Dólar abre em ligeira alta de 0,19%, cotado a R$ 5,4157, em linha com exterior

Dólar abre em ligeira alta de 0,19%, cotado a R$ 5,4157, em linha com exterior

O dólar abriu o pregão desta terça-feira (6) em ligeira alta frente ao real, em linha com a valorização moderada da moeda americana no exterior e com a postura mais cautelosa dos investidores diante do ambiente geopolítico ainda carregado.

Na abertura, o dólar à vista avançava 0,19%, cotado a R$ 5,4157, enquanto o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,14% no início da manhã. No mercado futuro, o contrato de dólar para fevereiro iniciou os negócios praticamente estável, com alta de 0,04%, a R$ 5,4500.

No exterior, o ambiente ainda é de busca seletiva por segurança, com alta expressiva dos metais preciosos desde ontem - o ouro avançou 3% e a prata disparou 8% - em meio aos desdobramentos da crise na Venezuela.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (5) que o país não está em guerra com a Venezuela, disse que pretende "consertar" o país e descartou a realização de novas eleições no curto prazo. Segundo informações da Bloomberg, Trump pediu ao secretário de Estado, Marco Rubio, que lidere o processo de implementação de reformas econômicas e políticas no país vizinho. Ainda assim, a leitura predominante é de que o episódio mantém elevado o nível de incerteza no curto prazo, sustentando o dólar como ativo de proteção.

No mercado doméstico, a agenda é relativamente esvaziada, o que tende a reforçar a influência do cenário externo sobre o câmbio na abertura. O principal destaque do dia é a divulgação da balança comercial de dezembro e do acumulado de 2025, às 15h, acompanhada de coletiva de imprensa do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin. A mediana das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast aponta superávit de US$ 7,1 bilhões em dezembro, após saldo positivo de US$ 5,842 bilhões em novembro.

Investidores também monitoram desdobramentos envolvendo o Banco Master, após a determinação do ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), para a realização de uma inspeção no Banco Central a respeito do processo de liquidação extrajudicial da instituição. Auditores do BC avaliam a medida como atípica, o que gerou questionamentos sobre segurança jurídica no sistema financeiro e pode manter o tema no radar dos mercados.

No campo político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende vetar o projeto de lei que reduz penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) prepara um evento para marcar os três anos da trama golpista. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, afirmou que pedirá à Polícia Federal a investigação de parlamentares da oposição sob acusação de incentivar uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil, adicionando ruído ao ambiente político.

No exterior, além da crise na Venezuela, os investidores acompanham discursos de dirigentes do Federal Reserve, com destaque para a participação do presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, às 10h, além da divulgação do PMI de serviços e composto dos Estados Unidos, às 11h45. Na Alemanha, sai o índice de preços ao consumidor (CPI) de dezembro.

Na segunda, o dólar à vista fechou em queda de 0,37%, a R$ 5,4055 - menor valor de fechamento desde o último dia 11 (R$ 5,4044).

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