Preços da construção civil iniciam 2026 com alta de 1,49% no Ceará
O custo da construção, por metro quadrado (m²), que em dezembro fechou em R$ 1.789,14, elevou-se para R$ 1.815,87 neste começo de ano no Estado
Resumo
O Nordeste registrou a maior alta regional do país (1,85%), com destaque para o Piauí que teve o índice mais alto do Brasil
O Sinapi nacional avançou 1,54%, atingindo o maior patamar desde 2022 e elevando o custo médio para R$ 1.920,74
A alta foi impulsionada pela reoneração da folha de pagamento e pelo reajuste do salário-mínimo sobre a mão de obra
O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), que baliza os contratos da construção civil nos âmbitos público e privado, começou o ano em 1,49% de elevação no Ceará.
Em janeiro de 2026, a taxa ficou 1,37 ponto percentual (p.p) acima da registrada em dezembro do ano passado, que foi 0,12%.
No acumulado dos últimos 12 meses, o resultado foi de 7,64%, acima dos 7,54% no período de 12 meses imediatamente anteriores. Já em igual período de 2025, o Sinapi estava em 1,39%.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 10 de fevereiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e não refletem valores de venda, pois estes sofrem impactos outros como a localização geográfica e fatores externos como segurança.
A pesquisa aponta que o custo da construção, por metro quadrado (m²), que em dezembro fechou em R$ 1.789,14, elevou-se para R$ 1.815,87 neste começo de ano.
A composição vem de R$ 1.104,33 relativos aos materiais e R$ 711,54 à mão de obra.
Comparação com outras regiões: Nordeste lidera
Olhando para as regiões e estados, o Nordeste apresentou a maior alta da taxa (1,85%) em janeiro, com avanço em todas as nove unidades da federação.
As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 1,67% (Centro-Oeste), 1,39% (Sudeste), 1,35% (Sul) e 1,33% (Norte).
Mas o maior índice do País foi observado no Piauí (4,12%), influenciado pelo reajuste do acordo coletivo de categorias profissionais e pelo aumento no custo dos materiais.
Preço da construção civil no Brasil
No Brasil, o Sinapi avançou 1,54% em janeiro de 2026, sendo 1,03 p.p. superior a dezembro de 2025 (0,51%).
É o maior resultado desde junho de 2022 (1,65%). Nos últimos 12 meses, o salto foi de 6,71%, passando dos 5,63% nos 12 meses imediatamente anteriores. O índice de janeiro de 2025 havia sido de 0,51%.
Para o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, o dado do mês reflete a reoneração na folha de pagamento de empresas do setor da construção civil.
“Esse reajuste está segundo a legislação, que fixa uma alíquota de 10% sobre a folha de pagamento em 2026”, explica o pesquisador.
Para se ter ideia, o custo nacional da construção passou de R$ 1.891,63 em dezembro para R$ 1.920,74 em janeiro, sendo R$ 1.081,31 equivalentes aos materiais e R$ 839,43 à mão de obra.
A parcela dos materiais variou 0,27%, mantendo o patamar de dezembro (0,27%), e subindo 0,09 p.p. comparado a janeiro do ano passado (0,18%).
Já a parcela da mão de obra cresceu 3,22%, ficando 2,39 p.p. acima de dezembro (0,83%) e 2,25 p.p. a mais em relação a janeiro do ano anterior (0,97%).
“Além da reoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil, a alta na mão de obra decorre do reajuste do salário-mínimo nacional em 2026. Em especial para serventes de obra, categoria profissional que teve alta decorrente da adequação a este reajuste em 11 das 27 unidades da federação”, diz o gerente da pesquisa.
Em 12 meses, a parcela de materiais acumulou alta de 4,29%, enquanto mão de obra subiu 10,03%.