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Babá, creche ou casa de parente: qual opção escolher?

Sem uma resposta ideal para todos os casos, os pais devem levar em consideração a realidade da família e o melhor para o desenvolvimento da criança

14/09/2017 08:00:00
Criança com deitada no chão com artigos de papelaria ao redor
Criança com deitada no chão com artigos de papelaria ao redor

[FOTO1]Dentre os inúmeros cuidados que os pais podem ter após o nascimento dos filhos, um deles é com quem deixá-los após o período de licença-maternidade. Entre as opções mais comuns estão contratar uma babá, matricular o filho em uma creche ou deixá-lo com algum parente de confiança. A escolha correta deve ser: a que melhor se encaixa no dia a dia da família e que passa mais tranquilidade aos pais. Para isso, eles devem pesar prós e contras antes de tomar uma decisão.

"A escolha é bastante pessoal e precisa levar em conta o que será melhor para o desenvolvimento da criança”, afirma a psicóloga Anna Lívia Soares, do Hapvida Saúde. Entre os pontos positivos de se deixar a criança com algum parente, ela destaca a despreocupação para os pais. Para a mãe, essa sensação é importante para “não atrapalhar o aleitamento materno e favorecer a tranquilidade para o trabalho”. Contratar uma babá oferece a praticidade de a criança ficar em casa, com os próprios brinquedos, e ter exclusividade do cuidado. “Por outro lado, é preciso que ela seja de extrema confiança", aponta Anna Lívia.

Optar por uma creche, por sua vez, oferece aos pequenos a possibilidade de interagir com outras crianças, além de a instituição oferecer corpo pedagógico preparado para o Ensino Infantil e ser legalmente responsável pelos alunos. O maior benefício, de acordo com a psicóloga, é o incremento do desenvolvimento neuropsicomotor. “A linguagem, principalmente, desenvolve-se bastante nas crianças que convivem com outras”, afirma.

Entre a creche e a babá

Além de não existir escolha certa ou errada, ela não precisa ser uma “decisão sem volta”. A psicóloga Anna Lívia Soares explica que, às vezes, é necessário testar para descobrir se a criança vai se adaptar e se os pais vão ficar tranquilos. Deixar a criança com babá, tem a praticidade de a criança ficar em casa, num ambiente familiar, com seus brinquedos, a exclusividade do cuidado e a prevenção de algumas doenças transmitidas por outras crianças. Por outro lado, é preciso que ela seja de extrema confiança. Optando pela creche, com um corpo pedagógico preparado, há a convivência com outras crianças, que melhora o desenvolvimento neuropsicomotor e a linguagem. “A escolha deve ser feita de acordo com a realidade de cada família, levando em consideração o melhor para a criança. Pensar os prós e os contras pode ajudar na escolha”, acrescenta.

Nem creche nem babá

Mãe de Pedro, 6, e João, 2, a pedagoga Angela Serpa teve de fazer a escolha. Para ela, que trabalhou fora de casa até o sexto mês da primeira gestação, considerar a possibilidade de outra pessoa ficar com o bebê era um peso emocional. Por conta do apego ao filho, aliado ao intenso fluxo de mama, do alto valor de custos para contratação de babá, e ainda falta de confiança e medo, Angela passou a trabalhar em casa. Dessa forma, pode dar atenção integral, sem deixar de ganhar uma renda. “Mesmo cansada, a sensação de acompanhar o crescimento e estar perto a cada dente que cai é a melhor possível. Eu gosto de cuidar e saber que tá dando certo”, relata a mãe.

Quando completou dois anos, por escolha de Angela, Pedro entrou em um colégio de grande porte. Para ele não passar por uma nova adaptação ao sair da creche para a escola maior, a pedagoga escolheu iniciar os estudos do filho em uma escola que ofereça bom serviço por toda a vida escolar. Segundo ela, o filho mais velho passou por, no máximo, um mês de adaptação. Já com o segundo filho, a experiência foi parecida. Entretanto, a adaptação foi ainda mais rápida. O mais novo já queria seguir os passos do irmão indo para a escola.

Ela não se arrepende da escolha. Hoje, ela não exclui a possibilidade de voltar a trabalhar fora de casa, mas reconhece que, para ela, dividir o tempo com o trabalho e o cuidado com os filhos em casa é o melhor. “Cada mãe analisa as suas possibilidades e vai saber o que é o melhor para o filho. Cada caso é um caso”, pontua.

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