ONU destaca papel da IA na economia global, mas alerta para riscos e desigualdades
A inteligência artificial (IA) surge como um dos principais vetores de investimento e transformação econômica global para o ano, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mas seu avanço acelerado traz riscos financeiros, sociais e institucionais. É o que aponta o relatório Situação e Perspectivas da Economia Mundial de 2026, divulgado nesta quinta-feira, 8, pela instituição.
"Os rápidos avanços em IA e em tecnologias de energia limpa estão estimulando novas ondas de investimento e inovação", impulsionando gastos em infraestrutura digital e tecnologias avançadas, diz a ONU. A organização, contudo, ressalta que esses investimentos permanecem fortemente concentrados em poucas economias desenvolvidas, o que "deixa muitos países para trás e aprofunda desigualdades existentes".
Investimentos atuais em IA evidenciam "o vasto potencial da tecnologia", diz o relatório, alertando que também estão "criando temores de uma bolha financeira que pode se espalhar pela economia global". Em lugares como os EUA e partes da Europa, a ONU observa que a expansão da IA tem sido um dos principais motores da formação de capital, embora parte desses gastos possa ter sido "antecipada", tornando-se "vulnerável a uma desaceleração temporária".
Além disso, no comércio internacional, a ONU avalia que a rápida adoção da IA deve estimular ainda mais a demanda por serviços entregues digitalmente. O documento cita estimativas segundo as quais a IA "pode impulsionar o comércio global em quase 40% entre 2025 e 2040" ao reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência no comércio de bens e serviços.
No mercado de trabalho, o tom é mais cauteloso. A ONU destaca que a IA está sendo cada vez mais utilizada em processos de contratação e alerta que modelos de linguagem "podem influenciar quem é contratado, favorecendo determinados grupos sociais".
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