Trump anunciará novo tarifaço contra o Brasil e outros países nesta quarta, 2
O republicano refere-se ao momento como o "Dia da Libertação". No entanto, não deu detalhes do percentual, nem de quais produtos ou países serão afetados
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciará nesta quarta-feira, 2 de abril, às 17h (horário de Brasília), uma sequência de tarifas recíprocas para diversos parceiros comerciais, incluindo o Brasil.
O republicano, inclusive, refere-se ao momento como o “Dia da Libertação”. No entanto, não deu detalhes do percentual, nem de quais produtos ou países serão afetados.
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Na última terça, 1º, foi publicado um relatório de órgão ligado ao governo dos EUA fez críticas ao modelo de tarifas que o Brasil impõe a suas importações em setores como etanol, filmes, bebidas alcoólicas, máquinas e equipamentos, carne suína, entre outros.
Conforme Carlos Braga Monteiro, CEO do Grupo Studio, esta recente ofensiva reacende o risco de uma guerra comercial com efeitos sistêmicos.
“Para o Brasil, o impacto direto recai sobre exportações estratégicas, com possível efeito cascata sobre o agronegócio, indústria e até o setor de serviços, que pode sofrer com retração de investimentos, encarecimento de tecnologia e menor demanda externa.”
Também explica que países como Índia, Vietnã e África do Sul também estão na linha de frente das possíveis perdas. “Nos EUA, o protecionismo pode gerar inflação, encarecer cadeias produtivas e comprometer a competitividade global”, finaliza.
Nesse contexto, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, por unanimidade nesta terça, projeto de lei da reciprocidade comercial.
Este, por sua vez, permite ao governo retaliar medidas unilaterais comerciais que prejudiquem a competitividade das exportações do Brasil. O texto agora segue para análise da Câmara dos Deputados.
Governo brasileiro espera ser poupado, segundo Haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou em viagem a Paris, nesta terça-feira, 1º, que causará estranheza caso o Brasil sofra alguma retaliação comercial.
“Os EUA têm uma posição muito confortável em relação ao Brasil, até porque é superavitário tanto em relação aos bens, quanto em relação aos serviços.”
O comércio bilateral é superavitário para os EUA, uma vez que o Brasil importa mais do que exporta para o país norte-americano. Por isso, Haddad considera que não haveria motivos para taxação dos produtos brasileiros.
“Causaria até certa estranheza se o Brasil sofresse algum tipo de retaliação injustificada, uma vez que nós estamos na mesa de negociação desde sempre com aquele país justamente para que a nossa cooperação seja cada vez mais forte”, completou o ministro da Fazenda.
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