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A potência dos negócios femininos no Ceará

Do grão à barra: conheça a história da fundadora da 1º fábrica de chocolate Bean to Bar do Estado
00:00 | Jul. 26, 2022
Autor O Povo
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Tipo Publieditorial

Giovanna Mondardo, 30, está sentada na cozinha de casa. Com as mãos e os olhos atentos, ela escolhe manualmente as amêndoas de cacau que irão compor o futuro chocolate. Na sequencia, o perfume da torra dos grãos – que estão no processo de secagem no forno - serpenteia por todos os cômodos do apartamento e invade o olfato desavisado da vizinhança.  A história da Giovanna, faz parte de toda a potência dos negócios femininos no Ceará, que o Movimento Empreender conta nesta série especial sobre empreendedorismo feminino.

Depois esses grãos serão triturados, resultando em fragmentos da parte interna do cacau, os famosos nibs, para então ir para o processo de refino e conchagem. É nesse passo aqui que o cacau, finalmente, se transforma em chocolate. Um trabalho intenso que Giovanna fazia sozinha, ali mesmo na cozinha do seu apartamento, na aldeota. O ano era 2019, quando ela iniciou o que viria a se tornar a MOA, 1º fábrica cearense a trabalhar o conceito Bean to Bar (do grão à barra). Arquiteta de formação, ela saiu do seu mercado para empreender em outro completamente desconhecido, mas nem tanto.

Relação com o cacau desde a infância
Relação com o cacau desde a infância (Foto: Acervo pessoal )

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Isso porque sua relação com o cacau, remonta à infância. Natural do Pará, hoje o maior exportador do fruto do país, Giovanna nasceu em meio a cacaueiros: “Minha primeira lembrança com o cacau é de uma manhã de sol caminhando com a minha avó na floresta em Santarém. Consigo fechar os olhos e imediatamente me transportar para esse momento, pois a lembrança desse fruto colorido é marcante em minha mente”, conta.

Mas aí a Giovanna cresceu e veio pra Fortaleza, onde atuou por mais de uma década como arquiteta. Mas sempre que podia, viajava para o Norte. Foi numa dessas visitas, que o cacau cruzou novamente o caminho da Giovanna que, de forma inesperada, descobriu a magia de fazer chocolate enquanto visitava uma fábrica Bean to Bar: “O cacau sempre esteve presente na minha vida. Em Santarém, no Pará, na Amazônia é uma árvore que dá em todo lugar, é uma árvore nativa da Amazônia, então a gente tem cacaueiros em casa, eu cresci com o cacau. E eu fiquei - meu Deus, como isso é possível? Eu nunca havia parado pra imaginar como era produzido o chocolate”, revela.

A experiência bastou para aguçar a curiosidade da paraense, que se debruçou na pesquisa do que seria seu futuro nicho de mercado: a chocolateria artesanal: “Costumo dizer que o cacau me (re)conquistou antes do chocolate”, brinca. E assim, nascia a Giovanna empreendedora: “Transformei o meu apartamento em um laboratório. Meu primeiro investimento foi em uma saca de 60kg de cacau fino do Pará e em uma máquina que refina o cacau, somente. De resto “improvisava” como dava. Utilizava o forno do fogão para torrar as amêndoas. Quebrava os grãos de cacau basicamente um a um e separava as cascas com um soprador. Muito desse início foi aprendizado. Testes e mais testes, criações dos sabores, muita coisa dava certo, mas também muita coisa dava errado. E foi errando que aprendi”, enfatiza.

 

Os desafios de um novo mercado


E os desafios de adentrar num novo mercado foram muitos: “Trabalhar com algo absolutamente novo e pouco explorado já é um desafio por si só. Trazer isso para o Ceará foi um desafio maior ainda. Precisei (e preciso) “educar” o consumidor sobre o diferencial do meu produto, apresentar a ele esse novo segmento do mercado”. A Moa nasceu na pandemia, com o primeiro produto lançado em meio ao lockdown: “Não saber o que ia acontecer a cada dia que passava era um pouco angustiante, mas ao mesmo tempo acredito que tenha sido a melhor estratégia”.

E foi justamente nesse período que a procura por comida orgânica e artesanal, ou seja, produzida em pequena escala e respeitando os processos do alimento e da natureza, disparou no Brasil. Em 2020, o setor de orgânicos cresceu 30%. E os artesanais também foram beneficiados por essa tendência. Muita gente passou a se preocupar com a origem do que estava colocando no prato, do arroz com feijão ao chocolate.

“Veremos cada vez mais chocolates de verdade e de qualidade nas gôndolas. Hoje temos no Brasil diversas marcas Bean to Bar premiadas internacionalmente, isso ajuda o nosso mercado, pois os consumidores começam a valorizar chocolates brasileiros feitos com cacau brasileiro de qualidade. O mundo está acostumado a ouvir que chocolates belgas são os melhores do mundo, mas só diz isso quem ainda não conhece o chocolate brasileiro”, propagandeia orgulhosa da qualidade do que se vem produzindo em termos de chocolate no país.

Mas, como ela mesma lembra, apesar do cacau estar presente na história do Brasil, a industrialização acabou exigindo cada vez mais volume do insumo. Ignorando a qualidade e tornando o produto cada vez mais popular, com muitos aditivos químicos, conservantes, aromatizantes e gorduras hidrogenadas. Empreender em um movimento que vai exatamente no caminho contrário ao industrializado, é romper barreiras e movimentar costumes sociais e culturais. É no que acredita a jovem empreendedora. “Mas o movimento Bean to Bar vem com força, pois no mundo é claro o crescimento da busca pela vida saudável, as pessoas têm cada vez mais procurado se alimentar melhor, saber o que estão consumindo, de onde vem e quem produz”.

Um segmento ainda em construção, mas no qual Giovanna está apostando todas as fichas: “É um mercado aquecido e em ascensão, pois além de o Brasil ser um dos maiores produtores de cacau no mundo, temos visto cada vez mais fazendas motivadas em produzir um cacau fino de qualidade. Além disso, o nosso movimento visa a sustentabilidade, é um movimento limpo, justo e que trabalha com a conscientização para toda a cadeia produtiva, que valoriza os pequenos produtores, e ajuda a preservar as florestas”. É por isso e muito mais que ela acredita que a cadeia do seu negócio seja promissora.

Com 2 anos de existência, a Moa se formalizou, a fábrica tem novo endereço – para a tristeza olfativa dos vizinhos da Giovanna - , e conta com 3 funcionários, além de um maquinário mais completo, que tornou o processo artesanal menos braçal, por assim dizer. Para quem, assim como Giovanna, aposta no sonho de tirar sua ideia de negócio do papel, ela tem algumas dicas: “As dicas que posso dar para outros empreendedores é buscar conhecimento antes de iniciar qualquer negócio. Planejamento estratégico e financeiro, analisar o público alvo, encontrar algo que você ame e tentar mostrar o seu melhor para o mundo. Aprendi que os desafios são diários, que tudo tem seu tempo, que é importante ter um time na mesma sintonia e ser ousada”.


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Vale a pena abrir, manter ou ampliar o meu negócio?

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00:00 | Jul. 19, 2022 Tipo Notícia

Vale a pena abrir, manter ou ampliar o meu negócio? Essa é a pergunta que muita gente se faz quando pensa em tirar sua ideia de negócio do papel ou quando que percebe que chegou a hora de crescer. Podemos resumir a resposta a essa pergunta em uma palavra simples: PLANEJAMENTO. E é justamente pra isso que existe um passo fundamental para quem quer empreender – fazer um bom plano de negócios.

Quanto mais você conhecer sobre o mercado e sobre o ramo no qual pretende atuar, mais bem feito será o seu plano, afinal, as informações são a matéria-prima de qualquer plano de negócios. Portanto, pesquise e procure conhecer tudo sobre a área em que deseja atuar ou na qual já empreende. Para isso, vale lançar mão de todo o material possível - revistas, livros, sites, jornais. Quanto mais detalhado e centrado em pesquisas consistentes ele for, melhores serão os seus resultados. Lembrando que, como o mercado está em constante movimento, ele precisa estar sempre atualizado para acompanhar as novas tendências. Assim, você poderá sempre consulta-lo quando for preciso.

O plano de negócios é o instrumento ideal para traçar um retrato do mercado, do produto e das atitudes do empreendedor. É por meio dele que você terá informações detalhadas do seu ramo, produtos e serviços, clientes, concorrentes, fornecedores e, principalmente, pontos fortes e fracos do negócio, contribuindo para a identificação da viabilidade de sua ideia e da gestão da empresa.

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Ele é o documento que descreve os objetivos de um negócio e quais passos devem ser dados para que esses objetivos sejam alcançados, diminuindo os riscos e as incertezas. Um plano de negócio permite identificar e restringir seus erros no papel, ao invés de cometê-los no mercado. Mas é importante lembrar que esse planejamento não elimina os riscos, mas evita que erros sejam cometidos por falta de análise, diminuindo as incertezas do negócio.

O documento serve para organizar suas ideias ao iniciar um empreendimento, orienta a expansão de empresas já existentes, apoia a administração do negócio, seja em números, seja em estratégias, facilita a comunicação – entre sócios, funcionários, clientes, investidores, fornecedores e parceiros - e ainda é eficiente para captar recursos, sejam financeiros, humanos ou parcerias.

Ao descrever o plano, faça um breve relato com suas principais características, esse é um bom começo para você visualizar seu plano. Não esqueça de mencionar:
- o que é o negócio
- quais os principais produtos e/ou serviços
- quem serão seus principais clientes
- onde será localizada a empresa (caso você esteja tirando sua ideia do papel)
- capital a ser investido
- qual será o faturamento mensal
- que lucro espera obter do negócio
- enquanto tempo espera que o capital investido retorne

O próximo passo é análise de mercado. Neste ponto é importante agrupar os segmentos. Para isso você vai responder as seguintes perguntas: Quem está comprando? O que está comprando? Porque está comprando? É preciso delinear também os hábitos de compra, renda, nível cultural, onde mora e estilo de vida. Se o cliente for uma empresa, como e quem decide as compras? Este conhecimento irá definir os canais de distribuição, ações promocionais, planos de comunicação, além da política de preços.

A concorrência deve ser avaliada em relação a sua posição de mercado: você conhece os produtos e serviços dos concorrentes, suas características, benefícios e preços? Como vendem? Por que os clientes compram dos concorrentes e por que deixam de comprar? Sim, tudo isso – e muito mais! - deve ser levado em consideração no seu plano. Elaborá-lo pode não ser uma tarefa muito fácil, mas certamente o sacrifício valerá à pena.

Aqui listamos só o comecinho desse processo para você entrar de cabeça nessa missão. E aqui você encontra ainda um manual completo desenvolvido pelo Sebrae com o passo a passo para você elaborar seu Plano de Negócios do início ao fim. Mas lembre-se, o primeiro passo é a pesquisa e o Movimento Empreender desenvolve diariamente uma série de conteúdos que certamente ajudarão você nessa jornada. Acesse o site e comece hoje! 

 

 

 

 

 

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Como, quanto custa e quais os benefícios de ser MEI?

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00:00 | Jul. 12, 2022 Tipo Publieditorial

Muitos negócios começam na cozinha – na sala, no quarto ou na garagem - de casa e formalizar é uma maneira de acessar algumas facilidades – e benefícios -, que chegam com o CNPJ. Mas não é preciso esperar que a empresa ganhe corpo para se tornar uma figura jurídica.

Foi justamente pensando nesses negócios incipientes que, em 2008, foi criada a Lei Complementar nº 128, que alterou a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas para criar a figura jurídica e empresarial do Microempreendedor Individual – uma subcategoria de microempresa. O objetivo dessa medida era trazer para a formalidade milhões de trabalhadores autônomos que, até então, desempenhavam suas atividades sem amparo da lei ou acesso à Previdência Social.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esses trabalhadores representavam quase 20% da força de trabalho brasileira em março de 2008 – somando 4,1 milhões de pessoas. Com a entrada em vigor do MEI, em 1º de julho de 2009, autônomos passaram a contar com uma opção relativamente barata e simples para se formalizar, além de receber uma inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNJP) e conquistar o direito a benefícios previdenciários – como aposentadoria por idade ou invalidez, salário-maternidade e auxílio doença -, até então renegados a quem estava na informalidade.

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Em 2010, o Portal do Empreendedor passou a funcionar para todo o Brasil, tornando o processo de abertura de empresa mais agilizado. Hoje, de acordo com a Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, quase 70% das empresas em atividade no país são formadas por microempreededores individuais (MEI).

MEI significa microempreendedor individual. Ou seja, um profissional autônomo. Quando você se cadastra como MEI você passa a contar com as facilidades de ter um CNPJ na abertura de conta bancária, no pedido de empréstimo e na emissão de notas fiscais, além de ter obrigações e direitos de uma pessoa jurídica. Mas como ser, quanto custa e quais os benefícios de ser MEI?

Para ser MEI é necessário faturar até R$81 mil reais, por ano, ou R$6.750, por mês. Não ter participação em outra empresa como sócio ou titular, e ter, no máximo, um empregado contratado, que receba o salário mínimo ou o piso da categoria. Para abrir o MEI é simples, rápido e gratuito, através do Portal do Empreendedor.

O valor da contribuição mensal vai depender da sua área de atuação. Por exemplo, Comércio ou Indústria, custa R$61,60, por mês. Já Prestação de Serviços, R$65,60. Comércio e Serviço juntos, R$66,60. O pagamento é feito por meio de débito automático, online, ou emissão do DAS, documento de arrecadação do simples nacional.

Além das facilidades já mencionadas, quem é MEI tem direito a auxílio-maternidade, afastamento remunerado por problemas de saúde e aposentadoria - e conta ainda cobertura da Previdência Social para toda a família. Sendo MEI você ainda é enquadrado no Simples Nacional e fica isento dos tributos federais. Com CNPJ, pode abrir conta em banco e ter acesso a crédito com juros mais baratos. Pode ter ainda endereço fixo para facilitar a conquista de novos clientes. 

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Pesquisa de mercado para os pequenos negócios

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00:00 | Jul. 05, 2022 Tipo Publieditorial

Mais de 1 milhão de empresas foram abertas no país no primeiro trimestre deste ano. É o que aponta um levantamento realizado pelo escritório de contabilidade Contabilizei, realizado a partir de dados da Receita Federal. 79% desses novos negócios são Microempreendedores Individuais (MEIs). Mas para tirar uma ideia do papel é fácil. Mas quais são os passos necessários para diminuir os riscos para o seu novo negócio?

Dona Mariazinha sempre fez canjicas para vender na porta de casa. Com isso firmou uma clientela cativa. Mas dona Mariazinha nunca vendeu para além do bairro onde mora, mesmo que sua canjica seja inigualável. Assim como milhares de novos empreendedores, ela começou por acaso. Mas esqueceu – ou nunca lhe contaram, que para crescer e se tornar consistente, ela precisaria aprender mais sobre seu público-alvo.

“Quando se está diante de uma ideia de negócio, é comum que a vontade acabe se sobrepondo à razão. O desejo de realizar pode acabar atrapalhando algumas etapas essenciais para que se tome uma decisão mais coerente. E são essas etapas que permitem o seu posicionamento diante do negócio”, defende Dilson Alexandre, Doutor em Marketing e Estratégia e mestre em Administração de Empresas.

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O especialista explica ainda que antes de tudo é preciso que se faça uma pesquisa de mercado. Ela é fundamental para descobrir dois detalhes nada básicos: se o seu negócio será lucrativo, e se o produto ou serviço que se quer oferecer tem viabilidade. “E aqui não estamos falando de algo inacessível”, salienta.

Mas para se avançar na pesquisa de mercado é preciso saber quem é o público-alvo, grupo específico de consumidores ou organizações que compartilham um perfil semelhante. A ideia é que você conheça quais são as características em comum desta fração da sociedade que será o foco do seu negócio: “É básico saber se o produto ou serviço que está sendo planejado é desejado pelo público – e em quais características e condições – principalmente antes de lançar”, especifica Dilson.

Duas perguntas essenciais para entender o seu público-alvo:
1 – Por que as pessoas se beneficiariam do seu produto/serviço?
2 – Quem são estas pessoas?

A pesquisa:
Realizar pesquisa de mercado não é algo inacessível para os pequenos negócios, na verdade é um mecanismo que deve ser sempre utilizado para entender a demanda do público – que está sempre se atualizando. “As pesquisas trazem insights, que aumentam a capacidade de compreensão sobre o cenário em que se está adentrando ou no qual se quer crescer”. Existem empresas especializadas nesses serviços, mas Dilson afirma que é possível fazer gratuitamente e ensina um passo a passo para você começar.

Passo a passo de uma boa pesquisa:
1. A ideia – objetivo claro. O que você quer saber?
2. O público – Quem você vai ouvir?
3. Cronograma – Quanto tempo vai durar sua pesquisa?
4. Questionário/formulário – Quais questões podem me ajudar a tirar conclusões interessantes? Faça antes um teste com menos pessoas.
5. Divulgação – Onde você vai aplicar/divulgar sua pesquisa? Nas suas redes sociais, no Whatsapp ou e-mail dos clientes, presencialmente na loja?
6. Análise os dados – Tente entender o que as respostas dizem. O que podemos aprender com o resultado? Que ideias podemos ter?

“O importante é que as pesquisas a serem desenvolvidas - ou aquelas que você já encontra prontas em sites jornalísticos, dos governos e entidades ligadas ao comércio - , contribuam para o seu posicionamento, para saber se o seu negócio é viável, do conhecimento sobre a concorrência e para impulsionar seus negócios nas redes sociais”, finaliza Dilson.

 

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O que faz a sua marca ser lembrada?

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00:00 | Jun. 21, 2022 Tipo Publieditorial

Pense na sua marca favorita. Pode ser a do seu telefone, da sua televisão ou até mesmo daquela hamburgueria que você adora ir aos finais de semana. Provavelmente, as marcas que já fazem parte do seu dia a dia logo vão vir a sua cabeça. Quando você pensa em telefone, você pensa naquela marca, com o televisor e a hamburgueria do mesmo jeito. Isto acontece porque essas marcas despertam sensações em você. 

Isso significa que o trabalho de branding dessas empresas está sendo muito bem executado. Branding é o conjunto de ações voltadas para sustentar o posicionamento da marca, com o alinhamento certo de seus propósitos e valores. W Gabriel, especialista e consultor de marketing, mídias sociais e omnichannel, explica como é o funcionamento por trás do branding: “Com esse conjunto de ações, criam-se conexões tão fortes entre as pessoas e a marca que isso se torna um fator decisivo para que os clientes escolham sua marca, e não o concorrente, no momento de decisão de compra”.

E, ao contrário do que muita gente pensa, não são só as grandes empresas que precisam pensar em branding, a sua micro e pequena também precisa se ela quiser se destacar – e ser lembrada. “É óbvio que grandes marcas como Omo, Vanish, Nike ou Adidas são memoráveis em boa parte do mundo. Mas isso não quer dizer que, na gôndola do supermercado, na lista do iFood, no corredor do Centro da cidade ou na esquina do seu bairro, não possa existir uma marca que se conectou tanto com o público, que jamais será esquecida”, exemplifica o especialista. Mas como seu pequeno negócio pode ganhar investindo em brandind digital?

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A seguir listamos 2 dicas para seu negócio apostar nesta estratégia:

1)Desenhe sua marca com técnicas profissionais de design 
Não importa se você vai usar apenas on-line ou fisicamente, você pode desenhar sua marca apenas com texto ou também com ícones. Seja como for, lembre-se de que sua marca deve transmitir de imediato a promessa da sua empresa, como leveza, sabor irresistível, confiança na qualidade, status ou outros. Para transmitir isso, o desenho da marca precisa ter traços, cores, posições dos elementos, dentre outros aspectos que apenas um profissional da área saberá compor. Fazer isso é importante para que sua marca seja lembrada e entendida e, mais do que isso, que desperte uma sensação em quem vê. Como ela será a lembrança mais repetida que seu cliente verá, principalmente nos meios on-line, dê atenção redobrada a esse trabalho.

2) Construa sua fachada
(física ou on-line) de forma convidativa

Infelizmente, muitos empreendedores negligenciam a fachada (física ou on-line) de suas empresas. Certamente, você já deve ter ouvido que “aquela empresa está quebrando, parece que está abandonada” ou então “eu não vou entrar aí, tenho até medo” ou até “eu nunca encontro vocês na internet, desisto”. São sentimentos como esses que invadem a mente dos clientes quando eles encontram fachadas maltratadas. E certamente não é esse tipo de comentário que você quer ouvir de seus clientes.


Mesmo que você precise ter uma fachada física, coloque-se no lugar de quem está passando pela rua e que não conhece seu negócio. Essa pessoa se sentiria à vontade para entrar no estabelecimento? Despertaria nela a confiança necessária para comprar de você? E, mesmo que ela nem sequer entre, ela se lembraria da sua empresa em outra oportunidade? Tenha atenção: tudo hoje acaba nos meios digitais, ou seja, se sua fachada física não fizer qualquer link com os meios digitais, seja divulgando seu site, perfil do Instagram ou contato pelo WhatsApp (a partir do número ou QR Code), a pessoa interessada não poderá nem pesquisar por você mais tarde para se lembrar mais facilmente de tudo o que viu. Todas essas são perguntas para que você consiga decidir sobre a comunicação de informações e layout que colocará na fachada.


Mas, caso sua fachada seja on-line, a partir do seu site ou outra plataforma oficial, é importante que reflita se é fácil entrar em contato com você a partir dali, se é possível saber de forma rápida o que você realmente faz, se há como definir qual sua principal promessa para se difeenciar da concorrência e se existe alguma maneira que fará a pessoa lembrar de você em outra oportunidade. Após essas reflexões, fica mais fácil bater o martelo sobre qual a melhor fachada (física ou on-line) para seu negócio.

W. Gabriel fala justamente sobre este assunto no módulo 6 do curso Transformação Digital para Micro e Pequenas Empresas, o curso gratuito do Movimento Empreender, que tem como objetivo elevar a qualidade da presença dos pequenos negócios no digital. Para se inscrever basta acessar movimentoempreender.com Inscritos com CNPJ ganham benefício exclusivo.

 

 

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Monique Evelle, uma das 50 profissionais mais criativas do Brasil, participa de Webinar gratuito

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00:00 | Jun. 14, 2022 Tipo Publieditorial

Empresária, ativista, escritora e uma das vozes mais importantes da Inovação do Brasil, Monique Evelle é, antes de tudo, potente. Monique é ponte. Mulher preta, nordestina, trabalha na contramão das estatísticas e vive para mostrar que o estigma pode e deve ser quebrado, desde que disponibilizadas as ferramentas necessárias. Com 27 anos, a baiana é fundadora da Inventivos, plataforma de desenvolvimento de novos empreendedores, além de figurar na lista dos 50 profissionais mais criativos do Brasil, pela revista Wired. E ela, é uma das palestrantes convidadas da Semana em Movimento, um dos maiores Webinars gratuitos sobre empreendedorismo, que acontece de 20 a 27 de junho. Inscreva-se aqui.

Monique começou a pensar cedo nas causas sociais. Com apenas 16 anos deu o pontapé inicial do seu primeiro projeto – o Desabafo Social - que, mesmo sem saber, já começava ali sua jornada empreendedora. Mas algo já a incomodava: onde estavam seus pares? Onde estavam as referências de outras pessoas que se pareciam com ela? Onde estavam os negócios de mulheres pretas que estavam dando certo?

A inquietação ultrapassou o plano das ideias e Monique projetou. Não só, colocou em prática, pediu ajuda quando foi preciso. Vislumbrou um futuro possível e próspero não só para si, mas tem apostado firmemente na ideia de que pode levar outros a também idealizar. Empreender no Brasil não é fácil, principalmente para as maiorias silenciadas, mas encontrar no caminho histórias como a da Monique nos faz acreditar que é possível outra realidade. Como ela mesma concluiu durante sua jornada: “não é possível que as pessoas achem normal ter apenas uma Monique”.

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Nesta entrevista, ela divide um pouco da sua grande experiência. Fala sobre como começou, sobre os caminhos possíveis para empreender no Brasil, dificuldades, preconceito. Uma bate-papo direto, sem amarras e sem medo de dividir o que sabe. Talvez seja essa, inclusive, uma de suas maiores inovações: trabalhar na perspectiva de agregar, de subir, mas levar outras e outros. Se você não conhece Monique, deveria. Mesmo se não tem um negócio.


Movimento Empreender: Aos 27 anos, você é hoje reconhecida como uma das maiores vozes de Inovação no país. Mas sua trajetória começou muito antes, por volta dos 16. Você já pensava nessa perspectiva do empreendedorismo?

Monique: Na verdade, eu comecei sem saber que o que eu estava fazendo era empreender. Por diferentes motivos. Um deles é que a gente não tinha tantas referências como hoje de pessoas que empreendem - e se parecem comigo -, no lugar de empreender por autonomia, empreender por oportunidade. O Brasil tem muita gente preta empreendendo por sobrevivência. Mas até então, eu não tinha nenhuma referência de empreendedora que prosperava nos seus negócios por uma questão de escolha, de opção. Então eu não me entendia empreendedora, eu sabia que eu estava fazendo um projeto para resolver algum problema específico, que no caso era relacionado a educação e direitos humanos, há dez anos. Quando eu tinha 18 anos, eu comecei a entender que tá, não é possível que não tenha um caminho onde a gente possa mudar o mundo e ganhar dinheiro ao mesmo tempo. Por que eu já não estava conseguindo me ver, a longo prazo, trabalhando em alguma outra empresa, independente de qual. Eu não conseguia. Com certeza tem como criar alguma coisa nesse caminho. Corta, começo a entender que era possível empreender por uma questão de autonomia, uma questão de escolha, e de oportunidade também. Mas foi na jornada que eu comecei a identificar esse caminho, não foi de imediato.


ME: Quando você teve dimensão, real/oficial do tamanho e potência do teu trabalho?

Monique: Quando outras pessoas começaram a enxergar potencialidade naquilo que eu fazia eu falei: pra mim o que eu faço é tão óbvio, que não é possível que as pessoas estejam achando demais, estejam achando incrível. Então eu falei tá, existe um público que consegue enxergar potência, porque eu não posso ser essa pessoa também? Acreditando naquilo que eu estou fazendo. A partir disso, começaram os reconhecimentos, muito no lugar chamando de inovação e eu realmente acreditava - e eu acredito desde sempre - que inovação é fazer funcionar. Eu não estou inventando a roda, na época eu também não estava inventando a roda, mas diante do que eu tinha como ferramentas, eu estava fazendo funcionar dentro do que eu estava propondo.

ME: Alguns acreditam que, na maioria dos casos, só existe um tipo de empreendedorismo, aquele por necessidade, e falam que precisamos investir na criação de empregos formais, que não dá para “estimular” o empreendedorismo dentro de um contexto opressor, que empurra as pessoas para a informalidade. Como você enxerga isso?

Monique: Eu também tive esse momento, porque eu falei como é que eu vou dizer pra pessoa ser empreendedora se ela está passando fome, não tem como, é perverso. Mas aí eu também entendi que dentro do universo de empreendedorismo de negócios, existem diferentes narrativas. Uma delas é meritocrática, na qual eu não acredito. Outra é vai lá e faz, como se todo mundo pudesse ir ali e fazer. Não é verdade. E uma outra coisa que eu fiquei pensando é, será que, se tivesse incentivo na escola, a ponto de ver a possibilidade de empreender, eu não já teria empreendido antes? Porque eu comecei no colégio, mas ninguém me ensinou, eu fui fazendo. Até que depois de anos, eu entendi que era negócio e não apenas um coletivo, um mero projeto. Por que a escola não me ensinou? Por que a escola não mostrou possibilidades? Provavelmente porque nunca foi visto como um caminho possível. Sempre foi o lugar da “sevirologia”, tem que se virar. Então não dá pra mostrar o caminho de algo que não existe. Não à toda hoje eu criei a Inventivos, pensando nesse passo a passo pra quem quer empreender, porque com certeza se tivesse isso na escola eu não teria trocado três vezes de curso, Não teria ido pra engenharia ambiental, depois pra direito, depois me formar no bacharelado interdisciplinar em humanidades.

Existem narrativas plurais no empreendedorismo, a gente precisa entender e ouví-las. Não é exclusivamente por necessidade, até porque se a gente fica nessa negação de não preparar as pessoas, de não incentivar, ela vai estar empreendendo como hobby e ganhando dinheiro em outro trabalho CLT. Ou seja, a saúde mental vai embora, o sonho de empreender, também, e a possibilidade de ter uma perspectiva que era possível, já era. Por que sempre falaram que era por necessidade no Brasil, e não precisa ser. Além de necessidade, temos que falar de um empreendedorismo precarizado, num é legal a gente empreender e continuar passando fome, não é possível isso e achar normal, isso é precarização, está errado. A gente quer empreender pra poder contratar pessoas, gerar renda, ter desenvolvimento local. É uma outra perspectiva, eu empreendo por isso e para isso.

ME: Quais são os caminhos possíveis para quem quer empreender no Brasil?

Monique: Tem uma coisa, empreendedor quer resultados rápidos, né? Sim, a gente planeja pra ter resultados daqui a seis meses. Quando esse resultado não chega em 6 meses, a gente desiste. Fim. E vai seguindo a única narrativa de pra ter sucesso tem que fazer isso, aquilo, mas tem que ser rápido. Gente, não é. Tem realidades diferentes. A minha realidade é diferente da sua e de qualquer outra, porque são histórias diferentes. Quando a gente entende isso, a gente começa a equilibrar expectativa e realidade. Não dá pra gente achar que vai correr e utilizar a mesma ferramenta que fulano ou ciclano, que conseguiu em 6 meses. Não é assim, esse é um passo importante.

A gente já tem no nosso imaginário, a sociedade já entende, que tem um processo. Que processo é esse? Faz o vestibular ou o Enem agora. Passa, comemora, tem as provas, TCC, formatura e, quem sabe, você trabalha na área que você estudou. Pronto. Existe um passo a passo por que o imaginário da sociedade foi construído por séculos em cima disso. E na hora de empreender não existe fórmula mágica. Mas existem alguns caminhos possíveis, e eu acredito em um: começar com o que tem. Mas começar com o que tem, não significa continuar nesse estado. Porque não dá pra crescer apenas com o que tem, também não dá pra crescer sozinho. Logo, o segundo passo é: encontre sua tribo.

ME: E o que isso significa?
Se eu sou da área, por exemplo, de gastronomia, minha tribo é da área de alimentação, minha tribo é da área de gastronomia. Preciso procurar pessoas que estão no mesmo estágio que eu, e isso se chama mentoria entre pares. Por que às vezes a gente só quer a pessoa que conseguiu, né? Alguém que tem uma rede de restaurantes, aí eu quero estar com ela. Não, né minha gente? Mentoria entre pares, pessoas no mesmo estágio. E também, claro, pessoas que estão em estágios diferentes, inclusive à frente porque começou antes e começou com outras ferramentas. Por que aí entra o terceiro passo: pedir ajuda! A gente está tão na lógica de ser nosso próprio chefe, que esquece de pedir ajuda. Parece óbvio o que eu estou dizendo, mas é sério, as pessoas não pedem ajuda e ficam assim, como você falou, até madrugada fazendo. Esquecem que nesse pedir ajuda, é a parte que a gente consegue errar menos. A gente aprende com o erro dos outros, minha gente. Eu tive esse momento e falei assim: não é possível que eu vou ficar a vida inteira virando noite, já que eu quero continuar no meu negócio, não tem condições. E aí entra uma outra coisa: delegar tarefas. As pessoas não delegam. Por que empreendedores quando começam sozinhos acreditam que nós somos os únicos capazes de criar o que a gente cria - só eu sei fazer o bolo desse jeito, só eu consigo entregar o portfólio de comunicação desse jeito - , a gente acha que a nossa ideia é a melhor sempre.

ME: E sem delegar…

Monique: Quando a gente não consegue delegar, a gente não consegue crescer. Porque você vai chegar num momento de esgotamento mental por conta do trabalho e depois vai desistir e vai dizer que “empreender não é pra mim”. Empreender não é pra mim, logo eu estou sobrecarregada e vou voltar pro CLT porque tudo o que eu passei foi frustrante. A gente não quer saber do processo, a gente quer o resultado final, e isso não existe. A gente não encontra a nossa tribo, a gente não pede ajuda, a gente não delega, a gente quer o resultado o mais rápido possível e não testa nenhuma ideia antes. A gente coloca toda energia, esforço, tempo, dinheiro, às vezes que nem tem, em algo que não sabe se vai funcionar. Eu testo TUDO, antes de colocar todo esse esforço. A Inventivos foi um teste. Eu falei assim: gente, não é porque hoje eu tenho condições melhores, que eu vou colocar todo o meu tempo, dinheiro e energia nisso, não é possível. Vamos testar. Como foi o teste? Quanto custa o domínio, o nome Inventivos? R$50 por ano. É isso o que eu preciso, registrar o domínio, ver se as pessoas vão acessar esse site e colocar vendendo. Então a gente lança a Inventivos como um protótipo, um mínimo produto viável, porque eu preciso de um portal, e começo as vendas. Em 5 dias a gente tem 463 pessoas pagantes. Sim, funciona, a gente testou. Viu que tem demanda. E a gente teve que mudar em tempo real tudo, porque o dinheiro entrou. Então testem antes de gastar energia, tempo e dinheiro pra fazer isso acontecer.

Me: É difícil empreender no Brasil?

Monique: Sim, é difícil empreender no Brasil. Principalmente se você é uma pessoa preta, periférica, mulher ou faz parte das maiorias silenciadas. Fim. O racismo vai estar ali todo dia, o machismo vai estar ali todo dia. LGBT fobia também. Então não é só pensar no negócio, somos atravessados e atravessadas por tantas questões, que fazem com que a gente paralise muitas vezes. Você está vendendo e no processo de venda você sofre racismo, como lidar com isso? O acesso ao crédito, por exemplo, a gente sabe que empreendedores negros tem acesso negado muito mais do que empreendedores não negros e não indígenas. E assim por diante, então sim é difícil empreender no Brasil se você faz parte das maiorias silenciadas.

ME: E o que que falta na mente empreendedora brasileira?
Sobre ter a mentalidade empreendedora é um exercício, mas que envolve algumas coisas antes. A gente tem medo de errar porque não temos a chance de errar. Não dá pra errar. Se você é uma pessoa preta, periférica, não tem a chance de errar. Crescemos nesse universo do medo do erro. Eu tive muito medo do erro. Mas um exercício que eu fiz era muito nesse lugar de - o que eu sei fazer? Por que era só eu, né? Não tinha como ser outra pessoa fazendo, então naquele momento a única coisa que eu coloquei na minha cabeça era: o que eu sei fazer e o que eu consigo fazer com aquilo que eu tenho? E algo sem sofrimento também. Se no caso de uma pessoa do Piauí o que ela sabe fazer é cozinhar, talvez seja por ali que ela deva começar. Fim. Não precisa analisar mais nada. Agora, a partir do momento que deu o passo 2, ou seja, as vendas começaram, têm que recorrer sim, ou pede ajuda ou aprende a parte de gestão, a parte de finanças e por aí vai. Então assim, nesse lugar da mentalidade empreendedora é muito sobre começar com o que tem e o que sabe fazer. Eu não acho que nem que iniciar pirando demais. O próximo passo é realmente pedir ajuda.

Me: Você sempre teve essa cabeça inquieta, de pensar na frente, fora da caixa?

Monique: Minha mãe sempre disse que eu era uma criança madura demais. Enquanto outras crianças queriam brincar, eu queria assistir jornal. E quando eu entendi, a partir do Desabafo Social, que eu podia criar coisas interessantes, e no meu caso negócios, eu planejei isso. Por que tem isso aí de tá acontecendo e a gente vai no fluxo. Mas se está funcionando esse fluxo eu preciso, intencionalmente, criar outras coisas. Quando eu vi que estava funcionando, eu me vi me planejando em dez anos. Eu queria chegar onde eu estou hoje. Como? Passo a passo também. Então eu realmente coloco no papel as possibilidades. Eu sempre fui assim, mas muito no lugar de ter que virar a chave várias vezes pra ser intencional. Eu entendia que estava vindo muita coisa, mas como eu filtro? Como eu sei dizer sim/não? Como eu tenho responsabilidade, inclusive, quando você não é responsável por aquilo? É uma questão de associação, se eu disse sim pra trabalhar como consultora em alguma empresa, eu tenho responsabilidade sobre isso mesmo não sendo Monique. Tendo A, B ou C. E eu tive que entender tudo isso. Pedindo ajuda, pausando quando deveria pausar – que tá tudo também -, acelerando quando devia acelerar, mas foi planejado. Quando eu vi que era possível, eu desenhei meu caminho nos próximos dez anos, não à toa eu passei o bastão do Desabafo quando fez dez anos pra outra pessoa. E agora eu estou planejando os meus próximos dez anos.


Me: O Movimento Empreender trabalha na perspectiva de incentivar e trazer capacitação para os micro e pequenos negócios, como você enxerga essas pequenas potências que, por exemplo, neste ano, puxaram a criação de empregos formais?

Monique: Mesmo num momento como esse com a pandemia e outras crises que a gente vai enfrentar, são os pequenos negócios que reconhecem a importância da empregabilidade. Por que os unicórnios, olha o que está acontecendo agora no universo das startups, as grandes empresas, que conseguiram grandes rodadas de investimento de milhões de dólares, foram as primeiras que começaram a demitir. É uma falácia hoje ser unicórnio no Brasil e em qualquer lugar do mundo. Na primeira crise demissão em massa. Porque é isso, queimam dinheiro e não pensam em um crescimento sustentável.

Eu aposto cem por cento nos pequenos negócios porque é um crescimento sustentável. O caixa existe, o dinheiro entra, o emprego funciona, desenvolve o território, mesmo que seja um bairro. São cinco pessoas contratadas no bairro, no caso são cinco famílias que mesmo em crise estão empregadas. Então a potência dos pequenos negócios está aí, não só a potência, mas o encanto dos pequenos negócios de continuar fazendo o Brasil se movimentar. O Brasil existe enquanto economia por conta dos pequenos negócios. E pequenos negócios de pessoas que se parecem com a gente, é o norte e nordeste fazendo, são as mulheres movimentando, são as pessoas pretas fazendo tudo acontecer. E por que a gente ficou desesperado nesse movimento da pandemia? Por que pessoas pretas, periféricas pararam de consumir. Então, se a gente tirasse todos os unicórnios por aí talvez o Brasil continuasse existindo, porque os pequenos negócios estavam existindo. Então por que é que a gente não consegue incentivá-los? Por que o crédito e a isenção de impostos que começaram na pandemia para as grandes empresas, não vieram para os pequenos negócios? Por quê? Porque a gente vê o nome pequeno, pequeno demais. Não no lugar da abundância, sempre no lugar da escassez, e esse é o maior erro para os Brasileiros.


Me: Olhando em retrospecto, como você se enxerga hoje e qual a importância desse lugar que você, mulher preta, nordestina ocupa? O que significa?

Monique: Significa tanta coisa. Mas tem um lugar de como não me tornar uma exceção, né? Não é possível que as pessoas achem normal ter apenas uma Monique, sabe? Que eu tenha os direitos básicos atendidos, porque tive ascensão social. Mas ascensão social não embranquece ninguém, muito menos eu. Então tem uma mistura de responsabilidade com fardo, clandestinamente feliz, por que às vezes é tanta tragédia que não dá tempo nem de comemorar. É tanta tragédia que não dá tempo nem de comemorar porque você não demitiu ninguém no meio de uma pandemia. Isso é importante, enquanto tem gente demitindo a gente está contratando, olha aqui! Mas não deu tempo, né? E penso todos os dias também em como continuar passando o bastão. Por isso eu realmente estou focada na Inventivos, porque eu não quero ser a exceção.

Me: No dia 27 de junho você fala no Webinar sobre o tema ‘o que abre portas para um negócio crescer’. Pode nos dar um spoiler?

Monique: Tem algumas coisas. Uma delas é mais do que uma ideia criativa, é ter uma ideia, uma solução que resolva um problema. Por que empreendedor tem um problema sério, que é se apaixonar tanto pela solução, mas não tá resolvendo nada. É só você que gosta. É mais sobre se apaixonar pelo problema, pela dor e ir atrás disso. Esse é um ponto que parece óbvio, mas é o que eu mais falo para os empreendedores. Uma segunda coisa é aquele momento, que foi o meu maior erro, que é ser futurista no tempo errado. Não adianta você visualizar que daqui há dez anos as pessoas vão precisar de algo, se neste momento do mundo as pessoas ainda não entenderam. O nome disso é contexto. Não adianta criar um negócio fora do contexto de agora. Por que fica difícil convencer o público, o cliente, o mercado e a sociedade. Isso é importante.

 

Semana Movimento Empreender

O maior Webinar de 2022 está chegando e você não pode ficar de fora desta incrível jornada. De 20 a 27 de junho, você vai aprender com os maiores nomes do empreendedorismo: Monique Evelle, Nath Finanças, Rijarda Aristóteles e muito mais. O evento é gratuito e com benefícios extra para quem se inscrever com o CNPJ. Faça sua inscrição aqui

 


 

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