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IA é tendência para micro e pequenas empresas

Como aplicar a Inteligência Artificial no seu negócio
00:00 | Set. 14, 2021
Autor O Povo
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O Povo Jornal
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O novo perfil do consumidor, cada vez mais digital e exigente, vem tirando empresas da zona de conforto e empurrando-as para pensar novas e eficientes formas de se relacionarem com seus clientes. Diante desse cenário, é preciso arregaçar as mangas e construir ações focadas na melhor experiência do cliente, apoiadas em tecnologias emergentes com recursos como o da Inteligência Artificial (IA), por exemplo.

Inteligência Artificial é uma nova geração de algoritmos, que aprendem, a partir de um grande volume de dados, os padrões que estão naqueles dados. É a área da tecnologia que se refere à capacidade das máquinas de pensarem de forma muito semelhante aos seres humanos. E hoje, principalmente com as mudanças impostas pela pandemia as regras de consumo, vem sendo cada vez mais aplicada à rotina das empresas. Como explica o professor Associado do Departamento de Computação da UFC, José Macêdo, “as empresas precisam de IA para poderem lidar com o grande volume de dados existentes e poderem extrair valor desses dados para utilizarem na melhoria de seus negócios”.

Padrão de compra do cliente e entendimento de suas preferências são apenas alguns exemplos de dados a serem mensurados pela IA. Com eles, é possível antever, por exemplo, ações dos clientes antes que elas aconteçam. Vamos supor que você seja cliente de uma empresa de TV por assinatura (mas poderia ser jornal, revista, streaming), mas você não está satisfeito com o serviço que estão lhe oferecendo e está prestes a cancelar. Só que o algoritmo por trás da IA já sabe disso, e a empresa, antes que você prescinda de seus serviços, vai lhe oferecer inúmeras vantagens para que você desista da ideia de trocá-la por outra do mercado.

Isso é possível graças a todos os dados que foram coletados ao longo do tempo em que você se relaciona com a empresa. Cada vez que liga para reclamar, cada atendimento, tudo está sendo computado, listado e catalogado, formando seu perfil. “Por que que isso é interessante, por que a empresa pode antever um problema e agir sobre esse problema antes que ele aconteça”, enfatiza Macêdo.

E não há dúvida: o recurso veio pra ficar. De acordo com o Índice de Nível de Inovação e Crescimento IA (Inicia), o uso de tecnologias de Inteligência Artificial cresceu de 38%, em 2018, para 48%, em 2020. Mas não são só as grandes empresas, que precisam lançar mão da tendência. Micro e pequenos negócios podem e devem se beneficiar dessas facilidades, agilizando processos e fortalecendo relacionamentos.

Classificação de clientes, para saber se esse cliente é bom, médio ou regular, precificação de produtos, segmentação do público, campanhas digitais, customização de produtos, buscas personalizadas e automação do atendimento via chatbots são apenas alguns dos exemplos do que a IA pode fazer pelo seu negócio.

“Outro ponto que eu acho que vale a pena mencionar é que a Inteligência Artificial pode ajudar a melhorar a qualidade do trabalho das pessoas dentro da empresa. Então, ao invés de a pessoa ter que ir lá preparar planilha, ficar olhando aqueles dados, ela pode trabalhar junto do algoritmo”, defende Macêdo.

Ele explica ainda que não é que o algoritmo vá substituir pessoas, ele vai melhorar a qualidade daquele trabalho e amplificar suas capacidades. “Com isso a empresa vai se tornar mais eficiente nas suas ações e seus funcionários também serão mais qualificados por que terão o apoio desse algoritmo”, finaliza.

Quer se aprofundar e aprender de vez como dominar essa e outras tecnologias para aplicar no seu negócio? Não perca a oportunidade e inscreva-se agora no curso GRATUITO “Transformação Digital para micro e pequenas empresas”. Em formato de ensino à distância (EAD), o curso, idealizado pela Fundação Demócrito Rocha, com o apoio da Universidade Federal do Ceará, tem como objetivo promover o debate, a qualificação e o aperfeiçoamento de profissionais, empreendedores e pequenas empresas que querem desenvolver novos negócios ou incorporar as soluções digitais nas estratégia do seu negócio. 

Para acompanhar tudo sobre o universo do empreendedorismo acesse MOVIMENTO EMPREENDER e tenha acesso a um universo de possibilidades.

 

 

 


 

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Empreendedorismo: Transformação digital é tema de curso gratuito

PubliEditorial
07:58 | Set. 09, 2021
Autor O Povo
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 A transformação digital é o processo de usar tecnologias digitais para criar novos ou modificar os existentes processos de negócios, a cultura da empresa e o relacionamento com o cliente. As empresas criadoras de tecnologia oferecem possibilidades para novos modelos de negócios e formas de receitas. Mas não se trata somente de adotar a tecnologia. É preciso criar uma estratégia para estimular o aprendizado contínuo, a experimentação rápida e para gerar valor a partir de novos recursos como os dados, por exemplo.

Com o objetivo de promover o debate, a qualificação e o aperfeiçoamento de profissionais, empreendedores e pequenas empresas que querem desenvolver novos negócios ou incorporar as soluções digitais na estratégia do seu negócio, o Movimento Empreender, por meio da Fundação Demócrito Rocha, com o apoio da Universidade Federal do Ceará (UFC), promove o curso gratuito Transformação Digital para micro e pequenas empresas.


"É muito importante que o empreendedor conheça os conceitos e principais aplicações das novas tecnologias e de como planejar a sua presença digital, já que não se trata apenas de tecnologia, mas de uma estratégia para aplicá-las em seu negócio. Este curso irá trazer esses conceitos e aplicações de uma maneira muito prática para o pequeno empreendedor, para que ele possa explorar essas ideias rapidamente, medir os resultados e planejar novas ações para a sustentação do seu negócio", explica a engenheira da computação e coordenadora do curso, Janaína Oleinik.


Marketing digital, Dados, Big Data, Blockchain, Inteligência Artificial, Modelos de Negócio (B2B, B2C,C2C e B2G), Inovação e muitos outros importantes temas compõem a grade de programação do curso. As atividades ocorrerão através de três canais complementares: fascículos (com apresentação digital), vídeoaulas e rádioaulas, apresentadas por monitores de larga experiência na transmissão de conhecimentos no campo dos pequenos negócios, além da interação com os participantes por meio das redes sociais. Com 160h/aula e em formato de ensino à distância, o curso terá ainda emissão de certificado para os alunos concludentes.

Inscrições a partir do dia 10 de setembro através do site Movimento Empreender.

O Movimento Empreender tem muito mais conteúdo para alavancar seu negócio. Acesse movimentoempreender.com e saiba mais!

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Quem não dá assistência perde para a concorrência

#PubliEditorial
00:00 | Set. 07, 2021
Autor O Povo
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Imagine a seguinte situação: aparece na sua timeline uma marca que você super se identificou com ela. Vamos supor que você encontre o sapato dos sonhos, aquele que há tempos você procura. Mas a legenda não foi o suficiente e você tem algumas dúvidas. Manda nos comentários, nada. Aposta no inbox, zero resposta. Sem um site, você recorre ao WhatsApp.

Dias depois, quando finalmente você é atendido, descobre que a loja está sem o seu número. Resultado: muito provavelmente esse cliente hipotético perderá o interesse na marca. É preciso, mais do que nunca, estar atento aos detalhes, principalmente por que hoje em dia tudo o que se faz na internet deixa rastros online, influenciando positivamente ou negativamente os próximos clientes.

Por isso não basta oferecer produtos e serviços, é preciso também sustentar uma boa imagem. É o que defende W Gabriel, consultor e especialista em marketing digital. O consultor de empresas explica que não é suficiente para alavancar seu negócio ter uma loja virtual no ar ou postar imagens e ofertas dos produtos, hoje boa parte das empresas já faz isso.

A questão central está em como atender os clientes que chegam até você com dúvidas, sugestões e reclamações. “É necessário, portanto, que as empresas deem tão ou até mais importância ao atendimento do que necessariamente à divulgação. Do contrário, a empresa estará divulgando não seus produtos e serviços, mas sim um problema real que pode espalhar uma péssima fama, gerando até uma perda em massa de novos clientes.”, enfatiza.

Você deve agora estar se perguntando: - mas como, então, deve ser esse atendimento virtual? Segundo W Gabriel, por exemplo, não é por que seu atendimento é online, que você deve dar retornos 24h por dia. Defina um horário e deixe isso claro para o cliente. Mas, uma vez dentro deste horário, faça um bom atendimento, sem negligenciar. E mais:

- Vale a pena iniciar com atendimento automático?
Sim, isso agiliza o processo. Porém, as primeiras respostas precisam ser as mais claras para direcionar o cliente. “Se for o horário de atendimento, seja claro sobre qual o melhor horário. Se forem opções para o cliente escolher sobre o que quer falar, cite o tempo de resposta. Se houver um chatbot longo e detalhado, que ele abra espaço para um atendimento humanizado, caso o cliente deseje. E nunca, de forma alguma, deixe o cliente sem expectativa de resposta, sem saber sequer se a mensagem foi recebida. Essa é a pior das sensações”, pontua W Gabriel.

- E por onde fazer esse atendimento?
Por todos os canais que você está atuando. “Por isso, digo e repito: só entre em uma nova plataforma se você puder cuidar dela 100%. Caso contrário, foque apenas na que você já está muito bem”.

Há empresas que fazem bastante a dupla Instagram e Whatsapp, um para divulgação e o outro para atendimento. E Isso é ótimo. O único problema é quando um demora demais para responder e o outro se perde na resposta. “Isso é inaceitável. E piora ainda a situação se as regras de cidadania forem quebradas, como xingar o cliente, dar respostas secas, escrever português errado (não só um erro de digitação, mas gramaticalmente errado), ser preconceituoso ou agir com desaforamento. Nada disso é aceitável, tanto no online como na vida social presencial”, reitera o especialista.

Mas o que não pode faltar para sustentar uma boa imagem da sua empresa nos meios virtuais? W Gabriel manda mais dicas:

1 - Certamente, não pode faltar uma ou mais vias oficiais de comunicação com o cliente ou futuro cliente. A internet é essencialmente dinâmica, interativa, na qual todos podem pesquisar sobre tudo e, naturalmente, ter dúvidas sobre o que vai comprar.

2 - Se sua empresa não cuida do atendimento a dúvidas, sugestões ou reclamações dos clientes, o concorrente pode fazer esse atendimento e acabar ganhando seu cliente por oportunidade. A oportunidade que você mesmo deixou aberta.

3 - Há empresas que trabalham esse atendimento de forma automática, usando chatbot. Essa automação é uma oportunidade de acelerar o atendimento inicial. Mas depois pode haver pontos mais complexos que precisam ser atendidos, como dúvidas operacionais, negociações específicas para compra, dúvidas de usabilidade e até reclamações, nas quais o cliente precisa ser acolhido e ouvido. Assim, para alguns mercados, é necessário que haja, mesmo no final do processo, um atendimento humanizado, pois o robô pode fazer a esmagadora maioria do atendimento, mas nem sempre ele conclui com sucesso.

4 - A boa imagem nos meios virtuais passa também por todas as regras de cidadania, seja virtual ou presencial. Essa regras perpassam por respeito ao ser humano, consciência social, tolerância à diversidade, respeito ao meio ambiente sustentável e diversas outras práticas. Óbvio que isso pode gerar uma boa imagem, mas é mais importante ainda porque gera exemplos de sociabilidade, de maneira que possamos construir um mundo melhor.

5 - Por fim, essa boa imagem também exige o cuidado estético, por causa dos modelos mentais de qualidade que todo ser humano possui. É importante frisar que não existe a estética feia ou bonita, mas sim a mais coerente com o conceito que se quer passar. Se sua empresa trabalha com foco em um público específico, sua comunicação visual precisa falar a linguagem desse público, com a harmonia cromática coerente, o senso estético alinhado com esse público e a ambientação agradável a esse público. Estando tudo isso alinhado, certamente isso agregará uma boa imagem visual também e atrairá seu público. Designers, arquitetos e outros profissionais são chave nesse processo, porque são preparados para entender o público que se quer atingir e, esteticamente e usualmente, oferecer a melhor experiência a eles.

Gostou desse conteúdo? Não perca a oportunidade de dar um salto digital ao seu negócio com o curso GRATUITO “Transformação digital para micro e pequena empresa”. Inscrições a partir do dia 10 de setembro.

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Por que toda empresa deve ser digital?

#PubliEditorial
00:00 | Set. 02, 2021
Autor O Povo
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Qual a primeira coisa que você faz quando precisa comprar algo? Pesquisa. Mais especificamente, joga na internet. Lá, além do acesso às informações básicas do produto, é possível ainda analisar a satisfação de outros clientes que já adquiriram o que você está almejando. Ninguém mais faz compras no escuro. Aquele tempo de bater perna no Centro da cidade, entrando e saindo de loja, pesquisando já não faz mais tanto sentindo – salvo para os fãs da modalidade ‘bater perna no Centro’, claro.

Presença nas redes sociais. Hoje todo mundo que tem um negócio, seja ele grande ou pequeno, está lá. Mas você sabia que isso não significa que sua empresa seja digital? Ser digital é incluir soluções digitais nos processos de sua empresa. Com o auxílio dessas ferramentas, é possível criar novos negócios ou melhorar os serviços já oferecidos.

Não é algo novo, já vinha acontecendo, mas de fato, foi acelerado pela pandemia, principalmente, para os pequenos negócios. Presença digital é “ter processos de negócios que exploram soluções digitais para aumentar qualidade, velocidade e alcance do trabalho”, como define Janaína Oleinik, Engenheira da Computação.

A mestre em informática lembra ainda, que quem não está presente no digital, provavelmente não será lembrado ou encontrado no momento em que o potencial cliente iniciar sua jornada de busca ou compra. “Ao mesmo tempo que ele não tem acesso as suas informações atualizadas, ele encontrará várias opções de concorrentes”, enfatiza Janaína.

Para habilitar seus canais digitais, é preciso traçar estratégias. Hoje, 80% do tráfico na internet vem do consumo de vídeos, talvez seja por isso que ultimamente você tenha visto tanta gente fazendo dancinha por aí. Mas afinal, como otimizar minha presença digital? Nossa especialista da computação, é quem manda as dicas.

1 – Conheça e escolha os canais mais adequados ao seu negócio. Procure entender quais são as regras do jogo do canal. Se você é um designer, precisa estar também no Instagram, mas não pode deixar de se apresentar na Behance, a rede de designers, por exemplo.


2 - A jornada do cliente muitas vezes começa no buscador, principalmente no Google. Explore as ferramentas de otimização de busca e, se possível, publique alguns anúncios pagos.


3 - Site: mantenha seu site atualizado com as informações mais importantes sobre a empresa, sobre o processo de trabalho, parceiros e fornecedores. Se já contar com algumas experiências de clientes, agregue alguns testemunhos. Mesmo que o produto ou serviço já seja conhecido da população em geral, não deixe de realizar ações que ajudem na educação do seu futuro cliente: explique, conte as histórias que o ajudarão no processo de decisão na jornada de compra.


4 - Explore as redes dos clientes: a sua marca e a reputação são construídas com o apoio deles. Lembre-se que a comunicação ficou mais fácil, e a experiência do cliente vem em primeiro lugar, inclusive, antes da experiência do consumidor com o seu produto ou serviço.


5 - Inove, experimente: o digital permite experimentar em ciclos mais curtos e de forma mais barata. Experimentação é aprendizado.


6 - Pense sim no TikTok. O seu trabalho poderá contar com a divulgação de pessoas que ainda nem o experimentaram.

Quer saber mais sobre o assunto, não perca a oportunidade de se inscrever no curso GRATUITO Transformação Digital para micro e pequenas empresas. Inscrições a partir do dia 10 de setembro pelo site: https://movimentoempreender.com

 

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Startups: saiba mais sobre o ecossistema que vem crescendo no país

#PubliEditorial
00:00 | Ago. 17, 2021
Autor O Povo
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Startup. Muito provavelmente você já deve ter ouvido falar inúmeras vezes nesta palavra. Não é a toa. Ela tem tido grande impacto no mundo quando o assunto está centrado no universo profissional e corporativo. Tanto que hoje é até difícil imaginar nossa vida sem as startups, que vem mudando a maneira como nos locomovemos pela cidade, procuramos acomodações para viagens, fazemos compras no supermercado, pagamos nossas contas e muito mais.

Aplicativos como Uber, o Airbnb, Instagram e Pinterest, por exemplo, já foram startups antes de se tornarem companhias multimilionárias. E não pense que apenas empresas internacionais recebem essa classificação. No Brasil, Nubank, Guia Bolso, Quinto Andar, Loggi, Contabilizei, Creditas e Amaro são startups.

A cada dia no país e no mundo, nascem novos modelos de negócios que se encaixam dentro dos preceitos de Startup. E no Brasil não é diferente. De acordo com a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), de 2015 até 2019, o número de startups no país mais que triplicou, passando de 4.151 para 12.727 (um salto de 207%).

O termo startup, do inglês, significa “começar algo novo” e é comumente relacionado à inovação no mundo dos negócios. Portanto, uma startup é uma empresa que está em seu início, sem plano de negócios ou produto completamente definido, mas que tem algo novo a mostrar ao mercado.

Do ponto de vista legal, uma startup é uma empresa ou sociedade cooperativa/simples que tenha faturamento de, no máximo, 16 milhões de reais ao ano e que tenha até 10 anos de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).

E elas tem linguagem própria. Cheia de termos e palavrinhas diferentes, nem sempre é fácil entender os termos usados por essas empresas jovens e inovadoras. Por isso, pedimos uma ajudinha ao Sebrae e montamos um dicionário com palavras que compõem o vocabulário “startupês” para ajudar a entender melhor sobre este universo.

Dicionário "tartupês":

1. Pitch:
breve apresentação para falar da startup, da sua solução e só seu mercado, geralmente feita aos investidores, com foco em captar recursos financeiros ou sócios.

2. Incubadora:
organização que apoia as startups nas primeiras etapas do ciclo de vida, muitas vezes quando ainda são apenas ideias no papel.

3. Aporte
ato de aportar determinado recurso financeiro no negócio, comumente feito pelos fundadores, familiares ou investidores de risco, dependendo do momento da startup.

4. Fintech:
empresa de tecnologia voltada para o mercado financeiro. Ex: Nubank, Pagseguro.

5. Mvp – Minimal Viable Product
É o Produto Mínimo Viável que a startup precisa construir para testar a viabilidade do negócio e até captar os primeiros investidores.

6. Pivotar:
mudança brusca no modelo de negócio da startup, tendo por objetivo testar novas soluções ou migrar para outros mercados: girar em 180 graus para seguir outra direção.

7. Know-how:
saber como fazer algo; conhecimento que vai além do teórico e que produz efeitos práticos dentro da startup ou de um determinado ecossistema empreendedor.

8. Unicórnio:
gíria para startups que valem mais de 1 bilhão de dólares; startups raras, com alto valor de mercado e que chamam a atenção dos investidores.

9. Smart Money:
capital financeiro acrescido de intelectual; aporte que vai além do dinheiro, envolve o know-how do investidor e promove a melhor orientação da startup.

 

Confira ainda nosso conteúdo exclusivo no Podcast Empreender, com dicas imperdíveis para você alavancar seu negócio. Acesse https://movimentoempreender.com/podcasts/ e saiba mais!



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O pão nosso de cada dia está diferente

#PubliEditoral
11:35 | Ago. 11, 2021
Autor O Povo
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Tipo Notícia

Pra muita gente, a vontade de empreender surge com a busca pela realização profissional e pessoal, como um combo. Foi assim para Cassius Régis Antunes Coêlho, 47, formado em ciências contábeis. Mesmo com carreira consolidada, começou a questionar-se sobre seu futuro, e após um processo de redescoberta, decidiu mudar de área.

Já a jornalista Kerla Alencar Costa, 45, começou a empreender quase que sem querer. Foi testando umas receitinhas como hobby e quando viu já estava delineando um novo rumo. Aí foi só correr atrás para afinar suas habilidades na recém descoberta paixão e hoje já está há quase 9 anos tocando seu pequeno negócio.

Daniel Aquino de Oliveira, 37, cursou 4 anos de direito, mas no meio do caminho surgiu a gastronomia. O arrebatamento foi imediato. Largou tudo o que dizia respeito à sua primeira opção de curso e se deixou levar ao sabor da paixão pela cozinha. Formou-se chefe de cozinha, trabalhou em diversos restaurantes, até surgir a primeira possibilidade de tornar-se empreendedor.

Em comum, todos eles dividem a paixão pela panificação, mais especificamente pela padaria artesanal. O pão quentinho que tem chegado à mesa dos Fortalezenses tem cheirinho e sabor atenuados. Longe da farinha branca e comum, os pãezinhos tem trazido mais que uma moda, tem virado tendência por aqui. Tanto, que é crescente o número de padarias e padeiros artesanais surgindo na cidade. Crosta crocante, alvéolos macios e robustos, os pães de longa fermentação resgatam o modus operandi da fabricação original do insumo – com água, sal e farinha. O tempo estendido para fermentar, inclusive, traz benefícios como, por exemplo, a digestão mais acelerada.

O jeito pode remontar ao passado, mas nem por isso as possibilidades diminuem. Pelo contrário. Da simbiose entre simplicidade, tempo e paciência surge uma variedade considerável de pães que destilam complexidade, trazendo um cardápio recheado de opções mais sofisticadas. Inclusive, pães sofisticados são um advento antigo. Escavações arqueológicas mostram que, quando foi destruída pelas lavas do Vesúvio, no século 1, Pompeia já produzia iguarias bem similares aos pães italianos consumidos hoje.

E é nessa onda, que os três padeiros vem surfando. Por volta de 2014, Cassius vendeu sua parte na bem sucedida empresa de contabilidade e decidiu tirar um ano sabático para definir por quais caminhos iria trilhar a partir dali. Mas já sabia que o chamado vinha da área da alimentação, e foi em busca da especialização: fez curso de padeiro, pizzaiolo, cozinheiro, confeitaria. “Foi na época em que a padaria artesanal tava começando a crescer no Brasil e no mundo, várias padarias fazendo um trabalho interessante, aí eu vi que era uma área que eu gostava e que tinha também a possibilidade de empreender. Então comecei a estudar mais, procurei referências e comecei a fazer um trabalho de produção ainda com estrutura bem precária. Era por volta de 2016”.

Por volta de 2013, Kerla começou, despretensiosamente, a fazer seu próprio pão em casa. O cheirinho do insumo no forno perfumava todo o ambiente – e mesmo sem ela se dar conta – fermentava a sementinha de seu futuro negócio: “Quando eu percebi, em 2015, a panificação já ocupava um espaço grande na minha rotina e foi o momento em que eu decidi que era preciso investir em formação”.

Daniel, por outro lado, trazia na bagagem toda uma expertise na cozinha. Já formado como Chef de cozinha, apostou em alguns cursos na área da panificação. Foi de São Paulo à França em busca de aprimorar suas técnicas. Em 2011, teve sua primeira experiência com o empreendedorismo. Montou junto com a mãe uma delicatessen, mas o negócio não vingou e Daniel foi embora para o Rio Grande do Sul. Em 2015, já com os pézinhos na capital cearense, recebeu a encomenda de um amigo, que queria um pão especial. Daí a panificação o chamou de volta ao batente.

Cassius começou apostando nos pães integrais, para dietas e sem glúten. A fermentação natural foi um saber que foi chegando aos poucos. Com isso, os clientes foram se multiplicando e as fornadas aumentando. A casa já não comportava a demanda. Procurou até encontrar o ponto perfeito: na esquina entre as ruas Coronel Jucá e República do Líbano decidiu dar seguimento ao sonho de ter sua padaria. O espaço tinha tamanho suficiente para comportar sua produção em ascensão e um balcão que funcionaria no melhor estilo To Go. Nascia a Grão D’Alino, em agosto de 2017.

Para Kerla, não era uma urgência empreender. Afinal, já tinha sua fonte de renda – a Comunicação. Começou fazendo seus pães por prazer, mas o negócio foi tomando forma. “Eu fazia pão como muita gente que começou, por que aprendia uma coisa aqui, outra na internet, alguém que me ensinou algo… então meu desafio era ter um produto consistente, um produto realmente bom, saber improvisar, criar. Eram desafios de quem não tinha uma formação e também os desafios de quem não entende de empreender”. Mas ela tomou gosto pelo negócio, se especializou e no cardápio apostou nos pães 100% integrais. Nascia a Pequena Padaria Caseira oficialmente, em 2013.


Venda, produção e entrega. No início, Daniel é quem dava conta de tudo. “Pouco acreditava que teria sucesso, mas estava finalmente fazendo o que amava”, conta. Os clientes foram surgindo, primeiro, por indicação, depois o boca a boca foi espalhando a nova opção de pães artesanais na cidade. E assim, as fornadas foram crescendo e o negócio, ao contrário da primeira tentativa de empreender, foi ganhando estrutura. “Conseguimos aumentar a nossa produção, investir em melhores equipamentos, no nosso espaço e na formação de uma equipe. Finalmente, aos poucos temos conseguido conquistar o paladar cearense com os pães de fermentação natural”. Daniel já entrou no segmento apostando na tendência, consolidando o que ele batizou de Daniel’s Bakery, em 2015.

Na Pequena Padaria Caseira da Kerla, a padeira não cuida só do pão, não. A rotina é de quem tem o privilégio de trabalhar de segunda a sexta , mas com a responsabilidade de fazer todos os processos do seu negócio: “Eu não sou apenas a padeira, a pessoa que bota a mão na massa. Eu sou a pessoa que faz as fotografias, a pessoa que divulga, que monta o cardápio, que faz as compras e administra o estoque. Eu sou, principalmente, o atendimento da minha padaria, as pessoas falam diretamente comigo (via WhatsApp), e sou o pós-venda, por que eu preciso saber se a pessoa ficou satisfeita. É a rotina de quem está usando a criatividade o tempo inteiro, e isso é uma coisa muito cansativo”, enfatiza com a propriedade de quem precisa alternar entre vários papéis ao longo.


Esse retorno ao pão, por assim dizer, original tem conquistado o paladar do Fortalezense. E cada padeiro, a sua maneira, busca seu diferencial. Além do contato mais próximo, Kerla, por exemplo, é quem responde as mensagens via WhatApp. Já a produção de Cassius tem uma janela aberta pra rua para quem quiser acompanhar o processo de fabricação dos pães. Mas o fato é que até a relação com o padeiro mudou. Não estamos falando de uma grande padaria onde não sabemos quem está pondo a mão na massa. Não só sabemos quem é o padeiro como também há uma maior transparência sobre os ingredientes utilizados e sua qualidade. E isso também aproxima a freguesia.

“Conquistar o paladar do fortalezense foi um desafio no sentido das pessoas botarem fé que um pão feito exclusivamente com farinha integral poderia ser bom. Eu tive a sorte de logo que eu comecei, mesmo sem ser padeira profissional ainda, ter conseguido fazer uma formulação de pão que agradasse muito, do ponto de vista do sabor”, enfatiza Kerla. Daniel também vê essa mudança, não só no paladar, mas na oferta, que hoje é bem maior por aqui: “Digamos que aqui, estamos trabalhando em conjunto. Pois além do surgimento de diversas padarias de fermentação natural, também temos inúmeras pizzarias que tiraram o fermento industrial de suas receitas. Ao consumir o produto, o cliente percebe a mudança na leveza, no sabor e na sua digestão. É difícil não ser amor à primeira mordida!”, conclui.

E essa transformação não é só do cliente, mas os próprios padeiros foram se apropriando mais desse mercado e, aprimorando técnicas, estão oferecendo produtos com qualidade e sabor. Kerla conta que suas primeiras fornadas não tinham a primor de hoje: “O pão saia meio achatado, parecia um tijolo” ri.

Alguns cursos e muita mão na massa depois, conseguiu desenvolver a fórmula que conquistou os clientes. “Depois que eu me formei, foi que entendi o processo e consegui melhorar o meu pão para ele chegar ao que é hoje, muito parecido com qualquer pão tradicional feito com a farinha branca, em termos de textura, mas em termos de estrutura meu pão evoluiu muito e fui conquistando o paladar do fortalezense assim, surpreendendo as pessoas com um bom pão feito com farinha integral, que é algo que nem todo mundo acredita de primeira. É preciso provar, convencer a pessoa a experimentar para que ela tenha uma boa experiência e mude de opinião”, explica.

O futuro ao pão pertence
Com o crescimento da demanda, Cassius manteve seu atendimento na mesma esquina charmosa, mas a produção precisou migrar para um espaço maior. O plano é que neste segundo endereço passe a oferecer também o serviço de mesa, agregando novos aromas e sabores para serem consumidos no local.

Já Kerla, pretende manter a padaria caseira sendo caseira mesmo. Suas vendas são feitas, exclusivamente, via WhatsApp e ela usa toda a bagagem que adquiriu na comunicação para promover sua marca nas redes sociais. Por lá, divide ainda diversas dicas sobre o universo da panificação. No seu IGTV, inclusive, ela disponibilizou o Reality do Levain, que ensina a fazer o fermento natural do zero. Ou, no mínimo, acompanhar a interessante saga dos micro-organismos responsáveis pela fermentação.

Daniel, que teve seu processo de expansão prejudicado pela pandemia, segue se reiventando. Suas fornadas saem sempre às terças, quintas e sábados para o consumidor final, mas também vende para restaurantes e hamburguerias. “Estamos trabalhando para desenvolver cada vez mais a cultura do pão de fermentação natural na casa do fortalezense, queremos disseminar essa cultura, junto com as padarias que já fazem esse trabalho comigo e as que estão por vir.”

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