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E-talks Especial Elas debate saúde emocional da mulher na pandemia

Conversa com especialistas será transmitida nas redes sociais do O POVO no Dia Internacional da Mulher

05/03/2021 07:55:21
No especial Saúde, participam as psicólogas Ana Flavia Ibiapina e Isabel Martins, a jornalista Lêda Maria e o psicanalista Marco Aurélio Patrício (Foto: Aurelio Alves/ Jornal O POVO)
No especial Saúde, participam as psicólogas Ana Flavia Ibiapina e Isabel Martins, a jornalista Lêda Maria e o psicanalista Marco Aurélio Patrício (Foto: Aurelio Alves/ Jornal O POVO)

A desigualdade de gênero, problema estrutural que coloca mulheres em posições subalternas aos homens, apenas se intensificou com a chegada da pandemia. Questões como a dupla jornada de trabalho, a ausência da rede de apoio e a violência doméstica são algumas das que foram potencializadas desde março de 2020, quando a ocupação do espaço público, conquistada pelos séculos de luta dos movimentos de mulheres, voltou a ser impedida - dessa vez, pela Covid-19.

Para discutir a problemática e possíveis caminhos a serem seguidos, O POVO realiza, nesta segunda-feira, 8, Dia Internacional da Mulher, a segunda edição do projeto E-Talks, dessa vez em dois programas pensados especialmente para o público feminino. O E-talks Especial Elas trará especialistas para falar sobre saúde, empreendedorismo e finanças. Os programas serão transmitidos nas redes sociais do O POVO Online, às 14h30min e às 18h30min, e conduzidos pela jornalista Lêda Maria.

“Nossa intenção é desenvolver um novo olhar e permitir que as mulheres sintam que existem outras portas que a doença, a solidão e o desencanto às vezes não nos deixam enxergar. Acreditamos que este é o melhor caminho para se falar do Dia da Mulher: uma comemoração emocional e espiritual, além de profundamente amorosa”, explica. Ao todo, seis convidados trarão dicas e reflexões que estimulam o resgate à autoestima e a busca pelo autoconhecimento.

Além do coronavírus: cuidados com a saúde mental na pandemia

Participante do primeiro programa, focado em saúde, o psicanalista Marco Aurélio Patrício afirma que um dos aspectos mais relevantes a serem discutidos em relação à desigualdade de gênero é a saúde mental. “As pessoas estão vivendo um profundo sentimento de solidão e orfandade, porque não estão sendo cuidadas da maneira devida pelos governantes. Esses sentimentos, atrelados a outras questões - como tédio, insegurança e angústia - prejudicam a qualidade de vida. Por isso, conversaremos sobre potencialidades a serem desenvolvidas pelas mulheres para enfrentar este momento, como autonomia, desenvolvimento de hábitos produtivos e automotivação”, pontua.

Apesar de o principal motivo para investir em saúde mental ser o bem-estar, ter a autoestima prejudicada pode trazer outras consequências. Segundo Flávia Ibiapina, psicóloga e consultora em Desenvolvimento Humano e Carreira, esse problema pode influir também na vida econômica, porque mulheres com a saúde emocional abalada não se sentem seguras para trilhar certos caminhos. “Pesquisas mostram que a baixa autoestima impede a mulher de empreender, porque ela acaba desacreditando em si também no âmbito profissional. Quem busca começar um negócio ou elevar a performance precisa olhar para dentro”, ressalta.

Incentivo deve vir das empresas, mas também da esfera pública

Dentre as possíveis soluções para tornar a vida das mulheres mais saudável de forma integral, pensando em mente e corpo, os psicólogos citam a necessidade de as empresas investirem em políticas de diversidade que de fato contemplem as especificidades da vida das mulheres, como a questão da licença-maternidade. Porém, em um momento de extrema fragilidade econômica - especialmente para famílias em vulnerabilidade social -, também é necessário que a esfera pública ofereça políticas que contribuam com um cenário mais justo.

Isso porque, de acordo com a psicóloga Isabel Martins, a pandemia também escancara questões de classe, especialmente quando interligadas à desigualdade de gênero. “As mulheres que têm menor poder econômico sofrem mais, pois não há creche, não há rede de apoio, os espaços em casa são menores - fora a questão da violência doméstica. É preciso olhar para isso e pensar em políticas que apoiem essas mulheres e as ajudem a equilibrar o emocional, com uma rede de apoio profissional, mesmo que virtual”.

SERVIÇO
E-talks - Especial Elas
Edição Saúde: “A saúde emocional da mulher e o resgate do seu prazer de viver” - Com Marco Aurélio Ribeiro, Flávia Ibiapina e Isabel Martins

Quando: Segunda, 8 de março de 2021, às 14h30min
Onde: Facebook e YouTube do O POVO Online
Gratuito