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O pão nosso de cada dia está diferente

Fortalecida, panificação artesanal tem atraído um número crescente de pequenos empreendedores
00:00 | Ago. 11, 2021
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Pra muita gente, a vontade de empreender surge com a busca pela realização profissional e pessoal, como um combo. Foi assim para Cassius Régis Antunes Coêlho, 47, formado em ciências contábeis. Mesmo com carreira consolidada, começou a questionar-se sobre seu futuro, e após um processo de redescoberta, decidiu mudar de área.

Já a jornalista Kerla Alencar Costa, 45, começou a empreender quase que sem querer. Foi testando umas receitinhas como hobby e quando viu já estava delineando um novo rumo. Aí foi só correr atrás para afinar suas habilidades na recém descoberta paixão e hoje já está há quase 9 anos tocando seu pequeno negócio.

Daniel Aquino de Oliveira, 37, cursou 4 anos de direito, mas no meio do caminho surgiu a gastronomia. O arrebatamento foi imediato. Largou tudo o que dizia respeito à sua primeira opção de curso e se deixou levar ao sabor da paixão pela cozinha. Formou-se chefe de cozinha, trabalhou em diversos restaurantes, até surgir a primeira possibilidade de tornar-se empreendedor.

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Em comum, todos eles dividem a paixão pela panificação, mais especificamente pela padaria artesanal. O pão quentinho que tem chegado à mesa dos Fortalezenses tem cheirinho e sabor atenuados. Longe da farinha branca e comum, os pãezinhos tem trazido mais que uma moda, tem virado tendência por aqui. Tanto, que é crescente o número de padarias e padeiros artesanais surgindo na cidade. Crosta crocante, alvéolos macios e robustos, os pães de longa fermentação resgatam o modus operandi da fabricação original do insumo – com água, sal e farinha. O tempo estendido para fermentar, inclusive, traz benefícios como, por exemplo, a digestão mais acelerada.

O jeito pode remontar ao passado, mas nem por isso as possibilidades diminuem. Pelo contrário. Da simbiose entre simplicidade, tempo e paciência surge uma variedade considerável de pães que destilam complexidade, trazendo um cardápio recheado de opções mais sofisticadas. Inclusive, pães sofisticados são um advento antigo. Escavações arqueológicas mostram que, quando foi destruída pelas lavas do Vesúvio, no século 1, Pompeia já produzia iguarias bem similares aos pães italianos consumidos hoje.

E é nessa onda, que os três padeiros vem surfando. Por volta de 2014, Cassius vendeu sua parte na bem sucedida empresa de contabilidade e decidiu tirar um ano sabático para definir por quais caminhos iria trilhar a partir dali. Mas já sabia que o chamado vinha da área da alimentação, e foi em busca da especialização: fez curso de padeiro, pizzaiolo, cozinheiro, confeitaria. “Foi na época em que a padaria artesanal tava começando a crescer no Brasil e no mundo, várias padarias fazendo um trabalho interessante, aí eu vi que era uma área que eu gostava e que tinha também a possibilidade de empreender. Então comecei a estudar mais, procurei referências e comecei a fazer um trabalho de produção ainda com estrutura bem precária. Era por volta de 2016”.

Por volta de 2013, Kerla começou, despretensiosamente, a fazer seu próprio pão em casa. O cheirinho do insumo no forno perfumava todo o ambiente – e mesmo sem ela se dar conta – fermentava a sementinha de seu futuro negócio: “Quando eu percebi, em 2015, a panificação já ocupava um espaço grande na minha rotina e foi o momento em que eu decidi que era preciso investir em formação”.

Daniel, por outro lado, trazia na bagagem toda uma expertise na cozinha. Já formado como Chef de cozinha, apostou em alguns cursos na área da panificação. Foi de São Paulo à França em busca de aprimorar suas técnicas. Em 2011, teve sua primeira experiência com o empreendedorismo. Montou junto com a mãe uma delicatessen, mas o negócio não vingou e Daniel foi embora para o Rio Grande do Sul. Em 2015, já com os pézinhos na capital cearense, recebeu a encomenda de um amigo, que queria um pão especial. Daí a panificação o chamou de volta ao batente.

Cassius começou apostando nos pães integrais, para dietas e sem glúten. A fermentação natural foi um saber que foi chegando aos poucos. Com isso, os clientes foram se multiplicando e as fornadas aumentando. A casa já não comportava a demanda. Procurou até encontrar o ponto perfeito: na esquina entre as ruas Coronel Jucá e República do Líbano decidiu dar seguimento ao sonho de ter sua padaria. O espaço tinha tamanho suficiente para comportar sua produção em ascensão e um balcão que funcionaria no melhor estilo To Go. Nascia a Grão D’Alino, em agosto de 2017.

Para Kerla, não era uma urgência empreender. Afinal, já tinha sua fonte de renda – a Comunicação. Começou fazendo seus pães por prazer, mas o negócio foi tomando forma. “Eu fazia pão como muita gente que começou, por que aprendia uma coisa aqui, outra na internet, alguém que me ensinou algo… então meu desafio era ter um produto consistente, um produto realmente bom, saber improvisar, criar. Eram desafios de quem não tinha uma formação e também os desafios de quem não entende de empreender”. Mas ela tomou gosto pelo negócio, se especializou e no cardápio apostou nos pães 100% integrais. Nascia a Pequena Padaria Caseira oficialmente, em 2013.


Venda, produção e entrega. No início, Daniel é quem dava conta de tudo. “Pouco acreditava que teria sucesso, mas estava finalmente fazendo o que amava”, conta. Os clientes foram surgindo, primeiro, por indicação, depois o boca a boca foi espalhando a nova opção de pães artesanais na cidade. E assim, as fornadas foram crescendo e o negócio, ao contrário da primeira tentativa de empreender, foi ganhando estrutura. “Conseguimos aumentar a nossa produção, investir em melhores equipamentos, no nosso espaço e na formação de uma equipe. Finalmente, aos poucos temos conseguido conquistar o paladar cearense com os pães de fermentação natural”. Daniel já entrou no segmento apostando na tendência, consolidando o que ele batizou de Daniel’s Bakery, em 2015.

Na Pequena Padaria Caseira da Kerla, a padeira não cuida só do pão, não. A rotina é de quem tem o privilégio de trabalhar de segunda a sexta , mas com a responsabilidade de fazer todos os processos do seu negócio: “Eu não sou apenas a padeira, a pessoa que bota a mão na massa. Eu sou a pessoa que faz as fotografias, a pessoa que divulga, que monta o cardápio, que faz as compras e administra o estoque. Eu sou, principalmente, o atendimento da minha padaria, as pessoas falam diretamente comigo (via WhatsApp), e sou o pós-venda, por que eu preciso saber se a pessoa ficou satisfeita. É a rotina de quem está usando a criatividade o tempo inteiro, e isso é uma coisa muito cansativo”, enfatiza com a propriedade de quem precisa alternar entre vários papéis ao longo.


Esse retorno ao pão, por assim dizer, original tem conquistado o paladar do Fortalezense. E cada padeiro, a sua maneira, busca seu diferencial. Além do contato mais próximo, Kerla, por exemplo, é quem responde as mensagens via WhatApp. Já a produção de Cassius tem uma janela aberta pra rua para quem quiser acompanhar o processo de fabricação dos pães. Mas o fato é que até a relação com o padeiro mudou. Não estamos falando de uma grande padaria onde não sabemos quem está pondo a mão na massa. Não só sabemos quem é o padeiro como também há uma maior transparência sobre os ingredientes utilizados e sua qualidade. E isso também aproxima a freguesia.

“Conquistar o paladar do fortalezense foi um desafio no sentido das pessoas botarem fé que um pão feito exclusivamente com farinha integral poderia ser bom. Eu tive a sorte de logo que eu comecei, mesmo sem ser padeira profissional ainda, ter conseguido fazer uma formulação de pão que agradasse muito, do ponto de vista do sabor”, enfatiza Kerla. Daniel também vê essa mudança, não só no paladar, mas na oferta, que hoje é bem maior por aqui: “Digamos que aqui, estamos trabalhando em conjunto. Pois além do surgimento de diversas padarias de fermentação natural, também temos inúmeras pizzarias que tiraram o fermento industrial de suas receitas. Ao consumir o produto, o cliente percebe a mudança na leveza, no sabor e na sua digestão. É difícil não ser amor à primeira mordida!”, conclui.

E essa transformação não é só do cliente, mas os próprios padeiros foram se apropriando mais desse mercado e, aprimorando técnicas, estão oferecendo produtos com qualidade e sabor. Kerla conta que suas primeiras fornadas não tinham a primor de hoje: “O pão saia meio achatado, parecia um tijolo” ri.

Alguns cursos e muita mão na massa depois, conseguiu desenvolver a fórmula que conquistou os clientes. “Depois que eu me formei, foi que entendi o processo e consegui melhorar o meu pão para ele chegar ao que é hoje, muito parecido com qualquer pão tradicional feito com a farinha branca, em termos de textura, mas em termos de estrutura meu pão evoluiu muito e fui conquistando o paladar do fortalezense assim, surpreendendo as pessoas com um bom pão feito com farinha integral, que é algo que nem todo mundo acredita de primeira. É preciso provar, convencer a pessoa a experimentar para que ela tenha uma boa experiência e mude de opinião”, explica.

O futuro ao pão pertence
Com o crescimento da demanda, Cassius manteve seu atendimento na mesma esquina charmosa, mas a produção precisou migrar para um espaço maior. O plano é que neste segundo endereço passe a oferecer também o serviço de mesa, agregando novos aromas e sabores para serem consumidos no local.

Já Kerla, pretende manter a padaria caseira sendo caseira mesmo. Suas vendas são feitas, exclusivamente, via WhatsApp e ela usa toda a bagagem que adquiriu na comunicação para promover sua marca nas redes sociais. Por lá, divide ainda diversas dicas sobre o universo da panificação. No seu IGTV, inclusive, ela disponibilizou o Reality do Levain, que ensina a fazer o fermento natural do zero. Ou, no mínimo, acompanhar a interessante saga dos micro-organismos responsáveis pela fermentação.

Daniel, que teve seu processo de expansão prejudicado pela pandemia, segue se reiventando. Suas fornadas saem sempre às terças, quintas e sábados para o consumidor final, mas também vende para restaurantes e hamburguerias. “Estamos trabalhando para desenvolver cada vez mais a cultura do pão de fermentação natural na casa do fortalezense, queremos disseminar essa cultura, junto com as padarias que já fazem esse trabalho comigo e as que estão por vir.”

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Para vender mais e melhor: Identificando o perfil da sua clientela

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00:00 | Dez. 14, 2021 Tipo Publieditorial

E-commerce é a expressão em inglês equivalente a “comércio eletrônico” ou comércio feito por meio de dispositivos eletrônicos. Hoje, praticamente, todo mundo que tem um negócio também tem um canal digital pra chamar de seu. Seja na rede social ou até mesmo um site. E esse canal traz oportunidades únicas para você alcançar seus clientes, onde eles estiverem, e fazer boas vendas. Redução dos limites geográficos e de tempo, interatividade, personalização, socialização das vendas e automação são algumas delas.

Mas assim como nos negócios físicos, no ambiente digital é preciso ter mais informações sobre seu cliente para ter efetividade nas vendas. “Determinar e estudar esse perfil é uma das atividades mais importantes para o sucesso de um e-commerce”. Sabe por quê? Esse conhecimento do seu cliente será fundamental para a escolha dos produtos e serviços que serão ofertados, mas também para influenciar sua comunicação.

E a primeira etapa para caracterização dos seus clientes é a demografia. Faixa etária, gênero, renda e sua localização são informações imprescindíveis. Por exemplo, seu seu negócio for produtos para bebês, provavelmente os clientes mais comuns serão mulheres com idades entre 25 e 35 anos. “Essa informação será especialmente útil quando você for investir seus recursos mercadológicos, pois não adianta direcionar seus esforços para clientes com pouca chance de comprar os seus produtos e serviços”, explica José Florêncio de Queiroz Neto, Doutor em Ciência da Computação e conteudista do curso Transformação Digital para Micro e Pequenas Empresas.

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Para afinar ainda mais, chegue fundo nesse trabalho: identifique padrões de comportamento (o estilo de vida desses clientes), de consumo (consomem mais online ou offline?), Padrões de uso digital e preferências de consumo de contúdo (o que mais ele acessa? Blogs, redes sociais, sites?).

De posse dessas informações, você poderá definir o seu buyer persona ou, no bom português, perfil típico de cliente, também conhecido como avatar. “É uma pessoa fictícia que representa o seu cliente típico. Fique com ele na cabeça, aprenda como ele pensa e o que ele precisa. Assim, poderá identificar e atender às suas necessidades com mais assertividade”, finaliza José Florêncio.

 

Essas e outras dicas, você encontra no módulo E-commerce - implantando um canal digital, do curso Transformação Digital para Micro e Pequenas Empresas. O curso é gratuito e para se inscrever basta acessar: www.movimentoempreender.com

 

 

 

 

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Tudo é uma questão de dados: startups apostam na tecnologia para aprimorar experiências

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00:00 | Dez. 07, 2021 Tipo Publieditorial

Você já deve ter notado: hoje em dia, praticamente, tudo é dado. Temos dados aplicados à saúde, à educação, à engenharia, enfim o termo está simbióticamente presente no nosso dia a dia. E nas empresas, essa realidade não é diferente. Grandes e pequenos negócios estão tendo seus processos aprimorados por meio da tecnologia de dados, que ajustam dinâmicas e ajudam a oferecer experiências mais assertivas aos clientes.

Victor Cavalcante, 28, engenheiro de formação, tem larga experiência no setor automobilístico. Com essa expertise no currículo e participando de um processo de aceleração com outros três amigos, eles identificaram uma dor comum às empresas que possuem frotas de veículos, a gestão dessas frotas acontecem de forma descentralizada: “Existia um sistema de abastecimento, existia um sistema de manutenção, um sistema de telemetria, mas eles não conversavam. E aí a gente tomou a decisão de ser o primeiro hub integrador de gestão de frotas do Brasil, reunindo todos esses sistemas em um sistema só”.

Assim nasceu a Infleet, plataforma integrada de gestão de fórmulas, que envolve as verticais de manutenção, preventiva e corretiva, monitoramento, telemetria, abastecimento, controle de documentos e multas para frotas. O foco, empresas de distribuição, de coleta de resíduos, transportadoras, enfim toda e qualquer empresa que possua frota veicular.

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“Antes o gestor fazia tudo isso em excel, retirando as planilhas de vários sistemas - e agora ele consegue ver tudo integrado no mesmo sistema”, explica o CEO da Infleet, que tem como sócios Henrique Lima, 28, Lucas Bastos, 27 e Vitor Reis, 28. O objetivo da plataforma é reduzir custos com manutenção e abastecimento. Sistematizando essa área, é possível ainda diminuir a poluição e os acidentes no trânsito.

Do setor automobilístico para o marketing
Sempre que estamos em busca de um produto ou serviço, a primeira coisa que procuramos para balizar nossa compra é a indicação de alguém. Essa é a premissa básica do chamado “Marketing de Indicação”. Conforme dados da CMO by Adobe, blog de insights e inspiração sobre negócios digitais, o boca a boca é responsável por U$ 6 trilhões em consumo ao redor do mundo anualmente.

Pensando nessa perspectiva, uma das coisas mais importantes para os negócios é o relacionamento com seus clientes. Mas nem sempre é fácil manter esse setor em dia, com isso muitas empresas, sejam elas grandes ou pequenas, acabam pecando nessa área. Buscando entregar a melhor experiência possível para os clientes, surge a PliQ, startup cearense que tem revolucionado o marketing de indicação ao focar na experiência do cliente no ambiente digital.

Assim como na Infleet no setor automobilístico, a PliQ também utiliza dados para fazer com que os empresas consigam perceber o que os clientes deles estão sentindo com o uso de seus produtos e serviços: “A PliQ vem transformando experiências em vendas a partir de pesquisa e indicação, apresentando um diferencial em relação ao monitoramento da experiência do cliente, tudo de forma digital e integrada em uma jornada única”, explica a co-fundadora e diretora de operações da startup, Denise Barroso.

Na busca de viabilizar um outro negócio, também com foco na experiência do cliente, Denise identificou que muitas empresas tinham dificuldade nessa área. Foi quando ela decidiu pivotar (mudar a direção de um negócio, mantendo a mesma base que já existia): “ Percebemos que as empresas tinham uma dor em comum, elas não conseguiam se conectar e entender o que os clientes estavam achando delas”. Criaram então a eXplique. Mas daí perceberam que essa dor era uma comum nas empresas e criaram a PliQ, que em dois anos já atendeu mais de 400 empresas com seu serviço diferenciado em relação ao monitoramento da experiência do cliente, de forma digital e integrada.

Hub de inovação: investindo para crescer
Em comum ainda, as duas startups fazem parte da cartela de clientes que integram o Hub de Inovação do Banco do Nordeste, que tem como responsabilidade formular políticas e diretrizes para a gestão da inovação dentro do BNB e desenvolver ações para contribuir com o empreendedorismo regional inovador na área de atuação do Banco do Nordeste.

Lina Salles, Gerente do Hub de Inovação do BNB, aponta que o Ceará é um dos Estados mais avançados na estruturação do ecossistema de inovação, com iniciativas no ambiente governamental em todas as esferas (municipal, estadual e federal): “Há iniciativas no âmbito da academia e muitas iniciativas do mundo empresarial. Ou seja, a tríplice hélice da inovação está contemplada. Dispõe-se de Marco Legal da Inovação, incentivos fiscais, programas de incubação, pré-aceleração e aceleração, vários hubs de inovação, eventos regulares de capacitação, divulgação e discussão dos temas associados, e investimentos públicos e privados para fomento às soluções inovadoras das startups”.

No Hub de Inovação do Banco do Nordeste a Infleet participou de dois programas, o Fundeci, Programa de Subvenção Econômica para Inovação em Empresas, e o FNE Startup, que é um crédito para Startups de base tecnológica. “A importância desses dois aportes foi extremamente relevante porque a gente cresceu, mais ou menos, três vezes com esse aporte, e isso possibilitou a gente estar preparado para pegar um investimento com fundos de Venture Capital. E desde que a gente pegou esses investimentos a gente já dobrou de tamanho em menos de 6 meses”, relata Victor. Desde que iniciaram a Infleet, já passaram por mais de 10 prêmios de inovação.

Já a PliQ, integrou por 12 meses o time de startups que se utilizam do espaço de Coworking do Hub. “Foi bem enriquecedor, conseguimos participar de eventos internos, nos conectar com o BNB para uso da PliQ, fizemos conexões com outras startups e tivemos bastante visibilidade no mercado por nos fazermos presente e sermos acreditado pelo banco”, compartilha Denise sobre a experiência que impulsionou seu negócio.

Denise conta ainda sobre a exitosa experiência de ter um espaço físico para dar seus primeiros passos: “ A primeira coisa que eles fazem é organizar as startups dentro do ambiente. Você tem uma mesa lá com três locais, você tem toda estrutura de uma empresa - telefone, sala de reunião, impressora, você tem toda uma gestão administrativa. A segunda parte é fazer reuniões de conexão entre as startups. Então tem as apresentações, cada uma vai ajudando a outra como pode, algumas empresas já contratam negócios dos outros, a gente tem muita troca. E o BNB promove ainda alguns eventos de Open Innovation, neles a gente faz apresentações da nossa empresa para se conectar com os clientes do banco. E o Hubine serve ainda como chancela para o negócio”.

O primeiro espaço de Coworking do Hub de Inovação foi criado em Fortaleza com 10 startups. Em 2018, criou-se o espaço de Salvador e, em 2020, foi a vez de Recife receber seu Coworking. Desde sua criação, mais de 40 startups já passaram pelo Hub de Inovação e mais de 20 acessaram crédito especializado para inovação por meio do FNE Startup e FNE Inovação.

Estrutura
Cada espaço de Coworking abriga 30 startups selecionadas por meio de edital. Uma chamada pública para participação. Como explica a gerente do Hub, os modelos de negócios das startups abrangem temas diversos, de interesse do Banco do Nordeste e da Região Nordeste. Há startups com soluções para agronegócios (agritechs), educação (edtechs), finanças (fintechs), energias renováveis, negócios de impacto social, dentre outros. “Adotamos a estratégia de Inovação Aberta, por acreditar que a parceria com atores do ecossistema de inovação da Região Nordeste possibilita maior efetividade nas ações de apoio ao empreendedorismo. Um dos critérios relevantes para residir nos espaços é apresentar uma solução inovadora que possa contribuir com a inovação da Região Nordeste e do próprio Banco do Nordeste.”, explica Lina.

Lina finaliza ainda com dicas para quem está começando no ramo: “Em primeiro lugar, teste sua ideia, valide com alguns poucos clientes. Faça o que o mercado chama de MVP: mínimo produto viável. Se você descobriu que dá certo, tem mercado, vá em frente. Em seguida, vá buscar os investimentos para crescer. E nunca faça nada sozinho. Colaboração é fundamental. Existe ainda a opção de negócios bem futuristas, que exigem mais pesquisa e mais investimentos. Neste caso, ampliar a colaboração é ainda mais importante. Envolver pesquisadores da academia, fomento de recursos públicos, investidores privados que tem essa visão. De qualquer modo, protótipos são essenciais. Validação contínua da ideia”.

Além do Coworking, o BNB dispõe ainda de diversas linhas de crédito para startups como o Fundeci, que ampliou o fomento à inovação com recursos não reembolsáveis acessados por meio de edital, que só em 2021 ofertou R$10 milhões; o FNE Startup, linha de crédito única no país voltada para financiamento de startups; além da ampliação de fundos de Venture Capital, com a criação do FIP Anjo, em parceria com o BNDES.

 

Curso Gratuito

Quer se aprofundar e aprender de vez como dominar as estratégias digitais para aplicar no seu negócio? Não perca a oportunidade e inscreva-se agora no curso GRATUITO “Transformação Digital para micro e pequenas empresas”. Em formato de ensino à distância (EAD), o curso, idealizado pela Fundação Demócrito Rocha, com o apoio da Universidade Federal do Ceará, tem como objetivo promover o debate, a qualificação e o aperfeiçoamento de profissionais, empreendedores e pequenas empresas que querem desenvolver novos negócios ou incorporar as soluções digitais nas estratégia do seu negócio.

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Plano de comunicação digital: por onde começar?

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00:00 | Nov. 30, 2021 Tipo Publieditorial

Quantas horas por dia você passa na internet? Quanto já gastou só em 2021 com produtos ou serviços que estavam a um clique de distância? De acordo com dados da Ebit | Nilsen, só no primeiro semestre deste ano, o brasileiro gastou mais de R$53,4 milhões em compras online. Não resta dúvida que o e-commerce se consolidou de vez e que o consumidor está cada dia mais conectado.

Em termos globais, o Brasil é um dos países onde as pessoas passam mais tempo conectadas. De acordo com o IBGE, em 2019, 82,7% dos domicílios brasileiros utilizavam a internet. A mesma pesquisa revela que a maior parte desse uso é feita por dispositivos móveis, como smartphones. Com dados mais atuais, o relatório da App Annie Intelligence, aponta que o uso de telas pelos brasileiros aumentou em 30% entre 2019 e 2021, chegando a uma média de 5,4 horas diárias gastas no uso de aplicativo de celular. Esse dado coloca o Brasil no topo do rankinkg mundial de uso de smartphones.

Outro levantamento, agora feito pela plataforma Nuvemshop, indica um crescimento médio de 140%do faturamento de pequenas e médias empresas no primeiro semestre de 2021 se comparado ao mesmo período do ano anterior. A pesquisa revela ainda que 73% das vendas online foram feitas através do celular. Sem dúvida, houve um impacto gigante da pandemia nestes dados, mas o fato é que o digital tornou-se ainda mais imprescindível para os negócios e trouxe a urgência de uma nova comunicação, mais integrada e estratégica.

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Mas por onde começar? Georgia Cruz, professora do curso de Sistemas e Mídias Digitais da UFC, explica que para construir essa resposta, é preciso pensar que comunicação digital tem em seu DNA a construção de um relacionamento entre empresas e consumidores de uma maneira mais horizontal e fluida. “O ponto de partida do seu processo precisa pensar em quem será seu público e com quais pessoas você vai lidar”.

Quem?
Ela aponta ainda algumas perguntas imprescindíveis para resolver o primeiro ponto-chave para a construção de um Plano de Comunicação assertivo: Quais são as necessidades e desejos do seu público? De que maneira o seu produto se conecta com essas pessoas? Do que essas pessoas gostam? Quais são seus valores? O que é de fato importante para esse público? Qual o repertório e as referências que essa pessoa tem? Quais os meios mais acessados por esse público? “É a partir dessa definição que seu plano de ação será desenhado. Sem conhecer as pessoas com que você deseja conversar, é pouco provável que você consiga direcionar de maneira efetiva suas mensagens”, orienta. Ou seja, o primeiro passo é conhecer seu público!

O quê?
O segundo ponto é ter muito clara qual é a mensagem a ser comunicada. Aqui, não é somente sobre conteúdo de texto ou imagens, é sobre o os valores da sua marca, do seu produto, da sua empresa. “Quanto mais clareza acerca dessa mensagem, mais fácil será pensar nos textos, imagens e demais elementos do seu plano de comunicação”, pondera a especialista no módulo 8 do curso Transformação Digital para Micro e Pequenas Empresas, do qual Georgia é uma das conteudistas.

Como?
Pronto, seguindo os dois primeiro passos você já sabe quem é seu público e sobre o que deseja falar. Agora vem um dos elementos mais cruciais: como falar. “Isso envolve pensar na sua estratégia e na linguagem. A estratégia deve levar em consideração quais serão seus canais de comunicação e venda e tipo de atendimento ao público”, explica. A linguagem a ser utilizada deve ser clara, simples e estar próxima do universo do seu público.

Quando?
Georgia explica ainda que um plano de comunicação digital requer preparo. “É necessário planejamento para criar o conteúdo e saber o melhor momento de divulgá-lo”, ressalta. A criação de materiais requer preparo: qual é o texto a ser usado? Quais imagens? Quem fará esse material? Quando será postado? Com tantas demandas cotidianas, se não houver uma preparação, há muitas chances de as coisas saírem do controle.

Por quê?
Ter clareza dos seus objetivos é fundamental para otimizar os recursos financeiros e de tempo utilizados no processo: “Por que você está planejando uma determinada comunicação? Quais resultados você deseja alcançar?”, indaga.

Por fim, onde? Existem muitas redes sociais, sites e plataformas. Preciso estar em todas? Georgia devolve a resposta com mais perguntas: “Faz sentido para o seu negócio? Seu público está em todos os espaços?”. Por isso é tão importante saber quem é seu público e onde encontrá-lo, pois de posse dessas informações seu conteúdo será veiculado de maneira mais estratégica. “Não é porque um determinado aplicativo está na moda que ele é instantaneamente um lugar para estar presente digitalmente”. Logo, lembre-se: se você estiver em muitos espaços, mais conteúdo terá que produzir e mais tempo será necessário para interação com seu público e construção do relacionamento com ele.

 

Curso gratuito

Mas quer aprender como utilizá-las na prática? Todos este conteúdo está presente no módulo 8, do curso Transformação Digital para Micro e Pequenas Empresas. E sabe o melhor, o curso é gratuito e recheado de conteúdos para você aplicar no dia a dia do seu negócio e alcançar outro patamar no digital.

Em formato de ensino à distância (EAD), o curso, idealizado pela Fundação Demócrito Rocha, com o apoio da Universidade Federal do Ceará, tem como objetivo promover o debate, a qualificação e o aperfeiçoamento de profissionais, empreendedores e pequenas empresas que querem desenvolver novos negócios ou incorporar as soluções digitais nas estratégia do seu negócio. Clique AQUI para se inscrever


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Transformação Digital para os pequenos negócios é tema de Webinar gratuito

#PubliEditorial
00:00 | Nov. 23, 2021 Tipo Publieditorial

Transformação Digital é hoje um dos grandes desafios para as micro e pequenas empresas. Acelerada pela pandemia, a digitalização dos negócios fincou os dois pés na realidade e bateu na porta de todo mundo que tem um negócio pra chamar de seu. Quem não se organizou para ter presença forte nas redes, ficou para trás. Para estes micro e pequenos empreendedores o novo cenário trouxe enormes desafios.

Como se destacar num meio onde a concorrência parece ser ainda mais acirrada? O digital não é divido por bairros ou departamentos, ele é global. É como se milhares de empresas do mesmo segmento estivessem dividindo o mesmo quarteirão. Como se diferenciar? Como transformar like em vendas? Sim, por que não basta estar presente, é preciso ter estratégias para que as ferramentas tecnológicas tenham efetividade. Mas qual o papel da tecnologia no ambiente da pequena empresa? Como ela pode favorecer seu crescimento?

Relacionamento com o cliente, automação de processos, impulsionamento das vendas online, posicionamento estratégico. São inúmeras as possibilidades que o uso dessas ferramentas trazem para as micro e pequenas empresas para que eles alcancem não só outro patamar no digital, mas mantenham estratégias fortes também no offline. Para impulsionar esses pequenos negócios, o Movimento Empreender promove uma nova rodada de um dos maiores eventos de Empreendedorismo: o Webinar Transformação Digital para os Pequenos Negócios. Desta vez o foco do evento é nas tecnologias habilitadoras da transformação digital e nas startups, tanto para você que tem o sonho de iniciar neste universo como para quem quer se aprimorar no segmento.

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Nos dias 25 e 26 de novembro, você vai acompanhar uma verdadeira aula com especialistas que trarão perspectivas de mercado e dicas para você aplicar no seu negócio e alcançar outro patamar também no digital. O evento é gratuito. Para se inscrever basta acessar movimentoempreender.com

Confira a programação completa:


Dia 25/11
Hora: 19h
Tema: Quero iniciar ou acelerar minha startup, e agora? Programas de incentivo no Ceará para desenvolvimento do empreendedorismo digital

Convidadas
Lina Salles - Gerente do Ambiente Hub de Inovação BNB
Com experiência de gestão nas áreas de Tecnologia da Informação, Segurança da Informação, Gestão de Riscos e Auditoria Interna.

Denise Barroso - Líder do Rapadura Digital
Formada em MKT e Pós-Graduada em Gestão de Processos. Atua nas comunidades Rapadura Valley, Women of CS, Drink About ,CS Meetup Brasil e é membro da CXLA.

Dia 26/11
Hora: 19h
Tema: Tecnologias habilitadoras da transformação digital na pequena empresa

Convidados
José Antônio Macêdo - Cientista Chefe de Dados do Governo do Estado do Ceará
Professor associado do Departamento de Computação da UFC e Cientista Chefe de Dados e Transformação Digital do Governo do Ceará

Luiz Alberto Sabóia - Presidente da Citinova
Graduado em Administração de Empresas, com especialização em Tecnologia da Informação e mestre em Planejamento e Avaliação de Políticas Públicas

 

Webinar Gratuito

25 e 26 de novembro

Serão 2 dias de evento com especialistas focados na tecnologia para fazer seu negócio chegar mais longe no digital. A inscrição é gratuita e o Webinar acontece por meio da plataforma Zoom, com transmissão ao vivo pelas redes sociais da FDR.

Participe! Inscreva-se agora:

www.movimentoempreender.com

 

Curso gratuito

Quer se aprofundar e aprender de vez como dominar o digital para aplicar no seu negócio? Não perca a oportunidade e inscreva-se agora no curso GRATUITO “Transformação Digital para micro e pequenas empresas”. Em formato de ensino à distância (EAD), o curso, idealizado pela Fundação Demócrito Rocha, com o apoio da Universidade Federal do Ceará, tem como objetivo promover o debate, a qualificação e o aperfeiçoamento de profissionais, empreendedores e pequenas empresas que querem desenvolver novos negócios ou incorporar as soluções digitais nas estratégia do seu negócio.

E mais: se inscrevendo no curso Transformação Digital para Micro e Pequenas Empresas com o seu CNPJ você ganha vantagens EXCLUSIVAS! O curso é GRATUITO e tem certificação pela Universidade Federal do Ceará. Acesse movimentoempreender.com e se inscreva, agora!

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Inteligência Artificial para os pequenos negócios

#PubliEditorial
00:00 | Nov. 17, 2021 Tipo Publieditorial

Você sabia que Inteligência Artificial também se aplica as empresas de menor porte? Sim, seu pequeno negócio pode e deve se utilizar desta importante ferramenta para automatizar, otimizar, melhorar processos e até reduzir riscos.

Segundo a consultoria Gartner, em 2025 quem utilizar Inteligência Artificial em suas plataformas multicanais de engajamento, poderá aumentar em até 25% sua eficiência operacional. Ou seja, esta é uma tendência que veio pra ficar raízes e, certamente, você não vai querer ficar pra trás. Mas se você ainda nem sabe o que termo significa, aí vai uma explicação rápida: Inteligência artificial é a capacidade de dispositivos eletrônicos de funcionar de maneira que lembre o pensamento humano. Isso implica em perceber variáveis, tomar decisões e resolver problemas. Enfim, operar em uma lógica que remete ao raciocínio.

Separamos 4 utilidades da AI para otimizar seu pequeno negócio. As dicas foram extraídas do módulo Tecnologias Habilitadoras da Transformação Digital, do curso gratuito Transformação Digital para Micro e Pequenas Empresas, que além de Inteligência Artificial traz uma abordagem completa para o seu negócio alcançar outro patamar, também, no digital. Se você até hoje tinha dúvidas sobre como aplicar AI na sua pequena empresa, agora você não tem mais. Anota aí e se inscreve no curso para aprender na prática:

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1 - Na automatição dos seus canais de atendimento: aqui são robôs fazendo a frente do negócio por você. Padronizando você melhora a qualidade no atendimento e ainda reduz custos. Além de ampliar o horário de atendimento, já que seus clientes poderão obter respostas 24 horas por dia.

2 – Otimizar marketing e vendas: a partir da análise de dados de vendas, é possível usar a inteligência artificial para prever o comportamento dos clientes. Assim, se um cliente cancelar um serviço você vai conseguir saber o que levou ele a tomar essa decisão e poder traçar estratégias para trazê-lo de volta.

3 – Melhorar gestão de processos: sabe aqueles probleminhas chatos de serem resolvidos, mas que travam processos internos e consequentemente afetam o negócio como um todo? Pois a inteligência artificial por meio de seus algoritmos pode te ajudar com a solução

4 – Redução de riscos: sim, os algoritmos podem ser usados também para prever ações fraudulentas nas vendas ou nas operações internas da empresa. Bastando para isso ensinar esses robozinhos super inteligentes. E eles aprendem rápido, viu?

E mais: se inscrevendo no curso Transformação Digital para Micro e Pequenas Empresas com o seu CNPJ você ganha vantagens EXCLUSIVAS! O curso é GRATUITO e tem certificação pela Universidade Federal do Ceará. Acesse movimentoempreender.com e se inscreva, agora!

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