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Série Empreender: A incrível trajetória de empreendedores cearenses

Boutique móvel: a história da empreendedora que começou seu negócio vendendo roupas dentro de uma sacola e hoje já conquistou casa, carro e ponto fixo de vendas
00:00 | Jan. 26, 2021
Autor O Povo
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Tipo Notícia

Dois conceitos definem bem a moda cearense: tradição e criatividade. O Estado é um dos maiores produtores do setor têxtil do Brasil e avança no mercado elevando a qualidade da produção mesmo diante dos longos períodos de estiagem, que prejudicam a qualidade do algodão. Atravessando um momento difícil, fora do período pandêmico, confecção, vestuário e têxtil são fortes em termos econômicos e em índices de empregabilidade no Ceará, fazendo brilhar os olhos de muita gente que aposta no segmento para empreender.

Basta dar uma voltinha pelo Centro da cidade para ter uma pequena noção do tamanho da proporção que o segmento alcançou, por exemplo, no setor de moda popular. Antes resumido basicamente a feiras de chão, nas praças do entorno, hoje consquistou coberta e um lugar para chamar de seu com espaços destinados aos pequenos boxes, que estão mais organizados e com melhor estrutura. Mas empreender não é uma tarefa fácil e começar, principalmente quando não se têm capital disponível, requer muito jogo de cintura e criatividade. Francisca Selma Gomes de Souza Sá, 44, hoje tem loja própria, carro, casa e todo dia aumenta um item na lista de perspectivas para o futuro. Quando decidiu iniciar seu próprio negócio, há 15 anos, já tinha ciência dos desafios que enfretaria. Sem capital de giro, como ela mesma define o começo: “foi na cara e na coragem”.

Tudo começou quando Selma comprou algumas bermudas para o marido. As roupas, porém, não lhe couberam, mas ao invés de devolvê-las, Selma decidiu mostrar para algumas pessoas com o intuito de adquirir de volta o dinheiro gasto nas peças. Na época, a hoje empreendedora, trabalhava como doméstica em um apartamento da capital e ao vender rapidamente os modelitos, percebeu que o enorme condomínio e seus inúmeros funcionários, poderiam ser potenciais clientes. Não deu outra: logo a notícia de que Selma estava vendendo roupas se espalhou e mais clientes foram chegando. Foi assim que começou a ir atrás de fornecedores para dar conta das encomendas e fundou o embrião de seu negócio. Batizou de Boutique Móvel, uma sacola carregada de roupas que fazia chegar até seus compradores, antecipando em 15 anos a tendência das entregas à domicílio, que hoje em dia são bastante utilizadas pelas marcas: “Eu tinha apenas uma sacola com as peças de roupa e a ousadia. Ah, e os contatos dos todos os fornecedores, porque na hora que eu tinha uma encomenda, eu já ia buscar”.

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Para aumentar sua cartela de clientes passou a enxergar potenciais compradores em todo lugar: “Não houve um planejamento, as coisas foram acontecendo. Todos os dias quando a gente vai pro trabalho a gente faz amizade, com o pessoal que está no ponto do ônibus, com o motorista, com o trocador, as pessoas que já vinham com você no seu trajeto do ônibus. Era o meu network. Aí eu comecei a falar: olha, eu tô vendendo umas modinhas...”, relembra. E assim ela estabeleu uma rota para sua Boutique Móvel: todo dia quando saía do trabalho, visitava suas clientes no próprio condomínio no qual trabalhava e em um hospital da região, contato, aliás, que fez com uma enfermeira dentro do ônibus. Até então, Selma mantinha a dupla jornada, como doméstica e empreendedora.

O próximo passo foi arrumar a sala de casa para ir acomodando seu sonho, na primeira consultoria teve a certeza de que não seria fácil: “Quando você vai pegar uma consultoria eles dizem assim: você tem que ter um ponto excelente, ter estacionamento, uma boa logística. Você tem que ter uma equipe excelente... mas eu não tinha nada disso, eu tinha apenas a cara, a coragem e a fé”. E ela foi assim mesmo. Pegou as cruzetas do próprio guarda-roupa, pregou uma cortina e foi expondo os vestidos ali mesmo, na parede da sala. Criou seu ponto de apoio e começou a vender para a vizinhança.

Foi quando uma amiga sugeriu fazer um empréstimo em conjunto, fazendo Selma vislumbrar pela primeira vez a possibilidade de um capital de giro para investir. Seu primeiro crédito: R$400. “Meu Deus o que a gente faz com R$400 reais? Hoje em dia são quatro perfumes, mas eu pulava de alegria”, conta. A maior difilculdade na época era acreditar em si mesma: “vencer o medo, a ansiedade, as incertezas de abandonar um trabalho, que quando chega o final do mês tem aquele salário fixo por uma coisa incerta. Comecei tudo ao contrário, sem ter nada, foi fazendo do nada. Quando tinha um dinheirinho comprava um ventilador, um manequim...”.

A loja hoje vende de tudo um pouco, de acordo com a demanda do momento
A loja hoje vende de tudo um pouco, de acordo com a demanda do momento (Foto: Acervo)

O crédito foi aumentando, veio a primeira reforma e a necessidade de criar um novo nome, já que agora sua Boutique tinha um ponto fixo: foi assim que surgiu a marca Eu sou seu estilo de vestir, mas desta vez com uma festa de inauguração à altura do novo empreendimento que hoje, além de roupas, vende acessórios, brinquedos e moda praia. Como Selma mesma define: “ somos um armarinho de variedades”. Sobre a maior conquista de seu negócio, ela diz ser a de se manter ativo no mercado em meio a tantas incertezas na economia e, principalmente, durante a pandemia: “é um momento difícil, nós estamos recomeçando, praticamente, do zero. O mercado está tímido, o consumidor ainda está com muito medo”.

A empreendedora conta que passou por momentos difíceis, mesmo já tendo seu negócio estruturado. Como não buscou um acompanhamento especializado e nem procurou formas para se atualizar sobre a arte de empreender, chegou um momento em que não conseguia mais crescer: “Eu não busquei uma mentoria, não busquei desenvolver, então eu comecei a me auto sabotar. Comecei a transferir responsabilidades que eram minhas, gestora, para pessoas que não tinham o menor preparo”. Foi aí que percebeu um desinteresse pelo seu próprio negócio, o sonho não fazia mais tanto sentido em meio a tantas dificuldades. Mas a chavinha virou novamente, buscou ajuda, colocou as ideias no lugar e um novo slogan mental apareceu: “agora é o seguinte, não quer me ajudar, então sai da frente, que eu vou pra cima, eu vou com tudo”, afirma com firmeza e exatidão. E complementa: “Pelo bem do meu psicológico, da Eu sou seu estilo de vestir, hoje eu busco sempre estar me reciclando, nem que seja no YouTube, eu estou sempre buscando algo que me acrescente na vida espiritual, no conhecimento, para a minha auto-confiança, para administrar o meu tempo”. Conquistas não só da marca, mas da empreendedora que a cada dia almeja novas possibilidades para o seu negócio.

 

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Pesquisa de mercado para os pequenos negócios

#PubliEditorial
00:00 | Jul. 05, 2022 Tipo Publieditorial

Mais de 1 milhão de empresas foram abertas no país no primeiro trimestre deste ano. É o que aponta um levantamento realizado pelo escritório de contabilidade Contabilizei, realizado a partir de dados da Receita Federal. 79% desses novos negócios são Microempreendedores Individuais (MEIs). Mas para tirar uma ideia do papel é fácil. Mas quais são os passos necessários para diminuir os riscos para o seu novo negócio?

Dona Mariazinha sempre fez canjicas para vender na porta de casa. Com isso firmou uma clientela cativa. Mas dona Mariazinha nunca vendeu para além do bairro onde mora, mesmo que sua canjica seja inigualável. Assim como milhares de novos empreendedores, ela começou por acaso. Mas esqueceu – ou nunca lhe contaram, que para crescer e se tornar consistente, ela precisaria aprender mais sobre seu público-alvo.

“Quando se está diante de uma ideia de negócio, é comum que a vontade acabe se sobrepondo à razão. O desejo de realizar pode acabar atrapalhando algumas etapas essenciais para que se tome uma decisão mais coerente. E são essas etapas que permitem o seu posicionamento diante do negócio”, defende Dilson Alexandre, Doutor em Marketing e Estratégia e mestre em Administração de Empresas.

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O especialista explica ainda que antes de tudo é preciso que se faça uma pesquisa de mercado. Ela é fundamental para descobrir dois detalhes nada básicos: se o seu negócio será lucrativo, e se o produto ou serviço que se quer oferecer tem viabilidade. “E aqui não estamos falando de algo inacessível”, salienta.

Mas para se avançar na pesquisa de mercado é preciso saber quem é o público-alvo, grupo específico de consumidores ou organizações que compartilham um perfil semelhante. A ideia é que você conheça quais são as características em comum desta fração da sociedade que será o foco do seu negócio: “É básico saber se o produto ou serviço que está sendo planejado é desejado pelo público – e em quais características e condições – principalmente antes de lançar”, especifica Dilson.

Duas perguntas essenciais para entender o seu público-alvo:
1 – Por que as pessoas se beneficiariam do seu produto/serviço?
2 – Quem são estas pessoas?

A pesquisa:
Realizar pesquisa de mercado não é algo inacessível para os pequenos negócios, na verdade é um mecanismo que deve ser sempre utilizado para entender a demanda do público – que está sempre se atualizando. “As pesquisas trazem insights, que aumentam a capacidade de compreensão sobre o cenário em que se está adentrando ou no qual se quer crescer”. Existem empresas especializadas nesses serviços, mas Dilson afirma que é possível fazer gratuitamente e ensina um passo a passo para você começar.

Passo a passo de uma boa pesquisa:
1. A ideia – objetivo claro. O que você quer saber?
2. O público – Quem você vai ouvir?
3. Cronograma – Quanto tempo vai durar sua pesquisa?
4. Questionário/formulário – Quais questões podem me ajudar a tirar conclusões interessantes? Faça antes um teste com menos pessoas.
5. Divulgação – Onde você vai aplicar/divulgar sua pesquisa? Nas suas redes sociais, no Whatsapp ou e-mail dos clientes, presencialmente na loja?
6. Análise os dados – Tente entender o que as respostas dizem. O que podemos aprender com o resultado? Que ideias podemos ter?

“O importante é que as pesquisas a serem desenvolvidas - ou aquelas que você já encontra prontas em sites jornalísticos, dos governos e entidades ligadas ao comércio - , contribuam para o seu posicionamento, para saber se o seu negócio é viável, do conhecimento sobre a concorrência e para impulsionar seus negócios nas redes sociais”, finaliza Dilson.

 

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O que faz a sua marca ser lembrada?

#PubliEditorial
00:00 | Jun. 21, 2022 Tipo Publieditorial

Pense na sua marca favorita. Pode ser a do seu telefone, da sua televisão ou até mesmo daquela hamburgueria que você adora ir aos finais de semana. Provavelmente, as marcas que já fazem parte do seu dia a dia logo vão vir a sua cabeça. Quando você pensa em telefone, você pensa naquela marca, com o televisor e a hamburgueria do mesmo jeito. Isto acontece porque essas marcas despertam sensações em você. 

Isso significa que o trabalho de branding dessas empresas está sendo muito bem executado. Branding é o conjunto de ações voltadas para sustentar o posicionamento da marca, com o alinhamento certo de seus propósitos e valores. W Gabriel, especialista e consultor de marketing, mídias sociais e omnichannel, explica como é o funcionamento por trás do branding: “Com esse conjunto de ações, criam-se conexões tão fortes entre as pessoas e a marca que isso se torna um fator decisivo para que os clientes escolham sua marca, e não o concorrente, no momento de decisão de compra”.

E, ao contrário do que muita gente pensa, não são só as grandes empresas que precisam pensar em branding, a sua micro e pequena também precisa se ela quiser se destacar – e ser lembrada. “É óbvio que grandes marcas como Omo, Vanish, Nike ou Adidas são memoráveis em boa parte do mundo. Mas isso não quer dizer que, na gôndola do supermercado, na lista do iFood, no corredor do Centro da cidade ou na esquina do seu bairro, não possa existir uma marca que se conectou tanto com o público, que jamais será esquecida”, exemplifica o especialista. Mas como seu pequeno negócio pode ganhar investindo em brandind digital?

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A seguir listamos 2 dicas para seu negócio apostar nesta estratégia:

1)Desenhe sua marca com técnicas profissionais de design 
Não importa se você vai usar apenas on-line ou fisicamente, você pode desenhar sua marca apenas com texto ou também com ícones. Seja como for, lembre-se de que sua marca deve transmitir de imediato a promessa da sua empresa, como leveza, sabor irresistível, confiança na qualidade, status ou outros. Para transmitir isso, o desenho da marca precisa ter traços, cores, posições dos elementos, dentre outros aspectos que apenas um profissional da área saberá compor. Fazer isso é importante para que sua marca seja lembrada e entendida e, mais do que isso, que desperte uma sensação em quem vê. Como ela será a lembrança mais repetida que seu cliente verá, principalmente nos meios on-line, dê atenção redobrada a esse trabalho.

2) Construa sua fachada
(física ou on-line) de forma convidativa

Infelizmente, muitos empreendedores negligenciam a fachada (física ou on-line) de suas empresas. Certamente, você já deve ter ouvido que “aquela empresa está quebrando, parece que está abandonada” ou então “eu não vou entrar aí, tenho até medo” ou até “eu nunca encontro vocês na internet, desisto”. São sentimentos como esses que invadem a mente dos clientes quando eles encontram fachadas maltratadas. E certamente não é esse tipo de comentário que você quer ouvir de seus clientes.


Mesmo que você precise ter uma fachada física, coloque-se no lugar de quem está passando pela rua e que não conhece seu negócio. Essa pessoa se sentiria à vontade para entrar no estabelecimento? Despertaria nela a confiança necessária para comprar de você? E, mesmo que ela nem sequer entre, ela se lembraria da sua empresa em outra oportunidade? Tenha atenção: tudo hoje acaba nos meios digitais, ou seja, se sua fachada física não fizer qualquer link com os meios digitais, seja divulgando seu site, perfil do Instagram ou contato pelo WhatsApp (a partir do número ou QR Code), a pessoa interessada não poderá nem pesquisar por você mais tarde para se lembrar mais facilmente de tudo o que viu. Todas essas são perguntas para que você consiga decidir sobre a comunicação de informações e layout que colocará na fachada.


Mas, caso sua fachada seja on-line, a partir do seu site ou outra plataforma oficial, é importante que reflita se é fácil entrar em contato com você a partir dali, se é possível saber de forma rápida o que você realmente faz, se há como definir qual sua principal promessa para se difeenciar da concorrência e se existe alguma maneira que fará a pessoa lembrar de você em outra oportunidade. Após essas reflexões, fica mais fácil bater o martelo sobre qual a melhor fachada (física ou on-line) para seu negócio.

W. Gabriel fala justamente sobre este assunto no módulo 6 do curso Transformação Digital para Micro e Pequenas Empresas, o curso gratuito do Movimento Empreender, que tem como objetivo elevar a qualidade da presença dos pequenos negócios no digital. Para se inscrever basta acessar movimentoempreender.com Inscritos com CNPJ ganham benefício exclusivo.

 

 

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Monique Evelle, uma das 50 profissionais mais criativas do Brasil, participa de Webinar gratuito

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00:00 | Jun. 14, 2022 Tipo Publieditorial

Empresária, ativista, escritora e uma das vozes mais importantes da Inovação do Brasil, Monique Evelle é, antes de tudo, potente. Monique é ponte. Mulher preta, nordestina, trabalha na contramão das estatísticas e vive para mostrar que o estigma pode e deve ser quebrado, desde que disponibilizadas as ferramentas necessárias. Com 27 anos, a baiana é fundadora da Inventivos, plataforma de desenvolvimento de novos empreendedores, além de figurar na lista dos 50 profissionais mais criativos do Brasil, pela revista Wired. E ela, é uma das palestrantes convidadas da Semana em Movimento, um dos maiores Webinars gratuitos sobre empreendedorismo, que acontece de 20 a 27 de junho. Inscreva-se aqui.

Monique começou a pensar cedo nas causas sociais. Com apenas 16 anos deu o pontapé inicial do seu primeiro projeto – o Desabafo Social - que, mesmo sem saber, já começava ali sua jornada empreendedora. Mas algo já a incomodava: onde estavam seus pares? Onde estavam as referências de outras pessoas que se pareciam com ela? Onde estavam os negócios de mulheres pretas que estavam dando certo?

A inquietação ultrapassou o plano das ideias e Monique projetou. Não só, colocou em prática, pediu ajuda quando foi preciso. Vislumbrou um futuro possível e próspero não só para si, mas tem apostado firmemente na ideia de que pode levar outros a também idealizar. Empreender no Brasil não é fácil, principalmente para as maiorias silenciadas, mas encontrar no caminho histórias como a da Monique nos faz acreditar que é possível outra realidade. Como ela mesma concluiu durante sua jornada: “não é possível que as pessoas achem normal ter apenas uma Monique”.

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Nesta entrevista, ela divide um pouco da sua grande experiência. Fala sobre como começou, sobre os caminhos possíveis para empreender no Brasil, dificuldades, preconceito. Uma bate-papo direto, sem amarras e sem medo de dividir o que sabe. Talvez seja essa, inclusive, uma de suas maiores inovações: trabalhar na perspectiva de agregar, de subir, mas levar outras e outros. Se você não conhece Monique, deveria. Mesmo se não tem um negócio.


Movimento Empreender: Aos 27 anos, você é hoje reconhecida como uma das maiores vozes de Inovação no país. Mas sua trajetória começou muito antes, por volta dos 16. Você já pensava nessa perspectiva do empreendedorismo?

Monique: Na verdade, eu comecei sem saber que o que eu estava fazendo era empreender. Por diferentes motivos. Um deles é que a gente não tinha tantas referências como hoje de pessoas que empreendem - e se parecem comigo -, no lugar de empreender por autonomia, empreender por oportunidade. O Brasil tem muita gente preta empreendendo por sobrevivência. Mas até então, eu não tinha nenhuma referência de empreendedora que prosperava nos seus negócios por uma questão de escolha, de opção. Então eu não me entendia empreendedora, eu sabia que eu estava fazendo um projeto para resolver algum problema específico, que no caso era relacionado a educação e direitos humanos, há dez anos. Quando eu tinha 18 anos, eu comecei a entender que tá, não é possível que não tenha um caminho onde a gente possa mudar o mundo e ganhar dinheiro ao mesmo tempo. Por que eu já não estava conseguindo me ver, a longo prazo, trabalhando em alguma outra empresa, independente de qual. Eu não conseguia. Com certeza tem como criar alguma coisa nesse caminho. Corta, começo a entender que era possível empreender por uma questão de autonomia, uma questão de escolha, e de oportunidade também. Mas foi na jornada que eu comecei a identificar esse caminho, não foi de imediato.


ME: Quando você teve dimensão, real/oficial do tamanho e potência do teu trabalho?

Monique: Quando outras pessoas começaram a enxergar potencialidade naquilo que eu fazia eu falei: pra mim o que eu faço é tão óbvio, que não é possível que as pessoas estejam achando demais, estejam achando incrível. Então eu falei tá, existe um público que consegue enxergar potência, porque eu não posso ser essa pessoa também? Acreditando naquilo que eu estou fazendo. A partir disso, começaram os reconhecimentos, muito no lugar chamando de inovação e eu realmente acreditava - e eu acredito desde sempre - que inovação é fazer funcionar. Eu não estou inventando a roda, na época eu também não estava inventando a roda, mas diante do que eu tinha como ferramentas, eu estava fazendo funcionar dentro do que eu estava propondo.

ME: Alguns acreditam que, na maioria dos casos, só existe um tipo de empreendedorismo, aquele por necessidade, e falam que precisamos investir na criação de empregos formais, que não dá para “estimular” o empreendedorismo dentro de um contexto opressor, que empurra as pessoas para a informalidade. Como você enxerga isso?

Monique: Eu também tive esse momento, porque eu falei como é que eu vou dizer pra pessoa ser empreendedora se ela está passando fome, não tem como, é perverso. Mas aí eu também entendi que dentro do universo de empreendedorismo de negócios, existem diferentes narrativas. Uma delas é meritocrática, na qual eu não acredito. Outra é vai lá e faz, como se todo mundo pudesse ir ali e fazer. Não é verdade. E uma outra coisa que eu fiquei pensando é, será que, se tivesse incentivo na escola, a ponto de ver a possibilidade de empreender, eu não já teria empreendido antes? Porque eu comecei no colégio, mas ninguém me ensinou, eu fui fazendo. Até que depois de anos, eu entendi que era negócio e não apenas um coletivo, um mero projeto. Por que a escola não me ensinou? Por que a escola não mostrou possibilidades? Provavelmente porque nunca foi visto como um caminho possível. Sempre foi o lugar da “sevirologia”, tem que se virar. Então não dá pra mostrar o caminho de algo que não existe. Não à toda hoje eu criei a Inventivos, pensando nesse passo a passo pra quem quer empreender, porque com certeza se tivesse isso na escola eu não teria trocado três vezes de curso, Não teria ido pra engenharia ambiental, depois pra direito, depois me formar no bacharelado interdisciplinar em humanidades.

Existem narrativas plurais no empreendedorismo, a gente precisa entender e ouví-las. Não é exclusivamente por necessidade, até porque se a gente fica nessa negação de não preparar as pessoas, de não incentivar, ela vai estar empreendendo como hobby e ganhando dinheiro em outro trabalho CLT. Ou seja, a saúde mental vai embora, o sonho de empreender, também, e a possibilidade de ter uma perspectiva que era possível, já era. Por que sempre falaram que era por necessidade no Brasil, e não precisa ser. Além de necessidade, temos que falar de um empreendedorismo precarizado, num é legal a gente empreender e continuar passando fome, não é possível isso e achar normal, isso é precarização, está errado. A gente quer empreender pra poder contratar pessoas, gerar renda, ter desenvolvimento local. É uma outra perspectiva, eu empreendo por isso e para isso.

ME: Quais são os caminhos possíveis para quem quer empreender no Brasil?

Monique: Tem uma coisa, empreendedor quer resultados rápidos, né? Sim, a gente planeja pra ter resultados daqui a seis meses. Quando esse resultado não chega em 6 meses, a gente desiste. Fim. E vai seguindo a única narrativa de pra ter sucesso tem que fazer isso, aquilo, mas tem que ser rápido. Gente, não é. Tem realidades diferentes. A minha realidade é diferente da sua e de qualquer outra, porque são histórias diferentes. Quando a gente entende isso, a gente começa a equilibrar expectativa e realidade. Não dá pra gente achar que vai correr e utilizar a mesma ferramenta que fulano ou ciclano, que conseguiu em 6 meses. Não é assim, esse é um passo importante.

A gente já tem no nosso imaginário, a sociedade já entende, que tem um processo. Que processo é esse? Faz o vestibular ou o Enem agora. Passa, comemora, tem as provas, TCC, formatura e, quem sabe, você trabalha na área que você estudou. Pronto. Existe um passo a passo por que o imaginário da sociedade foi construído por séculos em cima disso. E na hora de empreender não existe fórmula mágica. Mas existem alguns caminhos possíveis, e eu acredito em um: começar com o que tem. Mas começar com o que tem, não significa continuar nesse estado. Porque não dá pra crescer apenas com o que tem, também não dá pra crescer sozinho. Logo, o segundo passo é: encontre sua tribo.

ME: E o que isso significa?
Se eu sou da área, por exemplo, de gastronomia, minha tribo é da área de alimentação, minha tribo é da área de gastronomia. Preciso procurar pessoas que estão no mesmo estágio que eu, e isso se chama mentoria entre pares. Por que às vezes a gente só quer a pessoa que conseguiu, né? Alguém que tem uma rede de restaurantes, aí eu quero estar com ela. Não, né minha gente? Mentoria entre pares, pessoas no mesmo estágio. E também, claro, pessoas que estão em estágios diferentes, inclusive à frente porque começou antes e começou com outras ferramentas. Por que aí entra o terceiro passo: pedir ajuda! A gente está tão na lógica de ser nosso próprio chefe, que esquece de pedir ajuda. Parece óbvio o que eu estou dizendo, mas é sério, as pessoas não pedem ajuda e ficam assim, como você falou, até madrugada fazendo. Esquecem que nesse pedir ajuda, é a parte que a gente consegue errar menos. A gente aprende com o erro dos outros, minha gente. Eu tive esse momento e falei assim: não é possível que eu vou ficar a vida inteira virando noite, já que eu quero continuar no meu negócio, não tem condições. E aí entra uma outra coisa: delegar tarefas. As pessoas não delegam. Por que empreendedores quando começam sozinhos acreditam que nós somos os únicos capazes de criar o que a gente cria - só eu sei fazer o bolo desse jeito, só eu consigo entregar o portfólio de comunicação desse jeito - , a gente acha que a nossa ideia é a melhor sempre.

ME: E sem delegar…

Monique: Quando a gente não consegue delegar, a gente não consegue crescer. Porque você vai chegar num momento de esgotamento mental por conta do trabalho e depois vai desistir e vai dizer que “empreender não é pra mim”. Empreender não é pra mim, logo eu estou sobrecarregada e vou voltar pro CLT porque tudo o que eu passei foi frustrante. A gente não quer saber do processo, a gente quer o resultado final, e isso não existe. A gente não encontra a nossa tribo, a gente não pede ajuda, a gente não delega, a gente quer o resultado o mais rápido possível e não testa nenhuma ideia antes. A gente coloca toda energia, esforço, tempo, dinheiro, às vezes que nem tem, em algo que não sabe se vai funcionar. Eu testo TUDO, antes de colocar todo esse esforço. A Inventivos foi um teste. Eu falei assim: gente, não é porque hoje eu tenho condições melhores, que eu vou colocar todo o meu tempo, dinheiro e energia nisso, não é possível. Vamos testar. Como foi o teste? Quanto custa o domínio, o nome Inventivos? R$50 por ano. É isso o que eu preciso, registrar o domínio, ver se as pessoas vão acessar esse site e colocar vendendo. Então a gente lança a Inventivos como um protótipo, um mínimo produto viável, porque eu preciso de um portal, e começo as vendas. Em 5 dias a gente tem 463 pessoas pagantes. Sim, funciona, a gente testou. Viu que tem demanda. E a gente teve que mudar em tempo real tudo, porque o dinheiro entrou. Então testem antes de gastar energia, tempo e dinheiro pra fazer isso acontecer.

Me: É difícil empreender no Brasil?

Monique: Sim, é difícil empreender no Brasil. Principalmente se você é uma pessoa preta, periférica, mulher ou faz parte das maiorias silenciadas. Fim. O racismo vai estar ali todo dia, o machismo vai estar ali todo dia. LGBT fobia também. Então não é só pensar no negócio, somos atravessados e atravessadas por tantas questões, que fazem com que a gente paralise muitas vezes. Você está vendendo e no processo de venda você sofre racismo, como lidar com isso? O acesso ao crédito, por exemplo, a gente sabe que empreendedores negros tem acesso negado muito mais do que empreendedores não negros e não indígenas. E assim por diante, então sim é difícil empreender no Brasil se você faz parte das maiorias silenciadas.

ME: E o que que falta na mente empreendedora brasileira?
Sobre ter a mentalidade empreendedora é um exercício, mas que envolve algumas coisas antes. A gente tem medo de errar porque não temos a chance de errar. Não dá pra errar. Se você é uma pessoa preta, periférica, não tem a chance de errar. Crescemos nesse universo do medo do erro. Eu tive muito medo do erro. Mas um exercício que eu fiz era muito nesse lugar de - o que eu sei fazer? Por que era só eu, né? Não tinha como ser outra pessoa fazendo, então naquele momento a única coisa que eu coloquei na minha cabeça era: o que eu sei fazer e o que eu consigo fazer com aquilo que eu tenho? E algo sem sofrimento também. Se no caso de uma pessoa do Piauí o que ela sabe fazer é cozinhar, talvez seja por ali que ela deva começar. Fim. Não precisa analisar mais nada. Agora, a partir do momento que deu o passo 2, ou seja, as vendas começaram, têm que recorrer sim, ou pede ajuda ou aprende a parte de gestão, a parte de finanças e por aí vai. Então assim, nesse lugar da mentalidade empreendedora é muito sobre começar com o que tem e o que sabe fazer. Eu não acho que nem que iniciar pirando demais. O próximo passo é realmente pedir ajuda.

Me: Você sempre teve essa cabeça inquieta, de pensar na frente, fora da caixa?

Monique: Minha mãe sempre disse que eu era uma criança madura demais. Enquanto outras crianças queriam brincar, eu queria assistir jornal. E quando eu entendi, a partir do Desabafo Social, que eu podia criar coisas interessantes, e no meu caso negócios, eu planejei isso. Por que tem isso aí de tá acontecendo e a gente vai no fluxo. Mas se está funcionando esse fluxo eu preciso, intencionalmente, criar outras coisas. Quando eu vi que estava funcionando, eu me vi me planejando em dez anos. Eu queria chegar onde eu estou hoje. Como? Passo a passo também. Então eu realmente coloco no papel as possibilidades. Eu sempre fui assim, mas muito no lugar de ter que virar a chave várias vezes pra ser intencional. Eu entendia que estava vindo muita coisa, mas como eu filtro? Como eu sei dizer sim/não? Como eu tenho responsabilidade, inclusive, quando você não é responsável por aquilo? É uma questão de associação, se eu disse sim pra trabalhar como consultora em alguma empresa, eu tenho responsabilidade sobre isso mesmo não sendo Monique. Tendo A, B ou C. E eu tive que entender tudo isso. Pedindo ajuda, pausando quando deveria pausar – que tá tudo também -, acelerando quando devia acelerar, mas foi planejado. Quando eu vi que era possível, eu desenhei meu caminho nos próximos dez anos, não à toa eu passei o bastão do Desabafo quando fez dez anos pra outra pessoa. E agora eu estou planejando os meus próximos dez anos.


Me: O Movimento Empreender trabalha na perspectiva de incentivar e trazer capacitação para os micro e pequenos negócios, como você enxerga essas pequenas potências que, por exemplo, neste ano, puxaram a criação de empregos formais?

Monique: Mesmo num momento como esse com a pandemia e outras crises que a gente vai enfrentar, são os pequenos negócios que reconhecem a importância da empregabilidade. Por que os unicórnios, olha o que está acontecendo agora no universo das startups, as grandes empresas, que conseguiram grandes rodadas de investimento de milhões de dólares, foram as primeiras que começaram a demitir. É uma falácia hoje ser unicórnio no Brasil e em qualquer lugar do mundo. Na primeira crise demissão em massa. Porque é isso, queimam dinheiro e não pensam em um crescimento sustentável.

Eu aposto cem por cento nos pequenos negócios porque é um crescimento sustentável. O caixa existe, o dinheiro entra, o emprego funciona, desenvolve o território, mesmo que seja um bairro. São cinco pessoas contratadas no bairro, no caso são cinco famílias que mesmo em crise estão empregadas. Então a potência dos pequenos negócios está aí, não só a potência, mas o encanto dos pequenos negócios de continuar fazendo o Brasil se movimentar. O Brasil existe enquanto economia por conta dos pequenos negócios. E pequenos negócios de pessoas que se parecem com a gente, é o norte e nordeste fazendo, são as mulheres movimentando, são as pessoas pretas fazendo tudo acontecer. E por que a gente ficou desesperado nesse movimento da pandemia? Por que pessoas pretas, periféricas pararam de consumir. Então, se a gente tirasse todos os unicórnios por aí talvez o Brasil continuasse existindo, porque os pequenos negócios estavam existindo. Então por que é que a gente não consegue incentivá-los? Por que o crédito e a isenção de impostos que começaram na pandemia para as grandes empresas, não vieram para os pequenos negócios? Por quê? Porque a gente vê o nome pequeno, pequeno demais. Não no lugar da abundância, sempre no lugar da escassez, e esse é o maior erro para os Brasileiros.


Me: Olhando em retrospecto, como você se enxerga hoje e qual a importância desse lugar que você, mulher preta, nordestina ocupa? O que significa?

Monique: Significa tanta coisa. Mas tem um lugar de como não me tornar uma exceção, né? Não é possível que as pessoas achem normal ter apenas uma Monique, sabe? Que eu tenha os direitos básicos atendidos, porque tive ascensão social. Mas ascensão social não embranquece ninguém, muito menos eu. Então tem uma mistura de responsabilidade com fardo, clandestinamente feliz, por que às vezes é tanta tragédia que não dá tempo nem de comemorar. É tanta tragédia que não dá tempo nem de comemorar porque você não demitiu ninguém no meio de uma pandemia. Isso é importante, enquanto tem gente demitindo a gente está contratando, olha aqui! Mas não deu tempo, né? E penso todos os dias também em como continuar passando o bastão. Por isso eu realmente estou focada na Inventivos, porque eu não quero ser a exceção.

Me: No dia 27 de junho você fala no Webinar sobre o tema ‘o que abre portas para um negócio crescer’. Pode nos dar um spoiler?

Monique: Tem algumas coisas. Uma delas é mais do que uma ideia criativa, é ter uma ideia, uma solução que resolva um problema. Por que empreendedor tem um problema sério, que é se apaixonar tanto pela solução, mas não tá resolvendo nada. É só você que gosta. É mais sobre se apaixonar pelo problema, pela dor e ir atrás disso. Esse é um ponto que parece óbvio, mas é o que eu mais falo para os empreendedores. Uma segunda coisa é aquele momento, que foi o meu maior erro, que é ser futurista no tempo errado. Não adianta você visualizar que daqui há dez anos as pessoas vão precisar de algo, se neste momento do mundo as pessoas ainda não entenderam. O nome disso é contexto. Não adianta criar um negócio fora do contexto de agora. Por que fica difícil convencer o público, o cliente, o mercado e a sociedade. Isso é importante.

 

Semana Movimento Empreender

O maior Webinar de 2022 está chegando e você não pode ficar de fora desta incrível jornada. De 20 a 27 de junho, você vai aprender com os maiores nomes do empreendedorismo: Monique Evelle, Nath Finanças, Rijarda Aristóteles e muito mais. O evento é gratuito e com benefícios extra para quem se inscrever com o CNPJ. Faça sua inscrição aqui

 


 

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Semana em Movimento traz 6 dias de Webinar com foco nos micro e pequenos negócios

#PubliEditorial
00:00 | Jun. 07, 2022 Tipo Publieditorial

Nath Finanças, Monique Evelle, Rijarda Aristoteles, Espedito Seleiro, Gisleine Carneiro e Sebrae. Por trás destes nomes tem muita experiência e na Semana em Movimento eles irão dividir toda essa sabedoria empreendedora em um evento totalmente gratuito. Serão 6 dias de webinar com foco nos micro e pequenos negócios.

Já pensou pegar ensinamentos incríveis direto na fonte? Esse é o intuito do webinar do Movimento Empreender, que acontece de 20 a 27 de junho. Cada dia, um tema diferente. No dia 20/06 (segunda-feira), Alisson Oliveira e Robson Rangel, do Sebrae, falam sobre o novo perfil do consumidor e o impacto dessa mudança para os pequenos negócios.

Na terça-feira (22/06), tem a força do empreendedorismo feminino, com Rijarda Aristoteles, presidente do Clube Mulheres de Negócios de Portugal, que auxilia milhares de mulheres ao redor do mundo a realizarem o sonho do negócio próprio.

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Já no dia 22/06 (quarta-feira), Nath Finanças fala sobre o que mais entende: Gestão Financeira. Em sua linguagem descomplicada, a administradora de empresas, escritora e criadora do canal Nath Finanças, aborda o assunto aplicado à realidade dos pequenos negócios.

Tem dificuldades em seguir metas estabelecidas? Você é uma pessoa de iniciativa ou acabativa? No dia 23/06 (quinta-feira), Alcilane Mota, Mestre em Educação e especialista em Gestão Educacional, vai te ensinar não só a traçar metas, mas a realizá-las.

Já no dia 24/06 (sexta-feira), você será convidado a desvendar duas histórias incríveis de empreendedorismo: a do Mestre Espedito Seleiro, artesão cearense referência nacional e internacional na arte em couro, e Gisleine Carneiro, a jornalista que virou boleira e hoje mais que domina a arte da confeitaria.

Para fechar a Semana em Movimento, no dia 27/06 (segunda-feira), Monique Evelle, fundadora da Inventivos, plataforma de formação de empreendedores - e que está entre os 50 profissionais mais criativos do Brasil - , fala sobre o que abre portas para um negócio crescer?


Benefícios para CNPJ
Os 20 primeiros inscritos que colocarem o CNPJ na ato da inscrição, irão ganhar uma consultoria gratuita do Sebrae em Marketing Digital. Outro benefício disponível para os CNPJ’s que se inscreverem no webinar, é o Diagnóstico Digital. Ferramenta essencial para o planejamento de marketing, ele será desenvolvido e adaptado para a realidade do seu negócio pelo B2POP, empresa do Grupo O Povo de Comunicação especializada em estratégia digital.


Para se inscrever na Semana em Movimento, acesse > aqui

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Nath Finanças: educação financeira para transformar vidas

PUBLIEDITORIAL
06:00 | Mai. 31, 2022 Tipo Publieditorial

Foi em meados de 2018, quando ainda cursava a faculdade de Administração de Empresas, que a fluminense Nathália Rodrigues, hoje com 23 anos, começou a se interessar por finanças pessoais. Percebendo que o assunto, apesar de essencial, não era discutido de forma acessível na internet - especialmente para famílias de baixa renda -, decidiu criar o próprio canal sobre o tema no YouTube. Lá, compartilhava os vídeos gravados com um celular simples e editados precariamente, geralmente a noite ou na madrugada, após um dia cheio. A especialista em finanças é uma das palestrantes da Semana Movimento Empreender,  evento gratuito, que acontece de 20 a 27 de junho. Inscrições aqui.

“Eu trabalhava longe de casa, saía do trabalho para a faculdade e quando chegava, ia editar e fazer tudo sozinha. Tinha dia que eu chorava e achava que não ia conseguir entregar o vídeo da semana”, lembra. Assim, com muita dedicação e apoio dos seguidores nas redes sociais, nasceu a Nath Finanças, apelido que virou não só praticamente a nova “identidade” de Nathália, mas também o nome de uma plataforma que hoje alcança e beneficia milhares de brasileiros.

Em pouco mais de três anos, a empresa passou de uma pessoa “faz-tudo” para uma equipe com mais de dez colaboradores, e saiu do financiamento coletivo para um fenômeno que atrai diversas marcas em busca de campanhas publicitárias - fechadas apenas quando fazem sentido para o propósito do negócio, reforça Nath. Para a administradora, a linguagem simples utilizada para repassar os conteúdos nos vídeos, todos focados em educação e emancipação financeira, foi o diferencial que fez a empresa crescer e se destacar.

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“Já existiam pessoas falando de finanças, mas não era acessível, não era para uma pessoa que começou em um ponto de partida de baixa renda e está crescendo, comprando suas coisas aos poucos”, conta. A empresária destaca que o tema ganhou ainda mais relevância com a chegada da pandemia. “Ainda mais para a mulher chefe de família, para quem não tem uma renda alta”, pontua.

Atualmente, o canal já conta com mais de 230 vídeos, e os materiais produzidos por Nathália e seu time não estão mais só no YouTube, mas também no Twitter (rede na qual ela sempre foi usuária assídua), no Instagram, no TikTok, no LinkedIn e no Spotify, através do podcast "Boletos Pagos". Além dos vídeos, há guias, planilhas e outros documentos gratuitos para auxiliar quem quer se organizar - e não só para pagar as contas, lembra Nath, mas também para estabelecer metas e realizar sonhos, algo que considera essencial a ser considerado, independente da renda.

Além das dicas de “finanças reais para pessoas reais”, focadas na gestão financeira do dia a dia, Nath também ajuda micro e pequenos empreendedores a entender assuntos como fluxo de caixa, precificação, emissão de nota fiscal e requisitos para ser MEI em seus conteúdos. A administradora ressalta que a educação financeira está intimamente ligada ao sucesso dos negócios, e que o empreendedorismo muitas vezes surge a partir de uma necessidade - por isso, estar atento às finanças é ainda mais importante.

“Mais do que nunca, o brasileiro começa a empreender não porque há uma paixão, e sim por necessidade. Isso ocorre principalmente com as mulheres, que às vezes não têm acesso ou não são contratadas porque as empresas não querem contratar mães, por exemplo, aí elas criam pequenos negócios”, explica. Estudar sobre finanças se torna, portanto, a chave para que aquela pessoa ou família obtenha sucesso pessoal e profissional.

Outra questão importante, segundo a empresária, é lembrar que economia e política estão conectadas, como no caso das decisões políticas que impactam a inflação e, consequentemente, o preço dos produtos. “Principalmente nesse ano de eleição, precisamos normalizar a conversa sobre dinheiro”, declara.

Humanizar as finanças para mudar a relação com o dinheiro

Um ponto defendido por Nathália em relação à educação financeira é o estímulo ao pensamento crítico sobre finanças desde cedo. Para ela, os pequenos já convivem com dinheiro ao observar o dia a dia da família, e têm total condição de obter aprendizados relevantes que levarão para toda a vida. “É preciso investir em formas legais de levar a educação financeira para o dia a dia das crianças e adolescentes, porque muitas vezes nós só aprendemos sobre finanças adultos, quando já estamos endividados”, completa.

Pensando na emancipação financeira das novas gerações, Nath aos poucos tem tirado do papel um projeto muito sonhado e que ainda está sendo concluído: um conjunto de ações educativas voltadas para crianças e adolescentes, novo produto da empresa que será lançado ainda este ano.

E, inspirada pelos grupos de estudos online “Nath Estudanças” e pelas palestras que dá em escolas públicas e faculdades, com foco em quem está começando a ter uma vida financeira ativa, ela já pensa em passos ainda mais largos - afinal, como sempre diz, é necessário estabelecer metas e sonhos. “Com a pandemia, ficamos muito tempo online, e agora estamos buscando o presencial, com foco na conexão com as pessoas. Daqui a alguns anos, quero criar o Instituto Nath Finanças, para continuar humanizando a conversa sobre educação financeira”.

Como aprender sobre finanças?

Antes de procurar fórmulas prontas, busque entender um pouco mais sobre quais são as prioridades da sua vida financeira, incluindo metas e sonhos. Trace os objetivos: você quer viajar? Juntar dinheiro para comprar uma casa própria ou um carro? Escreva todos em um papel e divida-os entre metas de curto, médio e longo prazo, sugere Nath. A administradora também afirma que é importante definir um tempo para cada objetivo (5, 10, 20 anos).

Depois, comece a pesquisar e estudar sobre educação financeira e investimentos. Além de órgãos confiáveis que disponibilizam cursos básicos gratuitamente, como o Banco Central do Brasil e a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Nath recomenda o conteúdo de criadores de confiança, como o NoFront - Empoderamento Financeiro e As Investidoras. A empresária também tem playlists temáticas em seu próprio canal, que podem ser acessadas conforme a necessidade do espectador.

Saiba mais

A empresária e administradora Nathália Rodrigues é uma das palestrantes da Semana Movimento Empreender, webinar gratuito realizado pela Fundação Demócrito Rocha (FDR) em parceria com o Sebrae que ocorrerá de 20 a 27 de junho. Para conferir a programação completa e garantir sua inscrição, acesse o link do evento na plataforma Sympla.

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