da transição de carreira, fosse por necessidade - devido a demissões e cortes salariais - ou pelas novas percepções adquiridas durante a pandemia. E se nos últimos anos o mercado de tecnologia já estava aquecido, com oferta de vagas crescente e remuneração atrativa, a digitalização dos processos pós-isolamento social fez com que mais postos de trabalho na área fossem abertos no Brasil e no mundo.

Para muitos, esse foi o match perfeito. Em 2021, várias pesquisas demonstraram o desejo dos entrevistados de mudar de carreira, a exemplo de um estudo realizado pelo LinkedIn e do relatório Work Trend Index, feito pela Microsoft. Ambos calculam que quase metade dos participantes gostariam de adentrar em outra seara profissional. E a movimentação do mercado indica que boa parte dessas pessoas vê na tecnologia a possibilidade de obter novos conhecimentos e aumentar os ganhos.

Um estudo da Brasscom apontou, no fim do ano passado, a demanda de 797 mil novos profissionais de tecnologia no Brasil até 2025. Mas para entrar no setor, mesmo em cargos iniciais, é preciso primeiro investir em capacitação, seja através do Ensino Superior ou de cursos livres, alerta a tech recruiter Keilyane Gomes.

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“Quando há um hiperaquecimento de alguma área no mercado, sempre há uma migração para aquele segmento, mas é preciso ter minimamente um interesse e conhecimento básico sobre onde você vai atuar, pois nem todo mundo vai ter familiaridade”, ressalta.

Como o mercado digital é cada vez mais amplo, é importante também saber em que área o profissional deseja atuar. O primeiro passo para descobrir esse caminho, claro, é pesquisar muito - além do networking, que pode começar pelo LinkedIn, onde 90% das empresas buscam profissionais, segundo Keilyane -, ou em eventos como bootcamps e hackathons.

“É preciso ler, entender, conversar com outros profissionais, começar a fazer uma rede de contatos e procurar cursos voltados para o que você quer”, explica a recrutadora.

Oportunidades dentro e fora do Brasil

Por serem em grande parte remotas, as vagas do mercado tech possibilitam que os profissionais trabalhem em empresas nacionais e internacionais, ganhando, com frequência, em moedas estrangeiras como dólar e euro. Entre as posições que mais ofertam vagas estão as de Desenvolvedor, Cientista de Dados, Engenheiro de Dados e Tech Leads, com destaque para a primeira, que engloba diversos níveis de aprendizagem e linguagens de programação.

No Brasil, segundo Keilyane Gomes, a remuneração costuma variar entre R$ 4 mil e R$ 20 mil, de acordo com a senioridade do profissional, a região da empresa e as especificidades do cliente. Além de empresas maiores, como multinacionais, startups também têm sido responsáveis por boa parte das contratações.

De acordo com a tech recruiter Maria Celina Alves, apesar de o País ainda perder muita força de trabalho para o exterior, as empresas brasileiras têm conseguido atender às demandas dos profissionais de tecnologia, tanto em remuneração quanto em estímulo intelectual. “O profissional de tecnologia sempre busca o desafio, poder atuar com tecnologias novas, atrativas, em empresas com propósito e que ofereçam qualidade de vida”, explica.

A qualidade de vida, aliás, têm tido grande peso para quem busca mudar de carreira de 2020 para cá, segundo Celina. “Com a pandemia, a gente começou a valorizar mais os momentos que vivemos, a qualidade do tempo. Até o home office, que não era bem visto por muitas empresas, a gente viu que funcionou e que é um ganho que a gente tem, pois conseguimos reunir pessoas diferentes, de vários lugares. O poder de escolha é maior, tanto para a empresa, quanto para o empregado”, conclui.

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Fábrica de Programadores

Como parte do projeto Fábrica de Programadores, O POVO Tecnologia realiza lives nos dias 1, 9, 13 e 15 de junho uma série de lives, sempre às 18h30min, com apresentação do jornalista Hamilton Nogueira.

Nesta segunda-feira, 13, a live terá como tema "Como fazer mudança de carreira para o mercado digital" e contará com a participação de Marcos Freitas, fundador e CEO da aceleradora de negócios Seja Alta Performance, e João Justo, head de Operação e Inovação do NINNA Hub. Acompanhe no canal do YouTube do O POVO.

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Educação é o principal pilar para o desenvolvimento de startups no Ceará

PUBLIEDITORIAL
06:00 | Jun. 09, 2022 Tipo Publieditorial

O avanço tecnológico em diversos setores durante a pandemia já é um fato. No Ceará, por exemplo, o apoio às startups cresceu 30% em relação ao período pré-pandemia. É o que mostra um mapeamento feito em 2021 pelo Ambiente Local de Empreendedorismo (ALE). Já no primeiro trimestre de 2022, Fortaleza foi apontada pelo estudo Startup Maps NE como a cidade mais inovadora entre os estados mapeados. A Capital representa 56% das startups (87 empresas), seguida por Natal/RN (18,83%) e São Luís/MA (8,84%).

“Na minha visão, a educação é nosso diferencial maior”, explica Geneflides Laureno, CEO da G4Flex, uma startup do ramo de telecomunicações. De acordo com o profissional, a capilaridade de escolas públicas, faculdades e universidades públicas e privadas têm contribuído enormemente para a formação dos jovens cearenses, de modo a ter reconhecimento nacional.

“Se não existissem as escolas profissionalizantes estaduais e as faculdades e universidades nas diversas regiões do nosso estado, onde esses jovens estariam? Educação não é o único vetor, mas, sem ela, não há como transformar a sociedade”, defende.

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Essa visão sobre a importância da educação cearense também é compartilhada por Leonel Júnior, diretor de tecnologia da Heavy Connect, plataforma mobile para coleta e gerenciamento de dados. Ele aponta que o Ceará é um grande formador de mão de obra qualificada, fato facilmente comprovado pela quantidade de excelentes profissionais que exportam o trabalho não só para o Sudeste do País, mas também para os Estados Unidos e para a Europa.

No entanto, esse medidor de qualidade dos profissionais cearenses também representa um enorme desafio para o desenvolvimento tecnológico do Estado: direcionar esses talentos para a criação e suporte de novas startups no lugar de origem, ao invés de saírem do Ceará.

Geneflides explica que essa é uma disputa árdua, principalmente quando os competidores são multinacionais que pagam em dólar, moeda muito mais valorizada que o real. “É o estudante de uma escola de uma cidade do interior do Ceará que desenvolve sistemas computacionais para uma empresa de Fortaleza, São Paulo ou Nova York. Esses são casos reais, na minha empresa e em várias outras. Temos um desafio para melhorar nosso diferencial de formação e também conseguir retê-los”, reflete.

Cenário cearense

Para entender melhor o atual cenário cearense no que diz respeito ao desenvolvimento de startups, Geneflides propõe uma analogia: “é como se o Ceará, nesse quesito, estivesse saindo da infância e entrando na pré-adolescência”.

O profissional usa como exemplo o Vale do Silício, nos Estados Unidos, uma referência para o setor. Enquanto no Ceará é levado em conta uma década de transformações tecnológicas na área, o Vale do Silício é um ecossistema com maturidade de mais de 50 anos. Dessa forma, ainda há muito o que evoluir no Estado.

O desenvolvimento de uma cultura empreendedora, incentivado por faculdades e universidades, é um dos pontos que merecem atenção. Outra questão é o fator de investimentos. É o que acredita Bruno Muniz, CEO da KnowCode, empresa especializada em construir tecnologia para desenvolvedores. Segundo o profissional, vem ocorrendo um aumento no fomento para o desenvolvimento de novas startups, mas a jornada ainda é longa.

“É preciso mais incentivo para que as pessoas possam realmente empreender e fazer o negócio acontecer. Essa trajetória é muito difícil, e, quando se tem apoio, promove uma abertura para que você consiga avançar e trazer mais agentes que possam fomentar o empreendedorismo da nossa região”, indica.

O futuro com startups

“A missão de uma startup é mudar a forma que determinada coisa é feita, tomando desafios como oportunidades de melhoria de cenário para certo grupo de pessoas”, acredita Bruno. Em uma visão compartilhada pelos três profissionais, é essencial quebrar o mito de que startup pode ser apenas uma ideia ainda imatura e informal, sem base sólida.

Na verdade, esse modelo apresenta enorme potencial de crescimento da economia e de geração de empregos, além da capacidade de resolver problemas sofridos pela população em setores como saúde, varejo e indústria. O desenvolvimento de startups vem permitindo que o Ceará crie uma cultura de inovação, motivando cada vez mais que jovens apliquem sua criatividade e potencial em soluções diversas.

3 startups cearenses para conhecer

G4Flex

A empresa otimiza a relação de tempo entre as pessoas e as empresas, centralizando diversos canais de comunicação em um sistema e com atuação em todo o Brasil.

Site

KnowCode

Ferramenta de desenvolvimento de software com foco em UI Design. Nasceu no Ceará e expandiu para Portugal, onde fica a atual sede. O time está espalhado por Portugal, Brasil e Grécia.

Site

Heavy Connect

Plataforma mobile para coleta de dados, e um dashboard para o gerenciamento em tempo real e análise dos dados coletados no campo. Criada por dois cearenses e um americano, hoje atua em países como EUA, México, Chile e Peru.

Site

SERVIÇO

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Segurança das urnas eletrônicas: tecnologia tornou eleições mais seguras

PUBLIEDITORIAL
06:00 | Jun. 08, 2022 Tipo Publieditorial

Reconhecido no mundo inteiro e considerado referência de segurança, o sistema eletrônico de votação brasileiro foi um divisor de águas na política do País. A urna eletrônica foi utilizada pela primeira vez em uma eleição no ano de 1996, com o objetivo de acabar com o grande volume de fraudes que a votação impressa permitia. Desde então, o microcomputador tem favorecido a democracia e a acessibilidade entre milhões de eleitores brasileiros.

“Não é a urna que vai modificar o comportamento das oligarquias políticas, mas ela vai ser um ponto chave porque muda os padrões de cooptação política mais rasteiros”, defende o cientista político Francisco Moreira.

O especialista explica que, antes do processo de votação eletrônico, as autoridades tinham a possibilidade de exercer um enorme controle sobre o eleitor. As cédulas e a contagem de votos eram facilmente fraudadas, e o resultado demorava dias para ser apurado.

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Apesar de não descartar a possibilidade do método ser fraudado de alguma forma, Francisco demonstra confiança nas urnas e define como o processo de eleição mais seguro do mundo, de acordo com a própria visão.

“Não tem o menor sentido você ser contra a urna eletrônica se você conhece a história. Eu vi ao vivo e a cores o mau uso que se fazia. A urna foi um passo significativo em torno de uma modernização da política brasileira que não devemos desprezar”, garante.

Segurança das urnas: testes garantem melhorias contínuas

A segurança do sistema eletrônico de votação é feita em camadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ou seja, são criadas barreiras que impedem a violação do sistema. Para garantir o pleno funcionamento, a urna passa por uma série de testes e auditorias feitas por especialistas.

Um deles é o teste público de segurança, no qual investigadores inscritos têm a oportunidade de executar planos de ataques ao sistema com o objetivo de encontrar falhas. Os problemas apontados são, então, consertados pelo TSE, permitindo a melhora contínua do método.

Marcial Porto, professor de Ciência da Computação da Universidade Estadual do Ceará (Uece), foi um dos investigadores que participou do teste. À época, ele e seus alunos receberam uma urna real para tentarem quebrar a proteção do sistema. Nada foi encontrado.

Um dos fatos que gera dúvida acerca da segurança da urna eletrônica é o fato de alguns países desenvolvidos permanecerem utilizando o voto impresso. Nesse sentido, Marcial esclarece alguns dos possíveis motivos que podem levar a tal contexto: ao contrário da maioria desses países, o Brasil apresenta enorme extensão territorial e obrigatoriedade do voto, formando um eleitorado de milhões de pessoas.

“Com essas características singulares, a apuração eletrônica se torna vantajosa e evita problemas de fraude. Considero bom o sistema. Não podemos dizer que não tem possibilidade de fraude, mas acho muito difícil acontecer algo que possa alterar o resultado da eleição. Para outros países talvez não valha a pena criar um sistema tão complexo”, destaca.

Além dessas diferenças, diversos outros fatores podem ser levados em conta, como sistemas políticos, lógica eleitoral e cultura.

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Juventude Digital: projeto gratuito capacita jovens para a área de tecnologia

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07:00 | Mai. 31, 2022 Tipo Publieditorial

A pandemia transformou o mercado de trabalho brasileiro para sempre. Enquanto 47,5% dos desempregados em Fortaleza são jovens até 29 anos, existe uma realidade oposta que demonstra que, nos próximos três anos, vão sobrar mais de 500 mil vagas no mercado de Tecnologia da Informação (TI) no Brasil. Quem ressalta esses dados é Ianna Brandão, coordenadora do projeto Juventude Digital, iniciativa da Prefeitura de Fortaleza que busca capacitar jovens no ramo da tecnologia e mudar o cenário de desemprego na Capital.

O programa tem como missão servir de ponte entre esse enorme volume de pessoas com potencial que precisam de oportunidades e essa grande demanda do mercado. Com foco na juventude periférica, o Juventude Digital foi lançado em outubro do ano passado e já alcançou 2 mil alunos de 20 escolas.

Ianna explica que a demanda de profissionais nessa área é crescente, já que, de uma forma geral, os serviços estão muito envolvidos pela tecnologia e essa é uma tendência de crescimento de várias empresas. “A gente, enquanto cidade, precisa conseguir gerar oportunidade para os jovens, reduzir as taxas de desemprego e posicionar Fortaleza como uma cidade de economia digital”, destaca.

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O projeto trabalha em três vertentes: no Ensino Fundamental, levando a lógica de programação no contraturno das escolas; no Ensino Médio, com cursos de programação e design e foco na empregabilidade, e no mercado de jogos. Além de formação técnica, o Juventude Digital oferece desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como comunicação e trabalho em equipe, e promoção de networking, com visitas a empresas e eventos, para que os alunos estabeleçam conexões e conheçam, pessoalmente, a área.

A importância do projeto é tamanha que a iniciativa foi transformada em política pública permanente de Fortaleza. Ao permitir que o participante encontre um caminho profissional, a coordenadora relata que o projeto impacta diretamente na renda familiar e, a longo prazo, no desenvolvimento da cidade e de uma juventude consciente e engajada. “Se esse jovem está desempregado, estamos perdendo potencial”, indica.

Interessados na capacitação podem ficar atentos às redes sociais do Juventude Digital, onde sempre são compartilhadas diversas oportunidades de formação (no Instagram, @jdfortaleza_).

Do estudo em casa ao mercado de trabalho

Jennifer Dávalos, 20, foi uma das beneficiadas pelo Juventude Digital. A jovem conheceu o projeto pelo Instagram e, já interessada pela área de tecnologia, resolveu ingressar na formação. A capacitação ocorreu entre setembro do ano passado e março deste ano e, atualmente, Jennifer trabalha como analista de soluções customizadas na Capgemini, uma multinacional francesa que fornece serviços de consultoria, tecnologia e outsourcing.

Dávalos conta que, com vontade de trabalhar na área, começou a pesquisar e estudar por conta própria. Foi ao sentir necessidade de um conhecimento mais aprofundado que ela conheceu o Juventude Digital. De acordo com a analista, a metodologia do curso, que envolve o aprendizado teórico e prático, a ajudou a conquistar a atual vaga no mercado.

“Se eu continuasse estudando sozinha, não sei se estaria onde estou. Não pela falta de esforço, mas porque precisamos de um profissional para nos guiar em algo novo. Recomendo o projeto porque é uma maneira de ter o primeiro contato com a programação e o design. Quando não temos certeza se queremos seguir na área, precisamos testar, e o projeto me forneceu a oportunidade de reconhecer que essa área é para mim”, aponta.

SERVIÇO

Juventude Digital

Onde: Rua dos Pacajus, 33 - Praia de Iracema

Instagram: @jdfortaleza_

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Soft skills: saiba como desenvolver as habilidades valorizadas no mercado

06:00 | Mai. 11, 2022 Tipo Publieditorial

Apesar da transformação digital ser um processo desenvolvido há muitos anos por instituições globais, a crise da Covid-19 causou uma antecipação de 10 anos em relação às adequações que as empresas tiveram que realizar neste momento. É o que acredita o CEO da Moldsoft Tecnologia, Rafael Magalhães. Assim, novas habilidades precisaram ser valorizadas pelas empresas, a fim de darem conta das demandas atuais. Essas competências são as soft skills, habilidades comportamentais e emocionais.

Neste período de pandemia, algumas empresas sem tantos recursos tecnológicos sofreram, parando a operação durante um bom tempo para conseguirem se ajustar à nova cultura. Outras, infelizmente, vieram a fechar. Em contrapartida, empresas que eram um pouco mais antenadas e tinham uma cultura online conseguiram passar por esse cenário de modo positivo. A pandemia serviu para que muitos empreendimentos evoluíssem, por necessidade, na área tecnológica.

Nessa realidade mais dinâmica, as soft skills se tornaram fundamentais. Competências como comunicação, trabalho em equipe, organização, resiliência, flexibilidade, pensamento criativo, liderança, trabalho sob pressão e ética se tornaram mais valorizadas em um cenário de desafios diários e concorrência acirrada.

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“As empresas, a cada dia que passa, estão buscando mais pessoas que se comuniquem bem. Quem se comunica bem é compreendido e consegue com mais facilidades seus objetivos. É necessário saber ouvir, ter empatia e boas conexões com os colegas de setor. Saber conviver em momentos de crise e ter a capacidade de conseguir resolver problemas”, destaca Rafael.

Segundo Gabriel Paillard, a capacitação das soft skills já são uma preocupação em projetos de formação de jovens no setor de tecnologia. O professor do Instituto Universidade Virtual da Universidade Federal do Ceará (UFC) alerta que ter o conhecimento técnico não é mais o suficiente.

“Você precisa, de fato, ter esse aspecto mais emocional trabalhado para assegurar um maior desempenho dentro de uma empresa. Tem que se antecipar a problemas, ter uma visão holística da empresa e demonstrar inteligência emocional”, indica Gabriel.

Dicas para trabalhar as soft skills

-Seja um bom ouvinte. Quanto mais conhecimento você tiver sobre o assunto, mais fácil fica de apresentar uma solução e seu ponto de vista.

-Procurar cursos de oratória.

-Para ser um bom líder, é preciso trabalhar bem com a equipe, demonstrar conhecimento, autoridade e, acima de tudo, escutar o time e saber falar na hora correta.

-Ao se deparar com um problema a ser resolvido, pense menos no problema e mais na solução. Converse com outras pessoas para evitar um bloqueio mental.

-Nada é tão perfeito que não possa ser melhorado. Por isso, sempre mantenha a criatividade ativada.

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