Banco do Nordeste integra o top 5 do Boletim Focus

| DESTAQUE | Feito acontece menos de um ano após a entrada no Sistema de Expectativas de Mercado do Banco Central

21:13 | Jan. 20, 2026

Por: Adriano Queiroz
Na foto, o economista chefe do BNB, Rogério Sobreira (foto: FERNANDA BARROS)

O Banco do Nordeste (BNB) passou a compor o Top 5 do Boletim Focus, do Banco Central, que integra as instituições com maior índice de acerto nas projeções econômicas.

O feito acontece menos de um ano após a entrada no Sistema de Expectativas de Mercado do Banco Central. O BNB ficou, por exemplo, entre as instituições com melhor desempenho na estimativa da Selic, a taxa básica de juros, no ano de 2025.

Em entrevista à Rádio O POVO CBN, o economista-chefe do BNB, Rogério Sobreira, explicou que “o sistema coleta as expectativas para uma série de variáveis macroeconômicas, tais como a inflação, o PIB, a própria taxa de juros, o desemprego, o resultado fiscal, tanto para intervalos mensais, trimestrais quanto anuais”.

“O BNB fez a solicitação para entrar neste grupo, foi aprovado e passamos a responder semanalmente o Boletim Focus. Ele é publicado na internet toda semana. Passamos semanalmente a apresentar nossas previsões não para as mais de 100 variáveis, mas para um conjunto menor de variáveis para os quais nós estávamos preparados”, pontuou Sobreira.

Já projetando 2026, o economista-chefe do BNB prevê que a Selic vai fechar o período em 12,25%, uma redução de 2,75% ao longo do ano. “Parece pouca coisa mas não é. De todo modo 12,25% ainda vai ser uma taxa muito alta mas essa é a nossa expectativa. Semana que vem vai ter a primeira das oito reuniões do comitê de política monetária que é a instância onde é decidida qual é a taxa que vai vigorar até a próxima reunião”, lembra.

“A nossa expectativa é que o Banco Central nesta primeira reunião, ainda não comece a reduzir a Selic. Ele deve começar a fazê-lo em março e não em 0,25 ponto percentual mas em 0,5 ponto percentual até chegar a 12,25% no fim do ano”, ressalta Sobreira. Ele acrescenta que “o Banco Central toma as decisões de política monetária, notadamente no que diz respeito à taxa de juros, em função do comportamento esperado da inflação do IPCA”.

“Se a gente pega o comportamento do IPCA no começo do ano passado até o fim ele foi um comportamento muito benigno. O índice caiu muito. Fechou em 4,26%, abaixo do teto da meta de inflação. Vamos lembrar que a meta é 3% e aí você pode acrescentar um e meio ponto percentual para baixo e um e meio ponto percentual para baixo”, concluiu o economista-chefe do BNB.

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