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Pratim cheio: empreendendo nos festejos juninos

A cultura dos pratinhos e a oportunidade de fazer renda extra

22/06/2021 00:01:09
Hoje aposentada, dona Suely continua firme com seu empreendimento
Hoje aposentada, dona Suely continua firme com seu empreendimento

Era junho de 2020, mas por conta da pandemia, já não se tinha a esperança de ter os festejos juninos daquele ano. Para comemorar o aniversário da filha, Tatiana Viana Pontes, 46, decidiu apostar no vatapá e creme de galinha para o cardápio da pequena celebração em família. Pratos tipicamente juninos e de baixo custo, seria o casamento perfeito para a situação financeira, que não estava em sua melhor forma. O cheirinho chamou a atenção dos vizinhos, que sugeriu a Tatiana vender as iguarias para ajudar no orçamento da casa, onde, naquele momento, todos estavam desempregados.

 

Tati vende mais de 30 pratinhos diariamente e foi com o apoio da família, que a empreendedora venceu a insegurança e tirou sua ideia de negócio do papel
Tati vende mais de 30 pratinhos diariamente e foi com o apoio da família, que a empreendedora venceu a insegurança e tirou sua ideia de negócio do papel (Foto: Acervo pessoal)

Sem capital de giro, se valeu do cartão de crédito para comprar alguns insumos e iniciar seu negócio com a venda dos pratinhos. “Fui na cara e na coragem. Na quinta-feira fui naquelas lojas de descartáveis e comprei algumas coisas que precisava. Quando foi na sexta-feira, fiz uma panela de creme, outra de vatapá, arroz, paçoca, uma saladinha e coloquei a mesinha lá fora. Coloquei por volta das 18h. Pra minha surpresa, às 20h já não tinha mais nada’, conta. Nascia o Pratinho da Tati.

Já dona Suely Bezerra, 63, vem de uma longa tradição dos festejos. Nos anos 90, o marido já nutria uma paixão por tudo o que envolvia o período junino. A alegria era tanta, que contagiou toda a família, que bailava feliz a cada ano transitando por quermesses ou ajudando o pai, que chegou a montar uma quadrilha, tamanha sua devoção pelo gingando, colorido e alegria da tradição nordestina. Numa dessas quermesses, dona Suely chegou a montar uma barraquinha de comidas típicas, foi o suficiente para os vizinhos e amigos nunca mais esquecerem o tempero dela.

Daí, a cada ano, uma lista de amigos tradicionalmente encomendavam o já famoso vatapá da dona Suely, mas até então, nada disso era visto como um negócio… até chegar a pandemia. Foi quando em junho do ano passado, a filha, Kamilla Bezerra, 35, perdeu o emprego, que surgiu a ideia de dona Suely voltar para a cozinha para seus quitutes, agora com vistas a engatar um negócio familiar. Sem os tradicionais festejos, Kamilla sugeriu levar o São João ao encontro das pessoas, só que para além dos amigos ela decidiu que ampliariam o leque da clientela. “De início a ideia era vender as porções do vatapá, mas aí a gente criou o pratinho por que a gente sabia do gosto pelo baião, pela paçoca… foi assim que criamos a Meu Pratin”, conta Suetônio Bezerra, 40, filho de dona Suely e social media da empresa.

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Além das quadrilhas juninas, as comidas também fazem parte do imaginário nordestino nessa época do ano: pé de moleque, vatapá, creme de galinha, canjica, pamonha, bolo de milho… tem gente que aparece no arraiá só para abocanhar essas delícias, que ganham corpo e um cheirinho ainda mais acentuado, uma vez que fica muito mais fácil achar a iguaria por aí. É também neste período, que muita gente aposta no pratinho como fonte de renda extra. Espalhados por diversos pontos da capital, esses pequenos negócios tem feito a alegria de muita gente na pandemia, que puderem encontrar meios de não deixar a tradição passar, sentindo o gostinho do São João por meio do paladar.

Por isso, preparamos uma lista desses pequenos negócios pra não deixar ninguém passar vontade e, de quebra, ainda fortalecer o comércio local. Anota, segue no Instagram e favorita, que é pra não esquecer e até, quem sabe, experimentar um de cada, uma vez que esses locais dispõe de diversas opções o ano inteiro, seja nas calçadas, nas praças ou pelo delivery:

Praças, calçadas e delivery:
@pratinhodatati – Jangurussu: pratinho a partir de R$8
@meupratin / pratinho a partir de R$10
@barracadatiagraca – Praça do Polar: pratinho a partir de R$10
@maria.bonita.delivery – Álvaro Weyne: pratinho a partir de R$8
@pratimdolevi – Montese/Parreão: pratinho a partir de R$10
@delicias_da_robertinha – Cambeba/ Parque del Sol: pratinho a partir de R$12
@tempero_da_neidinha – Parque Iracema/ Cambeba: pratinho a partir de R$6

 


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