Trump considera uma 'ótima ideia' que aliados americanos abandonem Irã e volta a atacar Powell
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 13, que aliados americanos no Irã deveriam deixar o país e evitou detalhar que tipo de apoio Washington pode oferecer em meio à escalada de tensões. Questionado sobre a "ajuda" mencionada por ele mais cedo ao Irã, Trump disse que "vocês terão que descobrir sobre isso". Em seguida, ao comentar a presença de aliados americanos no país, avaliou que "é uma ótima ideia que eles abandonem o Irã".
As falas ocorrem após Trump ter suspendido contatos com autoridades iranianas e afirmado que "a ajuda está a caminho", sem esclarecer o conteúdo ou a natureza da ação.
Durante visita a uma fábrica da Ford, Trump ainda ampliou críticas a acordos comerciais e defendeu uma postura mais dura na política industrial. Ele afirmou não pensar sobre o acordo USMCA, que envolve EUA, Canadá e México, argumentando: "não precisamos dos produtos do Canadá e do México. Quero construir carros nos EUA, não no Canadá". Segundo ele, o tratado "expira bem em breve" e não é essencial para os interesses americanos.
Trump também destacou a política tarifária como ferramenta central de sua estratégia econômica, acrescentando confiar em uma vitória judicial: "Espero que ganhemos o caso das tarifas na Suprema Corte. Eu sou o 'cara das tarifas'".
O presidente voltou a atacar o comando do Federal Reserve (Fed), em meio à abertura de investigação pelo Departamento de Justiça (DoJ, em inglês) contra o presidente do BC, Jerome Powell. "Temos um péssimo presidente do Fed", declarou, ao afirmar que, com Powell, "não sei se teremos cortes de juros. As taxas dele são muito altas". Trump disse ainda que o novo indicado ao cargo será escolhido "nas próximas semanas".
Ao comentar críticas do senador republicano Thom Tillis, que prometeu barrar indicações ao Fed, Trump afirmou que "Thom não vai ser senador por muito tempo por causa de visões como essa". Por fim, mencionou brevemente o mercado de energia ao dizer que "adoraria ver o petróleo a US$ 53 o barril".