Para Krugman, economia dos EUA sob Trump em 2026 'pode muito bem piorar antes de melhorar'

Para Krugman, economia dos EUA sob Trump em 2026 'pode muito bem piorar antes de melhorar'

A perspectiva para a economia dos Estados Unidos, para o Nobel de Economia de 2008, Paul Krugman, é de continuidade da incerteza e risco de deterioração adicional. Ao avaliar o que vem pela frente após o primeiro ano da economia sob o presidente do país, Donald Trump, sob o termo "Trumpnomics", Krugman afirma que "pode muito bem piorar antes de melhorar", indicando que os resultados "fracos" observados em 2025 podem não representar o pior cenário.

Para o economista, não há expectativa de mudança relevante na condução da política econômica. Krugman escreve que Trump "claramente" não vai reconsiderar suas escolhas, reagindo a sinais de fracasso com "negação e redobrando a aposta". Nesse contexto, as tarifas tendem a ser mantidas, já que "sua política tarifária fracassada continuará, a menos que a Suprema Corte a invalide".

Krugman aponta que a principal consequência dessa estratégia é a manutenção de um ambiente de forte incerteza, que desestimula investimentos e contratações. Ele avalia que a economia seguirá pressionada por decisões erráticas e por propostas que classifica como "uma sequência de ideias inviáveis e mal concebidas", incapazes de compensar os efeitos negativos já observados no mercado de trabalho e na indústria.

O economista também chama atenção para riscos adicionais à frente, como a tentativa de politizar o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e o prolongamento da guerra comercial, fatores que podem "desestabilizar os mercados financeiros" e aprofundar a cautela das empresas.

Embora o mercado acionário continue resiliente, Krugman ressalta que "o resto dos EUA não está", destacando a fragilidade da situação para trabalhadores e pequenos negócios.

O ganhador do Nobel sustenta que a combinação de políticas persistentes e elevada incerteza indica um cenário adverso no curto e médio prazo.

Segundo ele, sem uma reversão de rumo, a economia americana tende a enfrentar um período prolongado de estagnação e frustração, sobretudo entre os eleitores que acreditaram nas promessas de prosperidade rápida feitas pelo atual governo.

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