PUBLICIDADE
PUBLIEDITORIAL empreender

[Série] A incrível trajetória de empreendedores cearenses: O pão nosso de cada dia

Conheça a história do padeiro que investiu tudo o que tinha no sonho de ter seu próprio negócio

23/02/2021 00:00:03
Com economia e priorizando seu pequeno negócio, o empresário conseguiu ampliar sua produção e hoje fabrica, mensalmente, quase 32 mil pães
Com economia e priorizando seu pequeno negócio, o empresário conseguiu ampliar sua produção e hoje fabrica, mensalmente, quase 32 mil pães

Ele é um dos itens indispensáveis na mesa de café da manhã do brasileiro. Quentinho, crocante e com manteiga então, é o par perfeito do cafézinho. Embora dietas restritivas tenham ao longo dos últimos anos tentado demonizar o pão, ele mantém-se como um dos principais insumo nos lares país afora. Francês, rústico, bengala, australiano, de fôrma, italiano, integral, multigrãos. Surgido há mais de 6 mil ano, quando os egípcios descobriram a fermentação do trigo, o pão é um dos alimentos mais tradicionais em todo o mundo.

Aqui no Brasil, só em 2019, o setor de panificação faturou R$95,08 bilhões. Em 2020, a pandemia fez com que esse faturamento caíse para R$91,94 bi. Mas o fato é que, independente da parte econômica, para sua mesa estar abastecida toda as manhãs, padeiros do mundo inteiro acordam antes do primeiro galo cantar. Ainda no breu da madrugada, dá início à sova, responsável pela fofura e maciez do pão. Estica, puxa, amassa. É uma arte de encher os olhos e aguçar o paladar. Arte que despertou o interesse de Luis Germano de Alencar, padeiro de mão cheia, que hoje abastece diversos estabelecimentos do município de Cedro e região com sua fábrica Arte Massas.

A história do Luis Germano é de mais um nordestino que resolveu tentar a vida em São Paulo. Lá, trabalhou por cerca de 6 anos em diversas padarias paulistanas, aprimorando-se no ofício. Juntou um pequeno capital, comprou uma casinha no Cedro e com exatos R$5 mil reais, deu início ao sonho de empreender na sua cidade natal. Começou com um pequeno negócio de fundo de quintal. Montou um forno de barro e tijolo à lenha para dar início a pequena produção: “no começo foi muito difícil, quase desistia e voltava embora de volta (pra São Paulo), mas como eu tinha prometido pra mim mesmo, que se ganhasse pelo menos metade do que eu ganhava lá, não voltaria tão cedo. Tive paciência, fui procurando informação, fiz cursos de gestão, de fincanças, produção de pães, fui visitar outras padarias, enfim, comecei a conhecer mais a fundo o segmento”. O padeiro revela ainda que é preciso amar a panificação para fazer dar fazer certo: “É como diz o ditado, tem que dormir pensando em padaria e acordar pensando em padaria”.

Com poucos recursos, começou comprando a farinha no quilo e passou cerca de 2 anos economizando. Foi quando conseguiu capital para investir num novo maquinário, aumentar o galpão no fundo do quintal, comprar um carro para fazer as entregas e ampliar um pouco mais sua produção: “Eu fui economizando mesmo, gastando só o básico, espremendo para sobrar dinheiro para investir. Sempre priorizando a empresa para manter o negócio em pé”. Hoje, além da fábrica que produz pães de pacote, Luis Germano tem ainda uma pequena delicatessen, onda escoa diariamente sua produção de pães no quilo. Com uma produção mensal na casa dos quase 32 mil pães, a estrutura da fábrica conta com área de produção, recepção, escritório, e auditório para treinamento. Este, aliás, é um dos um dos pilares da empresa do Luis Germano, capacitar a equipe para entregar um produto de alta qualidade: “A coisa que eu mais defendo é o treinamento, não tem tem jeito, tem que preparar a equipe. Tudo começa já na seleção, procurar pessoas certas para aquele serviço”.

 

O empresário investe na capacitação da equipe para manter a qualidade do produto
O empresário investe na capacitação da equipe para manter a qualidade do produto (Foto: Acervo)

Se tem uma dica que o padeiro dá para qualquer empreendedor é que é preciso conhecer a fundo seu ramo de atuação. “Comecei a participar do sindicato de panificação, a fazer visitas técnicas, a correr atrás de ficha técnica, comecei a me entrosar com outros padeiros da área, a viajar para feiras do ramo. Luis compartilha ainda, que foi superando todos os percalços e acreditando no potencial de suas mãos, que o pequeno negócio foi tomando forma e, hoje, já sonha com a possibilidade de abrir novos espaços, ampliando seu raio de atuação para além de seu município.

Assim como Luis Germano, buscar conhecimento é imprescindível para todo e qualquer empreendedor, independente do ramo. Quer saber mais dicas de como alavancar seu negócios e aprimorar suas técnicas? Inscreva-se agora no curso 'Gestão e Liderança: Empreender em tempos de crise'. Em formato de Ensino à Distância (EAD), o curso é 100% gratuito. 

TAGS